domingo, 22 de maio de 2016

Barragem no rio Vouga para abastecimento de água à região

Notícia DÃO E DEMO.
A ideia é antiga, mas agora começa a ganhar contornos bem definidos. Os autarcas dos concelhos envolvidos têm vindo a colocar o tema na ordem do dia, pois o abastecimento de água a Viseu e aos municípios envolventes é um problema que carece de uma solução.
Almeida Henriques, o autarca de Viseu, um dos impulsionadores desta ideia, diz que com esta barragem, a construir no Vouga, na Maeira, os municípios de Viseu, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão, Vila Nova de Paiva, Vouzela e S. Pedro do Sul poderão ficar, a nível de abastecimento de água, “com o problema resolvido para 30 anos”. É que, segundo o autarca de Viseu, a barragem de Fagilde “não dá garantias”.
E se Almeida Henriques tem vindo trazer este assunto à tona, nas reuniões municipais e nas várias reuniões que envolvem a administração central, o autarca de Sátão, Alexandre Vaz, também tem vindo a dar o seu aval a este projeto, dizendo que “esta barragem é fundamental para o Sátão” fazendo com que “os concelhos envolvidos não tenham problemas de seca”.
Alexandre Vaz disse mesmo, na última Assembleia Municipal, que “a barragem do Vouga a construir na zona de Cepões será uma realidade a curto prazo”. O presidente de Sátão fala já dos custos e diz que este projeto ascenderá a “47 milhões de euros” e já se avançam datas, 2017, para o início das obras, depois de tudo ser protocolado entre os concelhos envolvidos e o governo, ainda durante este ano.

Borges da Silva, autarca de Nelas, também já manifestou a sua concordância a este “projeto de longo prazo” dizendo que já houve uma reunião com o Secretário de Estado do Ambiente.

domingo, 15 de maio de 2016

Portugal Wine Castas e Quinta de Lemos promoveram jantar vínico

Notícia DÃO E DEMO
A garrafeira Portugal Wine Castes, sedeada junto à estação agrária de Viseu, propriedade de Manuel Figueiredo, levou a cabo mais um jantar vínico, desta feita em parceria com a Quinta de Lemos, uma “quinta-jardim” da família Lemos, com 25 hectares, situada na região demarcada do Dão, na freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu.
Foi com esta parceria, entre uma garrafeira de excelência e um vinho igualmente de excelência, produzido na mais antiga região produtora de vinho de Portugal, que os comensais puderam navegar pelos prazeres dos paladares e dos aromas, com a Sé de Viseu como quadro natural em fundo.
Para acompanhar as entradas, sempre tão importantes em qualquer atividade humana, como preparação para o trabalho principal que se avizinha, a Quinta de Lemos apresentou o Alfrocheiro 2010, um tinto de cor vermelha rubi, bem elegante e aveludado. Um vinho bem apreciado e repetido por todos, ao ritmo das fartas e múltiplas iguarias que a gastronomia do Dão sempre “cultiva” e apresenta com elevada qualidade.
Com o creme de espargos a Quinta de Lemos, através de Hugo Chaves, o enólogo e compositor dos néctares da quinta, propôs um Jaen 2007, um vinho tinto de uma casta nem sempre bem-amada no Dão, mas que nesta versão mostra, como dele alguém disse, elegância e vigor, sendo um vinho de elevada qualidade.
Mas foi no D. Santana 2007, o vinho que entrou de mão dada com o bacalhau com broa, que a arte do enólogo entrou pela casa dentro de todos, através das palavras, dos aromas e dos paladares que o enólogo Hugo Chaves ali deixou. Com muita segurança e assertividade, Hugo Chaves partilhou com todos algumas das subtilezas da arte da “construção” do vinho, desde a vinha até à garrafa. Falou das uvas, poucas, que se deixam em cada videira para aumentar a qualidade, da maturação das ditas, da vindima muitas vezes noturna para que o sol quando muito duro e a pique não altere as fermentações, das castas da quinta, do envelhecimento, falou da família produtora e da simbologia das marcas, falou afinal de toda uma orquestra que é preciso ensaiar em bastidores para que a garrafa que chega à mesa possa ser um cofre onde se esconde muito mais do que um vinho.
De seguida surgiu o cabritinho assado com batatas assadas e aqui a opção foi pelo Touriga Nacional 2009, um vinho produzido a partir da casta mais nobre do Dão, bem frutado e que deixou um travo longo e sedoso.
E contrariando a ideia de “não regressarmos ao sítio onde fomos felizes”, o Hugo Chaves, o winemaker da Quinta de Lemos, e o Manuel Figueiredo, o anfitrião, da garrafeira Portugal Wine Castes, propuseram novamente o regresso ao Alfrocheiro 2010, para acompanhar a fruta laminada, os doces e a tábua de queijos. E fizeram bem, numa demonstração de que é sempre possível contrariar as ideias feitas e conceber novas, aveludadas, longas e sedutoras ideias em torno de um vinho com caráter como é o caso do Alfrocheiro 2010.
A música é sempre um bom complemento, mas de forma especial quando os participantes colocam as suas cordas vocais ao serviço do todo.

Nota: Com o cabritinho assado o D. Georgina 2009 também teria feito um “perfect wedding”.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Junta de Sátão assinalou os 905 anos com lançamento do livro ‘Olhares’ sobre a freguesia

A Junta de Freguesia de Sátão assinalou esta segunda-feira, dia 9 de maio, os 905 anos do Foral concedido pelo conde dom Henrique e dona Teresa em 111, neste exato dia.
Para assinalar esta efeméride a opção da Junta foi a de editar um livro sobre o seu território, sobre histórias, paisagens e aspetos patrimoniais “construídos” ao longo do tempo, que hoje ainda perduram e que se pretendem perpetuar.
O título do livro, da autoria de Carlos Paixão (texto) e de Carlos Pais (fotos), é “Freguesia de Sátão: Olhares” e foi apresentado na Casa da Cultura com intervenções dos autores, Carlos Paixão e Carlos Pais, que detalharam e circunstanciaram a obra, mas também do Presidente da Câmara, Alexandre Vaz, que saudou a Junta pela iniciativa e, finalmente, pelo Presidente da Junta, António José Carvalho, que agradeceu a presença de todos e distinguiu os autores com palavras de especial agradecimento.
Na sala estavam os autarcas, o pároco, José Cardoso Almeida, e muito público interessado nestes conteúdos patrimoniais da sua terra, afinal uma matéria que todos os dias olham e que a partir de agora irão continuar a olhar, mas sobretudo a ver com outros olhos, a ver melhor.

Para quem estiver interessado, o livro encontra-se à venda na sede da Junta de Freguesia de Sátão pelo preço de sete euros.




quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vai ser construída uma escola para ensino doméstico na Quinta da Enterranha – Sátão

Um grupo de 17 amigos, jovens, 10 portugueses e 7 estrangeiros, comprou uma propriedade na Quinta da Enterranha, próximo da aldeia de Carvalhal de Romãs, no concelho de Sátão, e ali vivem há mais de quatro anos com o grande objetivo de criarem uma aldeia auto sustentável e biológica estando “mais próximo da natureza outra vez e voltar às raízes”, como referem. E é sob estes princípios que trabalham a terra e que têm vindo a construir as suas moradias.
Acontece que no início a comunidade tinha só duas crianças e neste momento esse número aumentou para nove crianças, acrescentando novas necessidades que terão que ser correspondidas com novos projetos.
E colocando-se a necessidade de ser dada educação e formação às crianças a comunidade vai ter que avançar para a construção de uma escola, pois até aqui as crianças estavam em idade de jardim-de-infância, que frequentavam na comunidade, nas suas moradias, em modalidade de ensino doméstico. E é este o desafio que é lançado sob a forma de vídeo e num site que criaram para o efeito, o da construção de uma escola que permita às crianças mais velhas terem acesso à educação e formação, também em modalidade de ensino doméstico, que lhes querem facultar.
E o grupo avança com o período entre 15 de junho e 15 de julho para que a escola seja construída desafiando as pessoas a ajudá-los em partilha de saberes. É nesse contexto que será criado um acampamento que receberá os voluntários que queiram ajudar na construção da escola, resultando esta da recuperação de uma ruína segundo métodos de bio construção.
É, pois, este o projeto que neste momento está a mobilizar a comunidade que vive na Quinta da Enterranha, a construção da escola para as suas crianças, dizendo que aceitam, para além do trabalho de voluntários, todas as ofertas pois são “bons a reciclar. Reciclamos tudo, janelas, portas, madeira e tentamos manter o orçamento baixo”.
Para além da escola, no futuro irão recuperar o forno e os moinhos existentes na quinta para confecionarem o próprio pão e para prosseguirem e aprofundarem os seus princípios de auto sustentabilidade.
Quanto ao ensino ministrado a própria comunidade diz que se trata de ensino doméstico, importando aqui referir que esta modalidade de ensino é legal em Portugal. Através desta modalidade os jovens podem ser acompanhados no seu próprio domicílio por um familiar ou por pessoa que nela habite. Porém, tem que haver uma ligação a uma escola pública onde terão que ser efetuados exames nos finais de ciclo.
Casa Aprendizagem ou Home scholling é o projeto que esta comunidade, “uma união de famílias interessadas na opção do ensino doméstico como educação para os seus filhos” como dizem no site, quer levar a cabo na Quinta da Enterranha, acrescentando que “o nosso objetivo como pais e educadores é proporcionar ás crianças uma educação viva, integral, amante da natureza, que inclua as artes e o espírito, e que respeite o ritmo de aprendizagem e o interesse de cada criança.”

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Presidentes das Câmaras de Sátão e de Penalva do Castelo estão de costas voltadas por causa da justiça

Notícia DÃO E DEMO
A comunicação social regional levantou, nas últimas semanas, a questão da acessibilidade à justiça da população do concelho de Penalva do Castelo, que neste momento têm acesso à justiça através do Tribunal de Sátão, e que, segundo a comunicação social, a população de Penalva poderá regressar ao Tribunal de Mangualde, donde tinha saído aquando da última reforma judiciária.
Desafiado, na última Assembleia Municipal de Sátão, no dia 28 de abril, a esclarecer o que se passava, Alexandre Vaz disse que não tinha conhecimento oficialmente de qualquer alteração, mas avançou que a situação a ocorrer “só tem um intuito político” dizendo que a distância de Penalva ao Sátão é menor do que a Mangualde e que a Câmara de Sátão que “em tempos teve um autocarro entre Penalva e Sátão”, neste momento paga um táxi às pessoas de Penalva que queiram vir ao Tribunal de Sátão e para além disso há muito menos pendências em Sátão do que em Mangualde.
Portanto os três elementos mais importantes para Alexandre Vaz, no âmbito da justiça, estão reunidos em Sátão, “proximidade”, “melhor justiça” e “transportes” pelo que não compreenderá qualquer alteração à situação atual.
Quem não gostou destas declarações foi o presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo. Confrontado, pela Alive FM, com as declarações de Alexandre Vaz, Francisco Carvalho devolve as acusações e diz que quando Alexandre Vaz “invoca motivos ele sabe do que está a falar, pois ele sabe que foi por motivos políticos que a população de Penalva do Castelo foi transferida da comarca de Mangualde para a de Sátão, uma vez que o senhor presidente da Câmara de Sátão disse em período eleitoral [eleições de 2013] que se lhe fechassem o Tribunal ele não seria candidato à Câmara de Sátão.”
E o presidente de Penalva disse mesmo que “ele e os seus companheiros de partido, o dr. Leonídio Monteiro e o PSD de Viseu fizeram tudo para cometer a maior injustiça ao concelho de Penalva do castelo.” Portanto quando “ele fala de motivos políticos ele sabe do que está a falar, porque sabe do modo como tratou esta transferência.”
Francisco Carvalho chegou mesmo ao ponto de dizer que “neste momento o dr. Vaz já não manda no município de Penalva do Castelo” uma vez que graças à vontade dos eleitores de Penalva em 2013, deixaram de ter um autarca que obedece ao autarca de Sátão e passaram a ter um independente.
Francisco Carvalho relembrou ainda nestas declarações à Alive FM que “foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal de Penalva do Castelo ainda no mandato anterior que queriam pertencer à comarca de Mangualde e essa é a vontade que prevalece no concelho.”
Quanto às distâncias Francisco Carvalho acusou o seu homólogo de Sátão de não conhecer o concelho de Penalva do Castelo, pois “há freguesias que fazem o triplo dos quilómetros para irem à comarca de Sátão quando os não faziam para Mangualde.
Portanto, a polémica está lançada, aguardando-se, agora, as cenas dos próximos capítulos.

António Costa em Viseu, este sábado, para apresentar a moção de estratégia que vai levar ao Congresso

Notícia DÃO E DEMO
António Costa vai estar este sábado, dia 7 de maio, pelas 21 horas, em Viseu, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia, no IPV, para apresentar e debater com os socialistas da região a moção de estratégia política global com que se recandidata a secretário-geral do Partido Socialista.
O prazo limite para apresentação de candidaturas e moções ao congresso socialista, que decorrerá em Lisboa, entre 3 e 5 de junho, termina esta quinta-feira, dia 5 de maio, e só a partir daí se saberá se António Costa vai ter algum opositor, admitindo o Público que Daniel Adrião, embora apoiando a liderança, se deverá candidatar para despertar o debate no congresso em torno das questões da reforma do sistema político e partidário.

Segundo o Observador, o grupo responsável pela moção de António Costa é coordenado por Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta, e integra Pedro Silva Pereira, Paulo Pedroso, Porfírio Silva, João Galamba, João Tiago Silveira, Pedro Nuno Santos, Eduardo Cabrita e Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Colóquio Viagens à 'minha' guerra: Vídeo com a intervenção do público

Notícia DÃO E DEMO
Acabámos de publicar o último vídeo (parte v) do Colóquio Dão e Demo, "Viagens à 'minha' guerra", fechando assim o segundo colóquio colóquio Dão e Demo, este sobre a temática da guerra colonial.
Neste vídeo constam as diversas intervenções do público presente. Todos os que intervieram deixaram testemunhos emocionados sobre diversos aspetos por que passaram na guerra colonial em que participaram.
A todos os que quiseram estar presentes e foram tantos, a todos os que intervieram e aos elementos que connosco partilharam a mesa para as intervenções inciais o nosso penhorado agradecimento.
Este vídeo (parte v - intervenção do público) pode ser visto no canal Dão e Demo do youtube.
Ficam os links de todos os vídeos deste colóquio: