Notícia DÃO E DEMO.
A Casa da Aprendizagem da Quinta da Enterranha a que nos havíamos referido em anterior edição do Dão e Demo está praticamente concluída como se pode verificar pela foto que publicamos e pela sequência evolutiva que pode ser consultada no site que a comunidade ali residente disponibiliza na internet.
A escola, ou Casa da Aprendizagem, como lhe chamam, resulta de uma necessidade que a comunidade sentiu uma vez que tem neste próximo ano letivo duas crianças em idade de iniciarem a escolaridade. E a opção, em vez de as colocarem no sistema de ensino público, foi a de lhes proporcionarem “ensino doméstico”, ou seja aprendizagem que lhes é ministrada pelos próprios pais ou elementos da comunidade.
A sala de atividades, no primeiro piso, tem uma área de cerca de 24 metros quadrados e no rés-do-chão existe igual área que irá funcionar como cantina.
Este Casa da Aprendizagem é o resultado de uma vontade coletiva de 17 pessoas que vivem na Quinta da Enterranha, no concelho de Sátão, e onde pretendem construir uma “eco aldeia”. Para construírem a escola lançaram uma campanha de angariação de fundos através da internet e fizeram um apelo para que, para além do dinheiro, lhes doassem materiais diversos bem como pessoas que voluntariamente quisessem ajudar na construção.
O resultado começa já a ganhar forma.
Dão e Demo continuará a acompanhar a evolução da Casa da Aprendizagem e dela irá dando notícias.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Vídeo com a intervenção de José Junqueiro no colóquio ‘Viseu Dão Lafões: que futuro?’
Apresentamos hoje o primeiro vídeo do colóquio Dão e Demo sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões em que foram nossos convidados Fernando Ruas e José Junqueiro e que se realizou no dia 8 de julho na Casa da Cultura de Sátão.
Neste vídeo que está disponibilizado no canal Dão e Demo do youtube, para além da intervenção de José Junqueiro, estão igualmente registadas as palavras de saudação do vice-presidente da Câmara Municipal de Sátão, Paulo Santos, na impossibilidade de ter estado presente o presidente da autarquia, bem como podem ser visualizadas as palavras de introdução ao debate proferidas pelo moderador, Acácio Pinto.
Quanto à intervenção de José junqueiro ela centra-se, na sua parte inicial, nas questões demográficas (a partir dos 11’), problemática que foi dissecada pelo nosso convidado com recurso a diversas tabelas e gráficos para concluir que atravessamos “uma regressão demográfica em todos os concelhos com exceção de Viseu” dizendo que “parece que nem a indústria” acabou por travar essa regressão em muitos concelhos industriais da região.
Mas José Junqueiro foi também aos números do índice de envelhecimento na região Dão Lafões que já vai em 178 idosos por cada 100 jovens, quando em 2001 tínhamos 123 idosos para os mesmos 100 idosos, situação de elevada gravidade.
De seguida José Junqueiro falou sobre a EN 229 (a partir dos 18’ 50”) para dizer que “esta era uma estrutura importante” para o Sátão e para a região referindo que “nós já falamos nisto há muito tempo mas não andou… se há 9.000 pessoas por dia a fazer este trajeto porque é que o poder central não se entendeu?”. Mas sobre acessibilidades José Junqueiro também falou sobre a ligação Viseu-Coimbra referindo que “é minha convicção que muito dificilmente nestes próximos anos teremos alguma coisa de concreto no terreno”. “É que esta via era estruturante não só para a indústria da região e para a mobilidade das pessoas“, concluiu José Junqueiro.
Mas a ferrovia também passou pela intervenção de José Junqueiro (21’ 15”), que apelidou Fernando Ruas como “um combatente nesta matéria do caminho ferro”. Disse ainda que “durante todos estes anos esgotámo-nos em discussões permanentes e não fizemos um quilómetro, a única coisa que está feita é uma ligação do porto de Aveiro à linha do Norte, de resto nada foi concretizado”. José Junqueiro especificou que “não pode Viseu ser uma cidade que é uma mais-valia para toda a região não ter uma estação de comboio e não podem os concelhos junto á linha da Beira-Alta passar todos estes anos sem terem uma intervenção substantiva na linha”.
A partir dos 24’ e 20” José Junqueiro falou também da saúde, referindo-se concretamente ao “Centro Oncológico com radioterapia e nós nunca mais conseguimos ter este equipamento”, dizendo que estes equipamentos são fundamentais para criarmos atratividade.
As conclusões de José Junqueiro podem ser escutadas a partir dos 25’ e 24”: Vontade política para modificar alguma coisa; desconcentração de recursos e serviços (políticas fiscais ativas para as pessoas e empresas); esforço no apoio da economia social e solidária; criação de atividades económicas de forte componente tecnológica; escrutínio aos decisores.
Esteja atento, pois nos próximos dias publicaremos o vídeo com a intervenção de Fernando Ruas.
Pode visualizar este vídeo no canal Dão e Demo do youtube.
Neste vídeo que está disponibilizado no canal Dão e Demo do youtube, para além da intervenção de José Junqueiro, estão igualmente registadas as palavras de saudação do vice-presidente da Câmara Municipal de Sátão, Paulo Santos, na impossibilidade de ter estado presente o presidente da autarquia, bem como podem ser visualizadas as palavras de introdução ao debate proferidas pelo moderador, Acácio Pinto.
Quanto à intervenção de José junqueiro ela centra-se, na sua parte inicial, nas questões demográficas (a partir dos 11’), problemática que foi dissecada pelo nosso convidado com recurso a diversas tabelas e gráficos para concluir que atravessamos “uma regressão demográfica em todos os concelhos com exceção de Viseu” dizendo que “parece que nem a indústria” acabou por travar essa regressão em muitos concelhos industriais da região.
Mas José Junqueiro foi também aos números do índice de envelhecimento na região Dão Lafões que já vai em 178 idosos por cada 100 jovens, quando em 2001 tínhamos 123 idosos para os mesmos 100 idosos, situação de elevada gravidade.
De seguida José Junqueiro falou sobre a EN 229 (a partir dos 18’ 50”) para dizer que “esta era uma estrutura importante” para o Sátão e para a região referindo que “nós já falamos nisto há muito tempo mas não andou… se há 9.000 pessoas por dia a fazer este trajeto porque é que o poder central não se entendeu?”. Mas sobre acessibilidades José Junqueiro também falou sobre a ligação Viseu-Coimbra referindo que “é minha convicção que muito dificilmente nestes próximos anos teremos alguma coisa de concreto no terreno”. “É que esta via era estruturante não só para a indústria da região e para a mobilidade das pessoas“, concluiu José Junqueiro.
Mas a ferrovia também passou pela intervenção de José Junqueiro (21’ 15”), que apelidou Fernando Ruas como “um combatente nesta matéria do caminho ferro”. Disse ainda que “durante todos estes anos esgotámo-nos em discussões permanentes e não fizemos um quilómetro, a única coisa que está feita é uma ligação do porto de Aveiro à linha do Norte, de resto nada foi concretizado”. José Junqueiro especificou que “não pode Viseu ser uma cidade que é uma mais-valia para toda a região não ter uma estação de comboio e não podem os concelhos junto á linha da Beira-Alta passar todos estes anos sem terem uma intervenção substantiva na linha”.
A partir dos 24’ e 20” José Junqueiro falou também da saúde, referindo-se concretamente ao “Centro Oncológico com radioterapia e nós nunca mais conseguimos ter este equipamento”, dizendo que estes equipamentos são fundamentais para criarmos atratividade.
As conclusões de José Junqueiro podem ser escutadas a partir dos 25’ e 24”: Vontade política para modificar alguma coisa; desconcentração de recursos e serviços (políticas fiscais ativas para as pessoas e empresas); esforço no apoio da economia social e solidária; criação de atividades económicas de forte componente tecnológica; escrutínio aos decisores.
Esteja atento, pois nos próximos dias publicaremos o vídeo com a intervenção de Fernando Ruas.
Pode visualizar este vídeo no canal Dão e Demo do youtube.
terça-feira, 12 de julho de 2016
Fernando Ruas e José Junqueiro debateram o futuro da região, com ironias à mistura
Notícia DÃO E DEMO
Fernando Ruas e José Junqueiro não deixaram os seus créditos por mais alheias no Colóquio Dão e Demo que teve lugar esta sexta-feira, dia 8 de julho, em Sátão, na Casa da Cultura.
Perante uma vasta assistência, os dois políticos, convidados do nosso jornal para dissertarem sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões, foram incisivos e traçaram um quadro negro da região no que toca aos investimentos públicos em falta e às fragilidades que nos atravessam, com o “grosso” das culpas a irem direitinhas para a “administração central”, dizendo Fernando Ruas que “as autarquias têm feito o seu trabalho e democratizaram o investimento público”.
Mas indo às questões concretas, José Junqueiro mostrou a sua incompreensão perante a não execução de uma via de acesso condigna entre Viseu e Sátão, pois a EN 229 que tem “nove mil veículos por dia”, bem como mostrou a sua estupefação sobre a designada ligação Viseu Coimbra que já esteve no papel, já esteve em concurso e agora apresentam-nos a “Via dos Duques” para ligar Viseu a Coimbra.
Mas sobre esta via Fernando Ruas também não deixou de dizer que até o próprio nome é incompreensível fazendo uma analogia com o jogo das cartas para dizer que “o duque é aquela carta mais baixa do baralho”, quando já havia um corredor de “ligação a Coimbra que todos conhecíamos”. “Andamos sempre a mudar, alguém a reverte, para ficar bem na fotografia”, concluiu o eurodeputado que não deixou igualmente de criticar a solução ferroviária que designou “em escada”. E concretizou dizendo que saímos do porto de Aveiro até à linha do Norte, descemos até à linha da Beira Alta e depois subimos, por esta, para a Europa, acentuando que “uma ligação em escada também se pode fazer mas normalmente as pessoas caem”.
Sobre a ferrovia José Junqueiro referiu que só fizemos a ligação do porto de Aveiro à linha do Norte e “nem mais um quilómetro, esgotámo-nos em discussões permanentes”, para acrescentar que “não pode Viseu ser uma cidade que é uma mais-valia para a região e não ter estação de comboio e não podem os concelhos que estão junto à linha da Beira Alta passar todos estes anos sem terem uma intervenção substantiva na linha”.
Quanto ao contributo da região Viseu Dão Lafões para a riqueza da região Centro coube a José Junqueiro dizer que “contribuímos com 12% para a riqueza da região Centro” e que isso deverá ser devidamente salientado a todos os níveis mas sobretudo a nível dos equipamentos e infraestruturas, estranhando Fernando Ruas o facto de que apesar dessa geração de riqueza só tenhamos neste momento, a nível de verbas, apenas “cerca de 1% do PO regional”.
Mas Fernando Ruas foi mais longe e mostrou-se completamente descontente com a distribuição de verbas que vêm para a região. E deu a imagem do jogo de ténis para dizer que estamos a ver passar as bolas; as verbas e os equipamentos “vão de Lisboa para o Porto e do Porto para Lisboa e nós só apanhamos uma ou outra bola que caia na rede”. E acrescentou que “esta postura não pode ser consentida; devemos fazer a exigência necessária para que se altere esta distribuição dos meios” no futuro.
Também José Junqueiro deixou bem evidenciado que o futuro passa por vontade política e opções políticas claras, “não podemos passar sucessivos mandatos de sucessivos governos sem que aquilo que é considerado essencial e em que toda a gente está de acordo seja objeto de uma atitude em concreto para resolver esse problema; devemos ser criteriosos a quem entregamos o nosso voto”. Mas falou também da fiscalidade com peça fundamental para o futuro, bem como da economia social e das “atividades económicas de uma forte componente tecnológica” que possam fixar as gerações jovens que hoje são muito qualificadas.
A demografia foi um dos problemas que os dois conferencistas abordaram. Consideraram os seus resultados muito gravosos para a região. José Junqueiro, nesta matéria, avançou com gráficos sobre os valores populacionais nos últimos 150 anos bem como com o índice de envelhecimento, que passou de 123, em 2001, para 178 em 2014, ou seja por cada 100 jovens temos neste momento 178 idosos quando em 2001 tínhamos 123.
Fernando Ruas trouxe igualmente os valores da demografia para o colóquio e aproveitou para lançar uma ironia direitinha para Viseu ao dizer que trazia valores mas que “isto é capaz de estar muito desatualizado pois ouvi dizer que nos dois últimos anos isto evoluiu mais do que nos últimos 40; ou então isto avançou em progressão geométrica e estamos muito melhor”.
Mas as questões não se ficaram por aqui. Voltaremos nos próximos dias ao colóquio!
Nota: Ao longo da semana iremos publicar os vídeos integrais, com as intervenções, no canal Dão e Demo do Youtube.
Fernando Ruas e José Junqueiro não deixaram os seus créditos por mais alheias no Colóquio Dão e Demo que teve lugar esta sexta-feira, dia 8 de julho, em Sátão, na Casa da Cultura.
Perante uma vasta assistência, os dois políticos, convidados do nosso jornal para dissertarem sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões, foram incisivos e traçaram um quadro negro da região no que toca aos investimentos públicos em falta e às fragilidades que nos atravessam, com o “grosso” das culpas a irem direitinhas para a “administração central”, dizendo Fernando Ruas que “as autarquias têm feito o seu trabalho e democratizaram o investimento público”.
Mas indo às questões concretas, José Junqueiro mostrou a sua incompreensão perante a não execução de uma via de acesso condigna entre Viseu e Sátão, pois a EN 229 que tem “nove mil veículos por dia”, bem como mostrou a sua estupefação sobre a designada ligação Viseu Coimbra que já esteve no papel, já esteve em concurso e agora apresentam-nos a “Via dos Duques” para ligar Viseu a Coimbra.
Mas sobre esta via Fernando Ruas também não deixou de dizer que até o próprio nome é incompreensível fazendo uma analogia com o jogo das cartas para dizer que “o duque é aquela carta mais baixa do baralho”, quando já havia um corredor de “ligação a Coimbra que todos conhecíamos”. “Andamos sempre a mudar, alguém a reverte, para ficar bem na fotografia”, concluiu o eurodeputado que não deixou igualmente de criticar a solução ferroviária que designou “em escada”. E concretizou dizendo que saímos do porto de Aveiro até à linha do Norte, descemos até à linha da Beira Alta e depois subimos, por esta, para a Europa, acentuando que “uma ligação em escada também se pode fazer mas normalmente as pessoas caem”.
Sobre a ferrovia José Junqueiro referiu que só fizemos a ligação do porto de Aveiro à linha do Norte e “nem mais um quilómetro, esgotámo-nos em discussões permanentes”, para acrescentar que “não pode Viseu ser uma cidade que é uma mais-valia para a região e não ter estação de comboio e não podem os concelhos que estão junto à linha da Beira Alta passar todos estes anos sem terem uma intervenção substantiva na linha”.
Quanto ao contributo da região Viseu Dão Lafões para a riqueza da região Centro coube a José Junqueiro dizer que “contribuímos com 12% para a riqueza da região Centro” e que isso deverá ser devidamente salientado a todos os níveis mas sobretudo a nível dos equipamentos e infraestruturas, estranhando Fernando Ruas o facto de que apesar dessa geração de riqueza só tenhamos neste momento, a nível de verbas, apenas “cerca de 1% do PO regional”.
Mas Fernando Ruas foi mais longe e mostrou-se completamente descontente com a distribuição de verbas que vêm para a região. E deu a imagem do jogo de ténis para dizer que estamos a ver passar as bolas; as verbas e os equipamentos “vão de Lisboa para o Porto e do Porto para Lisboa e nós só apanhamos uma ou outra bola que caia na rede”. E acrescentou que “esta postura não pode ser consentida; devemos fazer a exigência necessária para que se altere esta distribuição dos meios” no futuro.
Também José Junqueiro deixou bem evidenciado que o futuro passa por vontade política e opções políticas claras, “não podemos passar sucessivos mandatos de sucessivos governos sem que aquilo que é considerado essencial e em que toda a gente está de acordo seja objeto de uma atitude em concreto para resolver esse problema; devemos ser criteriosos a quem entregamos o nosso voto”. Mas falou também da fiscalidade com peça fundamental para o futuro, bem como da economia social e das “atividades económicas de uma forte componente tecnológica” que possam fixar as gerações jovens que hoje são muito qualificadas.
A demografia foi um dos problemas que os dois conferencistas abordaram. Consideraram os seus resultados muito gravosos para a região. José Junqueiro, nesta matéria, avançou com gráficos sobre os valores populacionais nos últimos 150 anos bem como com o índice de envelhecimento, que passou de 123, em 2001, para 178 em 2014, ou seja por cada 100 jovens temos neste momento 178 idosos quando em 2001 tínhamos 123.
Fernando Ruas trouxe igualmente os valores da demografia para o colóquio e aproveitou para lançar uma ironia direitinha para Viseu ao dizer que trazia valores mas que “isto é capaz de estar muito desatualizado pois ouvi dizer que nos dois últimos anos isto evoluiu mais do que nos últimos 40; ou então isto avançou em progressão geométrica e estamos muito melhor”.
Mas as questões não se ficaram por aqui. Voltaremos nos próximos dias ao colóquio!
Nota: Ao longo da semana iremos publicar os vídeos integrais, com as intervenções, no canal Dão e Demo do Youtube.
domingo, 10 de julho de 2016
Este domingo vamos ‘tomar a Bastilha’!
Opinião DÃO E DEMO
Este domingo vamos “tomar a Bastilha”. Literalmente. Vamos
tomá-la também para dizermos à Europa que não. Que Portugal não merece, não
pode, não tem que sofrer sanções, não tem que sofrer penalties por faltas
cometidas, nem sequer fora da área, mas fora das quatro linhas. E ainda por
cima, faltas cometidas por terceiros e assinaladas contra nós, que nos
limitámos a jogar futebol reprimido, mas futebol limpo.
E é também por isso que vamos “tomar a Bastilha”.
Seremos, não onze, mas onze milhões de pelejadores a tomar a
Bastilha, glorificando Álvaro Coutinho, esse “magriço”, beirão, de Penedono ou
de Trancoso, português portanto, mas que pôs em sentido uma Europa inteira a
defender damas feridas na sua honra.
Não haverá reis sol, napoleões ou platinis que lhes valha!
Todo o mundo confirmará como os requintes da tecnologia dos tgv ou dos aviões
supersónicos tombarão por inconseguimento ante dribles “nojentos” e passes
“injustos” e “milagrosos”.
Sim, mesmo que pareça ter sido um milagre, o que vai ser
facto é que tomaremos a Bastilha este domingo à noite.
E vamos tomá-la sem utilizar planos secretos! Sem enviar
contraespiões ou mensagens falsas como em guerras passadas!
Faremos tudo às claras! Tão às claras que eu hoje estou já a
avisá-los que a Bastilha, este domingo, será nossa.
E mais. Ficam já a saber que a tomaremos pelo ar. Enviaremos
umas bolas rasteiras para disfarçar, mas o assalto principal será pelo ar. Será
por aquele que, bem sabemos, embora com saltos “sem nível” e “sem a técnica”,
vai lá acima e fica parado o tempo que for necessário até que a bola chegue à
sua cabeça para sair como um míssil de uma catapulta CR e derrubar as defesas
da porta de armas da “gendarmerie nationale française”.
Mas tranquilizem-se, só exigiremos mais uma coisa depois de
derrubar a porta, é que a Eiffel, sim a torre, fique verde rubra. Não é
necessário, Hollande, invocar o direito internacional para reclamar a devolução
da Bastilha e expulsar os invasores. O general português, o engenheiro, já
disse que regressa com os soldados no dia 11 de julho a Portugal e, portanto,
no dia 14 os franceses poderão decorar a Bastilha a preceito para assinalar o
seu 1789.
E mais, nós não incomodaremos nos próximos quatro anos!
Seremos campeões europeus e cumpriremos o défice!
Quanto ao mais, daqui a quatro anos, em 2020, lá voltaremos,
capitaneados pelo “Coluna”, para trazermos de Londres a taça que nos “roubaram” em
1966.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Fernando Ruas e José Junqueiro vão debater, no Sátão, o futuro da região | Dia 8 de julho, 21h
Ler em DÃO E DEMO
É já no próximo dia 8 de julho que se vai realizar, em Sátão, o terceiro colóquio Dão e Demo. Contando com a presença de Fernando Ruas e de José Junqueiro, este colóquio realizar-se-á na Casa da Cultura a partir das 21:00 h e será subordinado ao tema “Viseu Dão Lafões: Que futuro?”.
A metodologia do colóquio, essa, será semelhante à dos anteriores colóquios Dão e Demo. Os conferencistas efetuarão uma exposição inicial com as suas ideias para o futuro da região e no final dar-se-á a palavra ao público presente para as considerações ou perguntas que entenderem por pertinentes, estando em debate todas as temáticas que tiverem a ver com o futuro do nosso território.
Contamos, pois, com a presença de todos aqueles que aqui residam, que aqui trabalham, ou que daqui sejam naturais para vir ouvir, mas sobretudo, para participar com a sua opinião neste colóquio que, com certeza, a todos diz respeito pois ele tem a ver com o nosso futuro: “Viseu Dão Lafões: Que futuro?”
Esta é uma iniciativa que se segue a outras também sob organização do jornal digital Dão e Demo e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Sátão, da rádio Alive FM e da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga.
Sobre os nossos convidados
Fernando Ruas é atualmente eurodeputado do PSD e presidente da mesa do congresso social-democrata, tendo, igualmente, um vastíssimo currículo político. Foi presidente da Câmara Municipal de Viseu durante 24 anos e presidente da ANMP.
José Junqueiro é atualmente vereador na Câmara Municipal de Viseu, tendo sido presidente da Federação de Viseu do PS, deputado à Assembleia da República e secretário de estado em dois governos socialistas.
É já no próximo dia 8 de julho que se vai realizar, em Sátão, o terceiro colóquio Dão e Demo. Contando com a presença de Fernando Ruas e de José Junqueiro, este colóquio realizar-se-á na Casa da Cultura a partir das 21:00 h e será subordinado ao tema “Viseu Dão Lafões: Que futuro?”.
A metodologia do colóquio, essa, será semelhante à dos anteriores colóquios Dão e Demo. Os conferencistas efetuarão uma exposição inicial com as suas ideias para o futuro da região e no final dar-se-á a palavra ao público presente para as considerações ou perguntas que entenderem por pertinentes, estando em debate todas as temáticas que tiverem a ver com o futuro do nosso território.
Contamos, pois, com a presença de todos aqueles que aqui residam, que aqui trabalham, ou que daqui sejam naturais para vir ouvir, mas sobretudo, para participar com a sua opinião neste colóquio que, com certeza, a todos diz respeito pois ele tem a ver com o nosso futuro: “Viseu Dão Lafões: Que futuro?”
Esta é uma iniciativa que se segue a outras também sob organização do jornal digital Dão e Demo e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Sátão, da rádio Alive FM e da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga.
Sobre os nossos convidados
Fernando Ruas é atualmente eurodeputado do PSD e presidente da mesa do congresso social-democrata, tendo, igualmente, um vastíssimo currículo político. Foi presidente da Câmara Municipal de Viseu durante 24 anos e presidente da ANMP.
José Junqueiro é atualmente vereador na Câmara Municipal de Viseu, tendo sido presidente da Federação de Viseu do PS, deputado à Assembleia da República e secretário de estado em dois governos socialistas.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Abastecimento de água: Assinado protocolo para a construção da barragem da Maeira, no rio Vouga
Ler em DÃO E DEMO
Realizou-se esta quarta-feira, dia 29 de junho, na Câmara Municipal de Viseu, o ato público de assinatura do protocolo de cooperação entre os Municípios de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão, Vila Nova de Paiva, S. Pedro do Sul, Vouzela e Viseu, tendo em vista uma política conjunta de abastecimento de água na região e, em particular, a defesa da construção da barragem da Maeira, no rio Vouga, prevista no âmbito do Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Vouga, Mondego e Lis, e com estudo prévio já elaborado.
Participaram da cerimónia o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e os Presidentes de Câmara dos oito municípios outorgantes.
Para Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu, o dia foi importante e destacou o empenho do Secretário de Estado do Ambiente neste processo.
O autarca viseense, em declarações à Alive FM, agradeceu aos outros 7 autarcas por estarem neste projeto que será o futuro das próximas gerações, pois para Almeida Henriques, o recurso água é um recurso escasso, mas existe em abundância na região.
A construção desta infraestrutura vai multiplicar por 5 o abastecimento de água nos 8 concelhos.
Almeida Henriques sublinhou que existiu uma união entre os 8 concelhos para a realização deste projeto.
Em resposta, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente sublinhou que este projeto é pioneiro, havendo uma escala do ciclo urbano da água.
O governante referiu que este pioneirismo deve ser exemplo para os restantes municípios do país.
No protocolo de cooperação, os municípios comprometem-se numa cooperação para uma política conjunta de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, tendo nas Águas de Viseu – Serviços Municipalizados de Água e Saneamento o instrumento institucional e técnico para o desenvolvimento de todos os estudos, projetos e candidaturas que se verifiquem como necessárias.
Os 8 municípios assumirão ainda ser necessário e prioritário o reforço do abastecimento de água aos seus concelhos, melhorando os níveis de sustentabilidade do atual sistema de armazenamento e distribuição, face à dimensão demográfica e económica da região. Os autarcas assinalam, nesse protocolo, que a atual capacidade instalada não atinge o grau de sustentabilidade imposto pelo regulador.
A capacidade atual da albufeira da barragem de Fagilde (2.500.000m3) revela-se já insuficiente para garantir o abastecimento de água às populações que dela dependem, designadamente dos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo, sendo a capacidade projetada para a albufeira da barragem da Maeira, no rio Vouga, mais de quatro vezes superior (10.500.000 m3).
Realizou-se esta quarta-feira, dia 29 de junho, na Câmara Municipal de Viseu, o ato público de assinatura do protocolo de cooperação entre os Municípios de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão, Vila Nova de Paiva, S. Pedro do Sul, Vouzela e Viseu, tendo em vista uma política conjunta de abastecimento de água na região e, em particular, a defesa da construção da barragem da Maeira, no rio Vouga, prevista no âmbito do Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Vouga, Mondego e Lis, e com estudo prévio já elaborado.
Participaram da cerimónia o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e os Presidentes de Câmara dos oito municípios outorgantes.
Para Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu, o dia foi importante e destacou o empenho do Secretário de Estado do Ambiente neste processo.
O autarca viseense, em declarações à Alive FM, agradeceu aos outros 7 autarcas por estarem neste projeto que será o futuro das próximas gerações, pois para Almeida Henriques, o recurso água é um recurso escasso, mas existe em abundância na região.
A construção desta infraestrutura vai multiplicar por 5 o abastecimento de água nos 8 concelhos.
Almeida Henriques sublinhou que existiu uma união entre os 8 concelhos para a realização deste projeto.
Em resposta, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente sublinhou que este projeto é pioneiro, havendo uma escala do ciclo urbano da água.
O governante referiu que este pioneirismo deve ser exemplo para os restantes municípios do país.
No protocolo de cooperação, os municípios comprometem-se numa cooperação para uma política conjunta de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, tendo nas Águas de Viseu – Serviços Municipalizados de Água e Saneamento o instrumento institucional e técnico para o desenvolvimento de todos os estudos, projetos e candidaturas que se verifiquem como necessárias.
Os 8 municípios assumirão ainda ser necessário e prioritário o reforço do abastecimento de água aos seus concelhos, melhorando os níveis de sustentabilidade do atual sistema de armazenamento e distribuição, face à dimensão demográfica e económica da região. Os autarcas assinalam, nesse protocolo, que a atual capacidade instalada não atinge o grau de sustentabilidade imposto pelo regulador.
A capacidade atual da albufeira da barragem de Fagilde (2.500.000m3) revela-se já insuficiente para garantir o abastecimento de água às populações que dela dependem, designadamente dos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo, sendo a capacidade projetada para a albufeira da barragem da Maeira, no rio Vouga, mais de quatro vezes superior (10.500.000 m3).
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Enterranha: Construção da ‘Casa da Aprendizagem’ está a decorrer em bom ritmo, com um orçamento de 6.515 euros
A construção da “Casa da Aprendizagem”, ou “escolinha”, na Quinta da Enterranha, concelho de Sátão, de que demos conta na edição Dão e Demo de 10 de maio, está a decorrer conforme o programado e a sua conclusão continua a estar prevista para o dia 15 de julho.
Quem o assumiu, perante a reportagem Dão e Demo – que esta quarta-feira, dia 22 de junho, esteve na Quinta da Enterranha – foi Durval Rocha, que num ambiente muito informal, depois do almoço e antes de iniciarem os trabalhos da parte da tarde, sob um calor intenso, nos esclareceu que este é um projeto comunitário para responder a uma necessidade, a de terem um espaço com melhores condições para as crianças em idade escolar. Referiu-nos mesmo, corroborado pelos demais elementos, nomeadamente pela Helga Jorgensen, Marco Horner e pela María Rodriguez Castro, que esta escola irá proporcionar o ensino doméstico, home learning, às crianças da comunidade. Porém, quiseram deixar bem claro que o funcionamento da escola e a estruturação das atividades letivas ainda não estão completamente definidas, pois “todas as decisões são partilhadas” e ainda não houve essa tomada de decisão por todos os pares que integram a comunidade.
Quanto à escola em si, depois da decisão quanto à sua localização, foi elaborado um plano construtivo que agora está a ser executado com a ajuda de voluntários, alguns amigos que vieram de outras eco aldeias, e pessoas da região que se quiseram associar a esta iniciativa. E o planeamento não esqueceu, obviamente, o orçamento que ascende a 6.515 euros distribuídos por várias rubricas, desde as madeiras, transportes de materiais até à quinta, parafusos, pregos, equipamento da cozinha, casa de banho, instalação elétrica, painéis solares, salamandra para aquecimento… enfim, tudo foi detalhado ao pormenor, que chegou aos custos da alimentação para os voluntários.
Para angariação de fundos, necessários para a aquisição dos materiais, a comunidade lançou uma campanha pública de angariação de fundos através do site Casa de Aprendizagem tendo já conseguido obter (até 22.06.2016) 1.127 euros.
De fora do orçamento ficou o equipamento da sala de aula pelo que lançam o desafio a quem tiver cadeiras, mesas, material didático e que o queira doar à Casa da Aprendizagem, ficando “muito agradecidos pela doação”.
Como vai ficar a Casa da Aprendizagem?
Com uma área de implantação de cerca de 25 metros quadrados a Casa da Aprendizagem vai-se distribuir por dois pisos, ficando no inferior a cantina e no piso superior, para além da sala de aula, ficará um vestiário e uma casa de banho ecológica que utilizará a técnica da compostagem ou casa de banho seca.
Relativamente à construção, se as paredes do piso inferior são de granito, com aproveitamento de ruinas preexistentes, já o superior está a ser executado com estrutura em madeira, estando prevista a execução de paredes, de 20 cm, utilizando uma mistura de palha prensada que depois será rebocada com uma argamassa de barro.
Referiram-nos que muitos dos materiais foram adquiridos pela comunidade, mas há também muitos outros que lhes foram e irão ainda ser oferecidos por pessoas da região.
Que projeto é este que está a nascer na Quinta da Enterranha?
Segundo os próprios se definem na sua página eletrónica, são, neste momento, “5 famílias (10 adultos, 10 crianças)” a fazerem o seu projeto de ensino doméstico em comunidade.
E acrescentam que “a educação das crianças está a ser feita não só desde os núcleos familiares individuais, mas também como projeto comunitário da eco aldeia” onde moram todos juntos. Neste momento, dizem, precisam de construir um centro onde possam reunir as crianças, um espaço onde crianças e adultos possam “continuar a crescer e aprender”.
Esclarecem ainda que “todos têm estado a desenvolver a eco aldeia nos últimos 5 anos através da construção das próprias casas, assim como várias estruturas comuns”, rematando que “é por isto que temos muita experiência em construção natural, numa variedade de técnicas diferentes e numa variedade de circunstâncias.”
Doa 10 adultos, 4 estão a trabalhar na recuperação da ruina para Casa da Aprendizagem, cuja conclusão está prevista para o dia 15 de julho.
Reportagem: Acácio Pinto | Luís Farinha Giroto
Quem o assumiu, perante a reportagem Dão e Demo – que esta quarta-feira, dia 22 de junho, esteve na Quinta da Enterranha – foi Durval Rocha, que num ambiente muito informal, depois do almoço e antes de iniciarem os trabalhos da parte da tarde, sob um calor intenso, nos esclareceu que este é um projeto comunitário para responder a uma necessidade, a de terem um espaço com melhores condições para as crianças em idade escolar. Referiu-nos mesmo, corroborado pelos demais elementos, nomeadamente pela Helga Jorgensen, Marco Horner e pela María Rodriguez Castro, que esta escola irá proporcionar o ensino doméstico, home learning, às crianças da comunidade. Porém, quiseram deixar bem claro que o funcionamento da escola e a estruturação das atividades letivas ainda não estão completamente definidas, pois “todas as decisões são partilhadas” e ainda não houve essa tomada de decisão por todos os pares que integram a comunidade.
Para angariação de fundos, necessários para a aquisição dos materiais, a comunidade lançou uma campanha pública de angariação de fundos através do site Casa de Aprendizagem tendo já conseguido obter (até 22.06.2016) 1.127 euros.
De fora do orçamento ficou o equipamento da sala de aula pelo que lançam o desafio a quem tiver cadeiras, mesas, material didático e que o queira doar à Casa da Aprendizagem, ficando “muito agradecidos pela doação”.
Como vai ficar a Casa da Aprendizagem?
Com uma área de implantação de cerca de 25 metros quadrados a Casa da Aprendizagem vai-se distribuir por dois pisos, ficando no inferior a cantina e no piso superior, para além da sala de aula, ficará um vestiário e uma casa de banho ecológica que utilizará a técnica da compostagem ou casa de banho seca.
Relativamente à construção, se as paredes do piso inferior são de granito, com aproveitamento de ruinas preexistentes, já o superior está a ser executado com estrutura em madeira, estando prevista a execução de paredes, de 20 cm, utilizando uma mistura de palha prensada que depois será rebocada com uma argamassa de barro.
Referiram-nos que muitos dos materiais foram adquiridos pela comunidade, mas há também muitos outros que lhes foram e irão ainda ser oferecidos por pessoas da região.
Que projeto é este que está a nascer na Quinta da Enterranha?
Segundo os próprios se definem na sua página eletrónica, são, neste momento, “5 famílias (10 adultos, 10 crianças)” a fazerem o seu projeto de ensino doméstico em comunidade.
E acrescentam que “a educação das crianças está a ser feita não só desde os núcleos familiares individuais, mas também como projeto comunitário da eco aldeia” onde moram todos juntos. Neste momento, dizem, precisam de construir um centro onde possam reunir as crianças, um espaço onde crianças e adultos possam “continuar a crescer e aprender”.
Esclarecem ainda que “todos têm estado a desenvolver a eco aldeia nos últimos 5 anos através da construção das próprias casas, assim como várias estruturas comuns”, rematando que “é por isto que temos muita experiência em construção natural, numa variedade de técnicas diferentes e numa variedade de circunstâncias.”
Doa 10 adultos, 4 estão a trabalhar na recuperação da ruina para Casa da Aprendizagem, cuja conclusão está prevista para o dia 15 de julho.
Reportagem: Acácio Pinto | Luís Farinha Giroto
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