sábado, 22 de março de 2014

Francisco Assis reuniu com socialistas do distrito de Viseu

Francisco Assis, cabeça de lista do PS às eleições europeias esteve em Viseu, no dia 21 de março, para um encontro com autarcas, militantes e dirigentes do PS, no quadro da preparação das eleições europeias que irão ter lugar no próximo dia 25 de maio.
Foi uma sessão muito participada, tendo Francisco Assis deixado bem evidenciado aquilo que separa o PS da coligação de direita, PSD/CDS. Parar com este caminho de austeridade e assumir uma agenda alternativa a nível europeu, no quadro das propostas que o PSE (partido socialista europeu) aprovou recentemente em Roma.
Depois da vitória autárquica de setembro de 2013, com 150 Câmaras e 1287 Juntas de Freguesia, importa agora uma forte mobilização em torno destas eleições de forma a corporizar no PS uma alternativa de confiança e de esperança, para Portugal e para a Europa, conforme os estudos de opinião têm vindo a assinalar.
Francisco Assis não deixando os seus excelentes créditos, de profundo conhecedor da Europa e de exímio comunicador, concitou sobre si e sobre as propostas do PS o apoio unânime dos presentes.

Deputado do PS lamenta atraso na construção do arquivo distrital de Viseu

foto: jaimegamafotos.blogspot.pt
LUSA 21.03.2014 - O deputado socialista Acácio Pinto lamentou hoje o atraso na construção de um edifício para instalar o arquivo distrital de Viseu, apesar de a Câmara já ter cedido um terreno na Quinta da Cruz.
"Não há nenhuma dúvida de que se trata de uma necessidade, por isso não se entende o atraso a que tem sido votada a construção do novo edifício. É um atraso lamentável", afirmou à agência Lusa.
O deputado eleito por Viseu lembrou que, desde que este Governo está em funções, por duas vezes questionou o secretário de Estado da Cultura sobre este assunto.
Na última delas, há duas semanas, recebeu a resposta de que "está em diálogo com a Câmara de Viseu e que, afinal, a solução pode não ser a construção de um novo edifício".
"Isto é completamente lamentável e até risível. Como é que dá uma resposta destas, quando há um ano me tinha dito que iria fazê-lo com fundos do quadro comunitário 2014-2020?", questionou.
Acácio Pinto lembrou que o arquivo distrital de Viseu funciona num edifício do município, a Casa Amarela, "que se tornou exíguo para dar resposta ao tratamento e arquivo de todo o espólio que, nos termos da lei, tem que ali ser conservado".
O socialista disse esperar que o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), "assuma os interesses da região e possa efetivamente, desta vez, de uma forma inequívoca, pugnar pela construção deste arquivo".
"O atual presidente da Câmara, quando era deputado, não se cansava de levantar esta questão. Ele até falava que os fundos comunitários deviam ser utilizados para a construção, mas afinal foi secretário de Estado com a tutela dos fundos comunitários e nada fez nessa matéria", lamentou.
Fonte da autarquia disse à Lusa que "já houve contactos entre o presidente da Câmara e o secretário de Estado da Cultura no sentido de encontrar uma solução", que passará "por integrar no mesmo espaço o arquivo distrito e o arquivo concelhio".
"O que estava projetado está a ser reestudado", acrescentou.
Em fevereiro de 2011, em declarações à Lusa enquanto deputado do PSD, Almeida Henriques tinha lamentado o atraso na construção do arquivo distrital e que o ministério da Cultura não o considerasse uma prioridade.
"Viseu acaba por ser prejudicado por haver um adiamento sucessivo desta obra. Se os prazos fossem cumpridos, já estaria praticamente pronta e não seria afetada pelos cortes orçamentais", disse, na altura.
O arquivo distrital de Viseu funciona em instalações municipais desde 1951. Na sequência de um despacho do ministro da Cultura de abril de 2003, foi publicado em Diário da República o anúncio de abertura de procedimento de concurso público de elaboração do projeto das novas instalações.
Em novembro desse ano, foi assinado o protocolo que estabeleceu as bases de cooperação com a autarquia, tendo esta cedido um terreno na Quinta da Cruz.
O projeto foi em 2004 inscrito pela primeira vez em PIDDAC (Programa de Despesas de Investimentos da Administração Central). Depois, voltou a estar inscrito neste plano por várias vezes, nomeadamente em 2010 e 2011, com uma verba de 80 mil euros.
O antecessor de Almeida Henriques, Fernando Ruas (PSD), chegou mesmo a anunciar que passaria a cobrar renda ao Estado pela instalação do arquivo distrital na Casa Amarela, se não fossem iniciadas rapidamente as obras na Quinta da Cruz.
AF

sexta-feira, 21 de março de 2014

[opinião] As termas como polos de saúde e de dinamização da economia

Situada na linha da grande falha tectónica Verin-Régua-Penacova, a estância termal de São Pedro do Sul foi, desde sempre, desde os tempos mais remotos, um espaço com aproveitamento medicinal intenso devido às características geotérmicas das suas águas, que brotam a 67,5 graus C.
Este facto, entre muitos outros, fez com as Termas de São Pedro do Sul, ganhassem dimensão e se constituíssem como a estância termal com maior número de aquistas inscritos a nível nacional. Chegou a ter 24.000 aquistas anuais e mesmo agora, com 15.000 em 2013, continua a ser aquela que, de longe, concita o maior interesse por parte dos frequentadores de termas.
Foi no contexto de uma ação sobre o Novo Rumo para a saúde que os deputados do PS se deslocaram a São Pedro do Sul, às Termas, para perceberem junto dos autarcas, da empresa gestora e dos empresários locais, os principais constrangimentos existentes.
E o principal, ficou bem evidenciado por todos, é o facto de as comparticipação da ADSE e do SNS terem terminado, bem como as deduções fiscais ao IRS estarem, igualmente, prejudicadas. Também o turismo de saúde, sénior, promovido pelo Inatel, acabou. Ora, estes factos, no seu conjunto, revelam que a política de restrição seguida fez entrar em défice todo o setor com uma preocupante acumulação de desemprego. Não se esqueça que a Termalistur, empresa gestora das águas termais, chegou a ter 220 pessoas a trabalhar, nos meses de ponta.
Creio que não restam dúvidas que muito haverá a fazer nesta matéria. E não nos podemos resignar, pois a realidade termal é um recurso natural precioso e que pode dar um forte contributo para uma política preventiva de saúde. Daí que os estímulos que se possam efetuar nesta área constituirão, não custos, mas poupança nos orçamentos da saúde curativa, no futuro.
Num momento em que a economia precisa de melhores oportunidades e as pessoas de melhor acessibilidade à saúde, em que mais emprego significa menor atribuição de subsídios e aumento virtuoso da receita por via fiscal; e num momento em que melhor prevenção significa menos episódios agudos, menos urgências, menos medicamentos, menos dias de baixa por doença, é inelutável que o caminho seguido até aqui, pelo governo, foi um erro grosseiro.
É, pois, com a determinação de quem sabe que não está sozinho que me disponibilizo para esta luta em torno da dinamização do termalismo e através dela para a dinamização de todo um vasto conjunto de empresas associadas. E esta luta é tanto mais estimulante para mim porquanto se sabe que as termas se localizam, essencialmente no interior do nosso país, com uma ênfase especial na região de Viseu.
Acácio Pinto
Correio Beirão nº9 de 21.03.2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Pergunta ao SE cultura sobre o arquivo distrital de Viseu e resposta do governante


Na audição regimental do secretário de estado da cultura, no dia 12 de março, na AR, questionei o secretário de estado da cultura sobre a construção do arquivo distrital de Viseu, uma obra que tarda em ver a luz do dia apesar de já haver terreno cedido pela CMViseu.

RESPOSTA DO SECRETÁRIO DE ESTADO:

As respostas, como se pode constatar, são inconclusivas como já haviam sido à pergunta anterior que lhe efetuei em 24 de abril de 2013.
PERGUNTA de 2013: AQUI 
RESPOSTA de 2013: AQUI
Já agora seria bom que se lesse este artigo de opinião (AQUI) do então deputado Almeida Henriques, que agora é presidente da câmara de Viseu, já depois de ter passado pelo governo, pela gestão do QREN, que ele refere no artigo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

[opinião] NOVA LIGAÇÃO SÁTÃO-VISEU: UMA EVIDÊNCIA QUE SÓ NÃO QUEM NÃO QUER!

Volto hoje ao tema da nova acessibilidade entre Sátão e Viseu, designada de variante à EN 229. Um tema que já conta com alguns anos e que deveria provocar uma grande reflexão em muitos políticos e em muitos governantes e ex-governantes.
Vou-me cingir, pois, à apresentação dos factos, sem recuar às calendas, para que cada um possa ajuizar com a plenitude dos elementos em presença.
Em primeiro lugar falemos da requalificação da atual EN 229 entre Sátão e Viseu, aquela que todos conhecemos, uma via completamente bloqueada, mais sendo uma via urbana. A opção tomada pela intervenção minimalista nesta via teve como contrapartida a execução de uma nova variante, a desenvolver entre o Pereiro e Barbeita, aproximadamente. A atual estrada ficaria para a distribuição do trânsito mais local.
Este foi, portanto, o ponto de partida consensualizado com as autarquias envolvidas, decidindo-se, desde logo, que a empresa Estradas de Portugal iria iniciar o processo que desse origem à nova ligação.
Foi neste contexto que o governo anterior, do PS, deixou o estudo prévio concluído e o processo de avaliação de impacto ambiental para o corredor dessa variante, que foi iniciado em 29 de junho de 2011.
Importa também aqui dizer que, em 20 de agosto desse mesmo ano, o então secretário de estado Almeida Henriques, hoje presidente da câmara de Viseu, se comprometeu, em Sátão, a tudo fazer para que esta estrada fosse uma realidade, dizendo mesmo “acho que é fundamental para o desenvolvimento do concelho de Sátão e do nosso distrito que esta ligação seja feita com outras características e que permita um escoamento mais fácil na direção de Viseu.”
Já em outubro de 2011 o governo, em resposta a uma pergunta dos deputados do PS disse, a propósito da avaliação ambiental, que a decisão de conformidade e a discussão pública estavam previstas para estar concluídas até final de 2011 e a emissão da DIA (declaração de impacto ambiental) estava prevista para fevereiro de 2012.
Foi nesta sequência que em 21 de fevereiro de 2013, um ano após o prazo para a emissão da DIA, os deputados do PS questionaram o ministro da economia sobre esta matéria e sobre as diligências concretas desenvolvidas pelo governo para a execução da variante.
Agora, em março de 2014, dois anos após o prazo para a emissão da DIA, um ano após a falta de resposta do ministro à pergunta dos deputados do PS, e com o conhecimento de todos os factos que antecedem, importa tirar conclusões.

É evidente que cada um pode e deve retirar as suas, eu pela minha parte direi: lamentavelmente, estamos a lidar com gente que não assume os seus compromissos, que não cumpre com as suas obrigações legais, gente que não pode merecer o nosso crédito!
Acácio Pinto
Rua Direita | Diário de Viseu

terça-feira, 18 de março de 2014

Interpelação ao SE da cultura sobre política da língua, da leitura e do livro


Interpelação que efetuei ao secretário de estado da cultura no dia 12 de março durante a audição regimental que decorreu na comissão de educação, ciência e cultura, na AR. Os temas foram em torno das políticas para a língua, leitura e para o livro, bem como parcerias com as autarquias locais e também acordo ortográfico.

Termas de S.P.Sul: Deputados socialistas lamentaram fim das comparticipações nos tratamentos termais


LUSA 18.03.2014 - Deputados do PS eleitos por Viseu lamentaram hoje o fim das comparticipações para tratamentos termais, que consideram ter contribuído para o decréscimo de aquistas nas termas de S. Pedro do Sul.
José Junqueiro e Acácio Pinto visitaram na segunda-feira as termas de S. Pedro do Sul, no âmbito do projeto Novo Rumo para a Saúde.
“As termas de S. Pedro do Sul, de longe as mais frequentadas a nível nacional, reúnem mais aquistas do que todas as outras existentes na região Centro, tendo chegado já a receber 24 mil”, referem, em comunicado, acrescentando que, “só nos balneários, no pico da procura, chegaram a trabalhar mais de 220 pessoas”.
No entanto, no ano passado, o número de aquistas foi de apenas 15 mil, “facto que revela a dificuldade de acesso a estes equipamentos de saúde, bem como o declínio da atividade económica local”, consideram.
Na opinião dos deputados socialistas, “o facto de estes tratamentos terem deixado de ter qualquer comparticipação da ADSE e do SNS (Serviço Nacional de Saúde) é um dos maiores constrangimentos”.
A juntar ao fim das comparticipações, “em matéria fiscal, as deduções ao IRS também ficaram prejudicadas e tiveram idêntica decisão” e “o turismo de saúde, sénior, promovido pelo Inatel, acabou”.
“Estes factos, no seu conjunto, revelam que a política de restrição seguida fez entrar em défice todo o setor, com uma preocupante acumulação de desemprego”, afirmam.
José Junqueiro e Acácio Pinto sublinham que “a realidade termal é um recurso natural precioso, habilitante, entre outras realidades, de uma política preventiva na saúde, de cuidados primários, intergeracional, promovendo a utilização regular destes equipamentos durante todo o ano”.
Por isso, dizem ser consensual a necessidade de dar prioridade à “revisão da intervenção da ADSE e do SNS, da política fiscal e do envolvimento dos representantes do setor e autarcas na definição de uma estratégia no próximo quadro comunitário de apoio”.
“Num momento em que melhor prevenção significa menos episódios agudos, menos urgências, menos medicamentos, menos dias de baixa por doença, é inelutável que o caminho seguido até aqui foi um erro grosseiro”, sublinham.
Os deputados socialistas prometem levar o diagnóstico e as suas propostas à Assembleia da República e aos debates e conferências públicas a realizar no âmbito do projeto Novo Rumo para a Saúde.
No sábado, realiza-se no Porto uma conferência cujo primeiro painel temático será a “Contribuição da Saúde para o crescimento económico”.

AMF // SSS