Salazar teve amores secretos e coloridos?

 

A autora, Felícia Cabrita, não tem dúvidas. Sim, Salazar teve muitos casos de amor, uns mais secretos, outros mais públicos, uns muito coloridos e outros que se resumiram a meros amores platónicos.

Este livro, Os Amores de Salazar, com prefácio de Diogo Freitas do Amaral, foi escrito há mais de duas décadas e resulta de um aturado trabalho de investigação de Felícia Cabrita nos arquivos nacionais à guarda da Torre do Tombo e de conversas com protagonistas.

De facto, António de Oliveira Salazar, desde cedo, foi colecionando corações de mulheres, desde os tempos de seminarista: de Viseu, a Coimbra, de Lisboa a Paris. Com amores platónicos, inocentes ou pecaminosos, o Presidente do Conselho, foi preenchendo a sua vida íntima com um enorme lote de mulheres de diversos estados civis. Por ele passaram, solteiras, casadas e viúvas.

A todas tentava dar o máximo de atenção, no Vimieiro, no palácio de São Bento ou em hotéis de Lisboa, porém os seus compromissos oficiais nem sempre lhe permitiam corresponder a tantas solicitações.

Se quer saber mais sobre Felismina, Júlia, Maria Laura, María Emília, Maria de Jesus, Carolina Christine, Maria Conceição, Mercedes…. nada como ler Os Amores de Salazar. É um livro leve e que se lê de uma assentada ou, para quem quiser, para se ir lendo à noite, caso a caso, antes de adormecer.

Título: OS AMORES DE SALAZAR

Autora: Felícia Cabrita

Editora: a esfera dos livros

Acácio Pinto | 14.10.2025