segunda-feira, 5 de maio de 2014

Empreendimento turístico, "Casas do Lupo", inaugurado na Lapa do Lobo

"Casas do Lupo", um empreendimento turístico localizado em Lapa do Lobo, concelho de Nelas, é o mais jovem projeto, este empresarial, de Carlos Cunha Torres e de Maria do Carmo Batalha, eles que também são os promotores da fundação Lapa do Lobo, esta uma instituição de direito privado sem fins lucrativos e com a finalidade de apoiar o desenvolvimento social, económico, cultural, educativo e artístico sobretudo dos mais carenciados, com especial preocupação pelos adolescentes.
Inaugurado no dia 3 de maio, este projeto, "Casas do Lupo", consta da recuperação, com integral respeito pela arquitetura típica local, de quatro casas rurais, integradas, e tem para oferecer oito quartos localizados no núcleo central e uma casa (T2), incluindo cozinha , sala e varanda, permitindo, esta última, uma estada com total autonomia.
No núcleo central, para além dos oito quartos, existe ainda a sala dos pequenos almoços, a sala de estar e bar, bem como o jardim com piscina e bar de apoio com com esplanada.
Os quartos são todos diferentes e a cada um deles corresponde uma identidade e decoração próprias, onde se assiste a um jogo decorativo que partindo de um elemento central, agrega elementos antigos, de casas da família dos promotores, com outros mais modernos, num conjunto de grande beleza e de enorme intimidade.
As casas rurais "Casas do Lupo" constituem-se, assim, como uma excelente alternativa à hotelaria convencional.
Congregando a qualidade do espaço e dos recursos humanos, este projeto empresarial, situado no concelho de Nelas, mas paredes meias com Carregal do Sal, está próximo de importantes produtos turísticos consolidados, mas também de tantos outros a promover e a descobrir, destacando-se aqui, entre uns e outros, os seguintes: Viseu, serra da Estrela, Aristides de Sousa Mendes, serra do Caramulo, Grão Vasco, fundação Lapa do Lobo, Viriato, rio Mondego, caldas da Felgueira, vinho do Dão, património mineiro, floresta, romarias, solares, monumentos pré-históricos, Aquilino Ribeiro, António Lobo Antunes...
Na inauguração estiveram presentes os presidentes das câmaras de Nelas e de Carregal do Sal, respetivamente, Borges da Silva, Rogério Abrantes e vereadores, os presidentes das assembleias municipais, António Borges e Carlos Jorge Gomes, o deputado Acácio Pinto, presidente da junta da Lapa do Lobo, outros autarcas de freguesias limítrofes, os arquitetos responsáveis pelo projeto, representantes de instituições e empreendimentos da região, a diretora da escola de turismo e hotelaria de Seia, Anabela Sardo, entre muitos outros amigos e convidados.
Usaram da palavra Carlos Cunha Torres, que apresentou e enquadrou o projeto, Acácio Pinto, Rogério Abrantes e Borges da Silva que se congratularam com e saudaram este empreendimento turístico.
(Fotos: L&C | Fernando Neto)

domingo, 4 de maio de 2014

[opinião] O assistencialismo ou a "sopa aos pobres"

Aquando de uma visita que os deputados do PS efetuaram a uma misericórdia do nosso distrito, onde reuniram com os respetivos órgãos sociais e com os autarcas, percebeu-se que o programa das cantinas sociais, implementado com pompa e circunstância por este governo, não era a resposta mais adequada às populações carenciadas. Desde logo porque muitas dessas pessoas têm, inclusivamente, dificuldades de deslocação, por falta de transporte, ao local onde as cantinas funcionam.
Para além disso, este programa que é de marcada feição ideológica, assistencialista, de desconfiança das pessoas, é mais uma medida da cruzada deste governo contra o rendimento social de inserção.
O que é facto é que os dados mais recentes começam a evidenciar que, para além da questão assistencial e de “sopa aos pobres” que o programa carrega desde o início, ele acaba também por ser mais dispendioso do que o programa que este quis combater, o do RSI.
O número de refeições que são servidas diariamente pelas cantinas sociais ascende, segundo os dados mais recentes fornecidos pela segurança social, a cerca de 50.000, tendo aumentado 33% relativamente a 2012, ou seja, mais 12.000 refeições por dia que no ano transato. Se cada refeição tem um custo de 2,5 euros para o estado, que pode ser acrescido de 1 euro a cobrar pela instituição, facilmente se conclui que com uma família de 4 pessoas o estado pagará cerca de 20 euros por dia, entre o almoço e o jantar, ou seja, 600 euros por mês, valor muito superior ao do RSI para a mesma família, com a agravante de se coartar a capacidade de autonomia e de mais dignidade que a mesma teria através do rendimento social de inserção.
Quer isto dizer que quando os preconceitos e as questões ideológicas, mais mesquinhas, são elevadas a uma centralidade canhestra, até se pode gastar mais, mas dinheiro para esses “malandros” do RSI é que não haverá.
Pois bem, estamos perante duas opções ideológicas bem marcadas e bem distintas, uma que aposta tudo na subjugação das pessoas, na caridade, no assistencialismo e a outra que respeita a autonomia das famílias, tratando os cidadãos como detentores de direitos, sendo um desses, o de terem um rendimento social, considerado o mínimo necessário, para viverem com dignidade.
Quando estamos perante pessoas que caem nesta situação impõe-se-nos perceber que estamos ante cidadãos da nossa comunidade, ante seres nossos iguais e ante pessoas que não devemos estigmatizar para além da situação que cada um deles já de per si carrega.
Acácio Pinto
Rua Direita | Viseu Mais

sábado, 3 de maio de 2014

Deputados do PSD e CDS votaram pelo encerramento dos 47 tribunais

O PS e o PCP requereram a apreciação parlamentar do decreto lei 49/2014, com a finalidade de fazer precludir a reforma do mapa judiciário que este governo aprovou e que hoje no plenário.
Contudo os deputados dos partidos da maioria, do PSD e do CDS, voltaram a votar pela extinção dos 47 tribunais, 7 dos quais no distrito de Viseu.
Foi um debate aceso aquele que decorreu no dia 2 de maio e que levou à assembleia da república os autarcas dos concelhos em que os tribunais são encerrados, tendo, pelo PS, efetuado este debate o deputado Jorge Lacão, ante uma ministra da justiça politicamente obsessiva a defender estas extinções.
Face à insensibilidade política da maioria o secretário geral do PS comprometeu-se perante os autarcas, numa audição efetuada no auditório da AR, em reabrir todos os tribunais que agora serão alvo deste encerramento.
Do distrito de Viseu lá estiveram os autarcas do concelhos que perderão os seus tribunais, casos de Resende, Armamar, Castro Daire, Tabuaço, São João da Pesqueira, Vouzela e Oliveira de Frades.
Aqui deixo algumas fotografias do debate no plenário, das galerias e da audição levada a cabo pelo PS.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Assembleia intermunicipal reuniu em Carregal do Sal e aprovou moção sobre os 40 anos do 25 de abril

No dia 30 de abril presidi à reunião da assembleia intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões que se realizou no salão nobre da câmara municipal de Carregal do Sal.
O presidente da câmara municipal de Carregal do Sal, Rogério Abrantes, foi o anfitrião desta reunião, onde marcaram também presença o presidente, José Morgado, e o vice-presidente, José António Jesus, do conselho intermunicipal e, ainda, o secretário executivo Nuno Martinho.
Da agenda constavam inúmeros pontos o que fez com a reunião, que se iniciou a partir das 20.30 h, se tivesse prolongado pela noite dentro.
Foi uma reunião com bastante vivacidade em que se assistiu à apresentação de diversas moções (águas, saúde, 25 abril) e em que foram colocadas várias questões (proteção civil, eletricidade, lusitânia, acessibilidades...) ao conselho intermunicipal.
Aqui deixo a moção que apresentei, a propósito dos 40 anos do 25 de abril, subscrita pelos membros da mesa, pelos líderes dos grupos parlamentares, António Correia (PSD), Marco Almeida (PS) e Fernando Figueiredo (CDS-PP).
Eis a moção aprovada por unanimidade e aclamação:
«Há datas que são incontornáveis na história das nações, na vida dos povos e das comunidades, pelo forte significado positivo que elas representam para o futuro coletivo.
Em Portugal o dia 25 de abril de 1974, cujos 40 anos se assinalaram recentemente, é uma dessas datas.
É uma data marcante, a mais marcante, da nossa história contemporânea, a data primeira da construção do futuro que os portugueses voltaram ter nas suas mãos.
É a data da madrugada do sonho e da coragem de levar a cabo uma revolução, a dos cravos, que colocou termo a quase cinco décadas de um regime totalitário.
E se foram muitas as vítimas do regime e tantos aqueles que o ajudaram a derrubar, cumpre-nos hoje, a todos, prossegui-lo na diversidade das nossas opiniões e na diferença do nosso pensamento, mas sempre tendo por base a defesa da dignidade das pessoas e dos territórios. Cumpre-nos, afinal, não transigir na defesa da coesão social e territorial.
É, pois, neste contexto do municipalismo e intermunicipalismo livre e democrático, legado do 25 de abril, que a assembleia intermunicipal de Viseu-Dão-Lafões evoca e homenageia todos quantos, ao longo de décadas, contribuíram para o 25 de abril de 1974, mas, de uma forma especial, evoca e homenageia todos os Capitães de Abril que operacionalizaram a revolução dos cravos, com especial incidência nos que, á data, prestavam serviço no RI 14 de Viseu e que tiveram importância preponderante para devolver ao povo português a liberdade e a democracia.
Viva o 25 de abril
Viva Portugal.
Carregal do Sal, 30 de abril de 2014»

Candidatos do PS ao parlamento europeu em reuniões com instituições do ensino superior

No dia 29 de abril acompanhei o candidato do PS ao parlamento europeu, José Junqueiro, na reunião que efetuou, no instituto politécnico de Viseu, com o presidente do IPV, Fernando Sebastião, e representantes das escolas que integram o instituto: Carlos Pereira e Daniel Silva, da escola superior de saúde, António Monteiro, da escola superior agrária, Cristina Silva, da escola superior de educação, Paulo Mendes, da escola superior de tecnologia e gestão e Álvaro Bonito, da escola superior de tecnologia e gestão de Lamego.
Foi uma reunião profícua onde o candidato do PS introduziu os principais objetivos da candidatura e a necessidade de operar uma mudança na Europa como um sinal necessário para que esta regresse à sua matriz essencial: um espaço de paz, de igualdade de oportunidades, emprego, onde as pessoas em geral e os jovens em particular, deverão reocupar a centralidade da ação política.
Por parte dos presentes foi dada nota da importância de retomar o investimento no ensino superior e na investigação e no aprofundamento de um espaço europeu do ensino superior.
Também estiveram em debate as mais recentes opções do ministério da educação sobre política de financiamento do ensino superior, mas também a do acesso ao ensino superior e a criação recente dos cursos superiores técnicos profissionais.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Intervenção durante o debate sobre violência em meio escolar (c/vídeo)



GUIÃO COM A MINHA INTERVENÇÃO DURANTE O DEBATE POTESTATIVO QUE O CDS PROPÔS SOBRE VIOLÊNCIA EM MEIO ESCOLAR:
Entendamo-nos desde já: para o PS esta problemática do combate à violência em meio escolar sempre mereceu e continuará a merecer a maior das atenções.
E tanto assim é que há três semanas atrás foi o PS que apresentou nesta assembleia a proposta, aprovada por unanimidade, de criação de um grupo de trabalho, no âmbito da comissão de educação, para analisar a indisciplina e a violência em meio escolar.
Ouvir todos os agentes educacionais e depois propor as medidas legislativas que fossem consideradas as mais adequadas nesta matéria.
Mas eis que, escassos dias volvidos, e de uma forma unilateral, contudo legítima, aqui está o CDS, hoje, ao seu melhor nível: com esta investida securitária no âmbito da violência em meio escolar.
Já tardava, nesta legislatura, este retorno do CDS ao agravamento do regime sancionatório como forma de chegar à segurança em meio escolar e à paz social.
Mas o problema é mais profundo e muito mais complexo e não se resolve com esta deriva criminalizadora.
Os episódios de violência escolar, de bullying e de crimes verificados dentro e nas imediações das escolas são uma realidade que nos merece uma completa condenação. São reprováveis e intoleráveis numa sociedade democrática.
Agora do que o CDS não quer é falar e atuar sobre as causas que estão na base desta espiral. O que o CDS não quer debater é:
o aumento do número de alunos por turma,
a requalificação dos equipamentos educativos,
o aumento dos índices de pobreza grave e severa e de exclusão,
o desinvestimento na colocação de professores e de técnicos nas escolas,
a inexistência de formação para os recursos humanos que desempenham funções em contexto escolar.
Disto o CDS não quer falar.
É que isto, senhoras e senhores deputados, afinal, tem tudo a ver com a indisciplina e com a violência em meio escolar.
Só que deste debate o CDS foge a sete pés.
Aquilo que quer é cavalgar o populismo e as emoções de factos mais ou menos recentes, já agora esquecendo-se da sua responsabilidade, da sua forte responsabilidade, nestes três anos que este governo de direita, do PSD e do CDS, leva de mandato.
E, já agora, a este propósito:
Onde estão os relatórios semestrais do vosso governo sobre as ocorrências de violência nas escolas que o CDS propôs e esta assembleia aprovou?
Onde está o reforço de meios humanos e materiais destinados ao programa “Escola segura” que o CDS propôs e esta assembleia aprovou?
Onde estão, nas escolas, os psicólogos, os animadores e os técnicos de educação e professores de que tanto o CDS aqui falava antes de 2011?
Senhoras e senhores deputados,
Quando os valores inalienáveis da segurança e da justiça se cruzam com a educação não deveria haver outra posição que não fosse a da responsabilidade.
É que a escola, todo o sistema educativo, deve ser um espaço comprometido com a segurança e com a tranquilidade para que se cumpra a sua função educadora e socializadora e a sua missão de garantir a todos as mesmas oportunidades.
Só que este compromisso não é compatível nem com populismos nem com oportunismos!

Sátão | Exposição de gravuras "Olhares à volta de abril"

Esteve patente ao público na casa da cultura de Sátão, integrada nas comemorações dos 40 anos do 25 de abril de 1974 a exposição de gravuras "Olhares à volta de abril".
Aqui deixamos uma breve perspetiva da mesma, neste 1º de maio, em que uma das gravuras lhe era alusiva.
(Fotos: Ricardo Santos)