quarta-feira, 20 de abril de 2016

Afinal, barragem de Girabolhas já não avança. Câmaras exigem contrapartidas

Notícia DÃO E DEMO
As Câmaras de Mangualde, Gouveia, Seia e Nelas acabaram de divulgar à comunicação social um comunicado em que lamentam a decisão de não execução da barragem de Girabolhos, no rio Mondego.
A nota divulgada refere:
«Na sequência da decisão hoje anunciada pelo Governo relativamente à não execução do Aproveitamento Hidroelétrico de Girabolhos, cujo contrato de concessão foi assinado entre o Estado Português e a “HidroMondego – Hidroelétrica do Mondego Lda.”, de que é proprietária o Grupo Espanhol Endesa, e que visava a construção da Barragem de Girabolhos e da Bogueira no Rio Mondego, os Presidentes das Câmaras Municipais de Gouveia, Mangualde, Nelas e Seia vêm pela presente referir o seguinte:
1º Lamentar essa decisão do Governo Português e do Grupo Endesa, sobre a qual os municípios expressaram a sua oposição, em reunião mantida hoje (18 de Abril) com os promotores e o Sr. Ministro e Secretário de Estado do Ambiente.
Estranha-se que ao longo do processo de reavaliação do Plano Nacional de Barragens, não tenha sido dada qualquer explicação aos municípios.
2º Que seja garantido às populações que, no que respeita às expropriações por utilidade pública já efetuadas, bem como pelos trabalhos preparatórios de construção da Barragem em curso, não haverá qualquer prejuízo nem para os proprietários em causa, nem para as comunidades que não deixarão, com qualidade, de utilizar os acessos já concretizados;
3º Exigir ao Governo e ao Grupo Endesa um conjunto de medidas de compensação para as comunidades atingidas com esta decisão, uma vez que durante décadas foram criadas altas expectativas sobre o projeto e constrangimentos inerentes a uma obra desta natureza e dimensão;
4º Nesse sentido, efetuaram já, os Presidentes das Câmaras Municipais acima referidos os contactos com os responsáveis governamentais do Ministério do Ambiente e da empresa Endesa, no sentido de, a muito curto prazo, verem concretizados nos seus territórios, junto das suas comunidades, as referidas medidas de compensação e de minimização dos impactos económicos e sociais negativos desta decisão que acaba de ser anunciada.»

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Viagens à 'minha' guerra: Vídeo com a intervenção de Carlos Gil, ex-combatente em Moçambique

Acabámos de publicar mais um vídeo do colóquio Dão e Demo que teve lugar no dia 8 de abril na Casa da Cultura, em Sátão.
Desta feita, depois da intervenção do comandante do RI 14 de Viseu, trazemos a público a intervenção de Carlos Gil, ele que foi combatente em Moçambique e efetuou uma intervenção onde deu nota da viagem de Portugal até Moçambique e apresentou diversas fotografias do quartel onde cumpriu o serviço militar e para além disso explanou alguns aspetos concretos das vivências no quartel, na escolta de colunas e no apoio às populações locais.
Mas aquilo que propomos aos nossos leitores é mesmo a audição e visão do próprio vídeo que se encontra no canal Dão e Demo do youtube.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Panamá papers: De que está à espera a União Europeia

Opinião DÃO E DEMO e DOURO HOJE
“Nenhum argumento sério pode invocar-se para justificar os paraísos fiscais, que a generalidade dos especialistas associa à evasão fiscal, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro”.
Quem já dizia isto há mais de uma década era Avelãs Nunes, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no livro “Os sistema económicos” que era utilizado na cadeira de Economia Política.
E em 2001, nesta mesma linha, Francisco Sarsfield Cabral também não deixava dúvidas quando escrevia no Público que “será na determinação de por fim aos offshore que teremos a prova real quanto à vontade política de combater o terrorismo e os seus aliados”, acrescentando que “por aí mais do que por ações militares se verá se a campanha antiterrorista é mesmo a sério”.
Esta não é, como se vê e como todos sabem, uma matéria nova. Ela é bem antiga e é do conhecimento dos decisores políticos que, afinal, nesta matéria, nada fizeram para acabar com estes “estados bandidos” ou “estados mafiosos” para utilizar uma linguagem que sendo dura não tem estado ausente de muitos textos especializados que tratam deste assunto.
E o facto de que nada fizeram aí está, agora caiu a máscara de forma estrondosa sobre esses espaços protegidos por fronteiras artificiais, mas muito mais invioláveis que quaisquer outros territórios defendidos pelas formas convencionais, com arame farpado, militares e com misseis.
E só a junção de esforços do jornalismo de investigação conseguiu chegar à causa das coisas e trazer à ribalta todo esse submundo da fraude fiscal, do branqueamento de capitais e, com certeza, do financiamento do terrorismo.
Falamos, está claro, do Panamá papers. Um escândalo de dimensão global que deveria envergonhar todos os dirigentes do G7, do G8 ou do G20 e os usufrutuários desses paraísos fiscais e bancários, que têm sido também paraísos judiciários.
E para além das demissões de primeiros-ministros ou seja lá de quem for, o que importa é que se tirem consequências efetivas neste âmbito. Desde logo na União Europeia onde abundam os “territórios” offshore e onde importa dizer com objetividade que queremos trilhar outro caminho.
Bem sabemos que mesmo acabando com os paraísos fiscais não acabaremos com a corrupção, com a fraude fiscal, com o branqueamento de capitais e com o financiamento do terrorismo, pois isso sempre estará, em primeira e última instância, dentro de cada ser humano e isso continuará a ser imperscrutável. Porém esta evidência não nos deve fazer esmorecer perante um combate que temos que travar, e ontem já era tarde, na União Europeia.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Viagens à 'minha' guerra: Vídeo com intervenção de Francisco Rijo, comandante do RI 14 de Viseu

Notícia DÃO E DEMO
Publicamos hoje o vídeo com a intervenção que o comandante do RI 14 de Viseu, coronel Francisco Rijo, proferiu no colóquio Dão e Demo sobre a guerra colonial e que designámos de “Viagens à ‘minha’ guerra”. Antes, propriamente, da intervenção do nosso convidado, o vídeo apresenta um texto introdutório do Dão Demo onde se efetua o enquadramento geral deste colóquio.
Quanto a Francisco Rijo, ele fala-nos do enquadramento deste conflito, que mobilizou Portugal durante 13 anos (1961-1974), das suas causas mais longínquas e mais próximas, mas também nos fala das companhias de militares que foram “aprontadas” no quartel de Viseu para irem combater nesses territórios que à época chamávamos de províncias ultramarinas.
Mas melhor do que estarmos aqui a dissecar a sua intervenção sugerimos que ela possa ser vista e escutada no canal Dão e Demo do youtube

sábado, 9 de abril de 2016

Sátão: Alunos do curso profissional de restauração no santuário de Nosso Senhor dos Caminhos

Os catorze alunos do curso profissional de restauração, variante de cozinha e pastelaria, do Agrupamento de Escolas de Sátão, a funcionar na Escola Secundária Frei Rosa Viterbo, tiveram nesta sexta-feira, dia 8 de abril, uma atividade diferente, mas subordinada aos mesmos objetivos das demais atividades formativas e profissionalizantes, visando dotá-los de competências globais capacitantes para responderem em diversos contextos de vida real.
A proposta era simples e partiu de Fernando Amaral, professor do curso: um passeio de bicicleta pelo concelho, com almoço no Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos. E assim foi, enquanto alguns alunos, acompanhados pelos professores Fernando Amaral e Armindo Domingos, saíram de bicicleta da Escola Frei Rosa Viterbo, pelas 9:30 h, com passagem por várias localidades, pelo Senhor da Agonia (Avelal), até ao Senhor dos Caminhos (Rãs), os outros alunos ficaram na Escola a confecionar o almoço volante, sob a supervisão da formadora, Dilar Cardoso, que à hora prevista levaram aos seus colegas.
Depois foi por a mesa, ao ar livre, e almoçar, almoço para todos os alunos e professores a que se juntaram elementos da direção entre outros colaboradores da escola.





quarta-feira, 6 de abril de 2016

Em Vila Nova de Paiva, José Morgado entregou apoios à natalidade e adoção

Notícia DÃO E DEMO
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, José Morgado, entregou esta segunda-feira, dia 4 de abril, mais sete cheques a agregados familiares do concelho, num total de 2.500 euros, no âmbito do Programa Municipal de Apoio às Famílias para Incentivo à Natalidade e à Adoção, implementado em 2015 pela autarquia. Esta sessão teve lugar no Salão Nobre e contou com a presença das famílias e ainda da vice-presidente, Delfina Gomes e do chefe da unidade social e cultural, Pedro Nuno Pires.
Para além deste montante, “o restante valor será entregue posteriormente, mediante a apresentação de faturas que comprovem os gastos realizados com o bebé, no âmbito da alimentação, cuidados de saúde, higiene, vestuário, produtos de puericultura, medicamentos não comparticipados, entre outros”, segundo avança a autarquia paivense.
Recorde-se que estes apoios às famílias para incentivo à natalidade e à adoção são concedidos nos termos do regulamento publicado no Diário da República de 19 de outubro de 2015, conforme Dão e Demo noticiou na altura (24.10.2015), notícia em que referíamos que o programa tinha sido “aprovado pela Assembleia Municipal de Vila Nova de Paiva sob proposta da Câmara, prevendo o pagamento de 500,00 (quinhentos euros) pelo nascimento do primeiro filho ou criança adotada, de 1.000,00 (mil euros) pelo nascimento do segundo filho ou segunda criança adotada e de 1.500,00 (mil e quinhentos euros) pelo nascimento do terceiro filho ou terceira criança adotada, e seguintes. Os valores referidos são processados em 50 % no prazo de oito dias úteis contados da data de decisão da atribuição pela Câmara Municipal, sendo a metade remanescente do subsídio processada mediante a comprovação de despesas realizadas com a criança durante o período referido no regulamento (1º ano de vida ou de adoção) e destinadas ao seu crescimento e desenvolvimento.”
José Morgado, nesta oportunidade salientou a “preocupação e o empenho da autarquia em reverter a baixa taxa de natalidade, permitindo com este incentivo contribuir para uma melhoria das condições de vida das famílias residentes no nosso concelho.”
Fotos: CMVNP
Notícia DÃO E DEMO

domingo, 3 de abril de 2016

Sernancelhe: Revista ‘aquilino’ vai ser apresentada na Lapa, a 3 de junho, na abertura da Feira Aquiliniana

Notícia DÃO E DEMO
A "aquilino", revista literária da câmara de Sernancelhe, vai ser apresentada no dia 3 de Junho, na Lapa, dando assim abertura oficial à Feira Aquiliniana que aí decorrerá por mais 2 dias.
Este número, sem textos autorais com exclusão dos do próprio Escritor, é uma fotobiografia atualizada, a aparecer depois da editada por Fernando Namora, em 1963.
Com novo layout e inúmeras fotos, apresenta-se como uma iguaria para os admiradores/cultores do Mestre do Carregal, concelho de Sernancelhe.

O diretor da revista “aquilino” é Paulo Neto, há várias décadas um dedicado investigador de Aquilino Ribeiro, detendo um vastíssimo espólio pessoal da obra aquiliana, onde se incluem as primeiras edições das inúmeras obras publicadas por um dos maiores escritores do século XX.
Notícia DÃO E DEMO