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Jardins efémeros 2013 apresentados ao grupo VISEU EM LISBOA


Todos têm ligações a Viseu. À região de Viseu. E o que os move é recordar. Trazer à memória a sua cidade natal, a sua terra adotiva, os sabores, os sons de outrora, as torres da Misericórdia, o Vouga ou o Caramulo, o Dão ou a Estrela, o Montemuro ou o Douro mais acima, Grão Vasco ou a Senhora da Beira... enfim, tudo quanto lhes faça adormecer este hoje e viajar até ao outro que também se quis e quer compartilhar.
É como um retorno, um chamamento a espaços que quando estimulados se ilimitam na memória dos símbolos.
São estes e são assim os membros do grupo "Viseu em Lisboa".
O zambeze, restaurante para os lados da mouraria, ali ao lado do castelo de s. Jorge, em Lisboa, foi o palco por onde desfilaram os paladares da beira, dessas terras que, embora do demo batizadas, Aquilino sabia e sentia generosas com as suas generosas e rijas gentes.
Pois bem, uma surpresa para fim de degustação, mantida em segredo pelo "tubarão" Eduardo Pinto, um dos grandes obreiros destes encontros: a Sandra Oliveira a apresentar-se e a apresentar os JARDINS EFÉMEROS 2013.
Ela própria, na primeira pessoa, a deambular por ideias sonhadas, maturadas e, de novo, projetadas para a nossa perene cidade, para finais de julho.
É mais um filho que vai nascer, com fermento forte, da convergência de diálogos surdos, ásperos, tantas vezes crípticos para os atores efémeros do quotidiano; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho ávido por se dar à comunidade, por se esgotar em cada recanto e em cada canto sombrio de cada praça e de cada rua; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho que pela intensidade do efémero se eternizará na mente dos homens|mulheres como ideal de busca coletiva.
Mais uma vez os deputados do PS, José Junqueiro e Acácio Pinto, estiveram presentes e desta vez também se juntaram ao grupo alguns viseenses mais novos, no caso o Fernando Gonçalves e o Raul Junqueiro.

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