domingo, 15 de julho de 2018

Weiss - " Fantasie", guitarra José Pedro Pinto | Vídeo

Silvius Leopold Weiss - " Fantasie", guitarra José Pedro Pinto Recital | 9 de julho | Conservatório Regional de Música de Viseu Classe da professora Paula Sobral


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rota do Barrocal: Uma caminhada de 10 quilómetros no dia 10 de junho

Notícia: DÃO E DEMO
Sob o lema “Conhecer a nossa terra” a União das Freguesias de Romãs, Decermilo e Vila Longa, concelho de Sátão, vai efetuar no dia 10 de junho a caminhada designada de Rota do Barrocal, numa distância de 10 km.
A concentração está prevista para as 8h15m em Rãs, junto à capela de São Bento, donde partirão os participantes às 8h30m.
Para além de proporcionar um melhor conhecimento “da nossa terra” esta caminhada visa, igualmente, incentivar a população a praticar, informalmente, exercício aliado ao contacto com o património natural e cultural da freguesia.
A inscrição para esta rota é gratuita, podendo ser efetuada através de qualquer um dos elementos do executivo da junta ou através de mail.
Os contactos disponibilizados para a inscrição são os seguintes:
Presidente: 960490111 | Secretário: 936372263 | Tesoureiro: 933936435
Email: freguesiaderomas@gmail.com
Será distribuída fruta e água aos participantes.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Crédito Agrícola do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou resultados líquidos de 743 mil euros em 2017


Com uma área de influência que se estende por quatro municípios (Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva) a Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga apresentou resultados líquidos de 743 mil euros no exercício de 2017.
Estes valores que são o resultado de uma gestão rigorosa e são tanto mais positivos se considerarmos o “contexto de quebra generalizada das margens na atividade do setor bancário em Portugal” defendeu Vítor Gomes, presidente do conselho de administração e administrador executivo, em conferência de imprensa que teve lugar esta quarta-feira, dia 18 de abril, na sede da instituição em Mangualde.
Segundo Vítor Gomes, que se encontrava acompanhado por João Coelho, também administrador executivo, o “estatuto de banco cooperativo local com uma composição de capital exclusivamente português, confere-lhe a autonomia suficiente e a particularidade de ser cada vez mais um banco de proximidade, vocacionado para o apoio e desenvolvimento da sua região e dos mercados locais”.
É por isso importante ter um “programa de ação assente na comercialização de produtos e serviços geradores de margem complementar que contribuam para colmatar a fraca procura de crédito”, como foi o caso do CA do Vale do Dão e do Alto Vouga, conforme explicitou Vítor Gomes.
De seguida o presidente do conselho de administração apresentou alguns dos principais indicadores da atividade de 2017, de que aqui ressaltamos alguns.
Os ativos totais eram de 172,6 milhões de euros, mais 11 milhões que no ano anterior; os capitais próprios eram de 20,5 milhões de euros, mais 2 milhões; o rácio de solvabilidade, Tier 1, situava-se no final de 2017 em 43,3%; o crédito concedido era de 56,5 milhões de euros; a aplicação de excedentes representava 113,8 milhões de euros, dos quais 5,2 milhões em dívida pública.
Para além disso, Vítor Gomes, deixou ainda uma palavra para o apoio que é prestado aos associados/clientes agricultores, aos melhores alunos das escolas da região, a iniciativas empresariais e a um proximidade que tem sido estabelecida com a comunidade de emigrantes a quem é prestado apoio através dos escritórios do CA de Paris, Genebra e Luxemburgo.
Finalmente, o presidente do conselho de administração, quis enfatizar o facto de o CA ter sido, pelo 4º ano consecutivo premiado com o título de “O melhor banco no serviço de atendimento ao cliente” e de ser, no relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal do 1º semestre de 2017, uma das instituições com menor número de reclamações registadas.

domingo, 18 de março de 2018

Na Casa da Ínsua, Chefs de Cozinha, quais artistas, pintaram o queijo Serra da Estrela de várias cores

“Este evento, Queijo Serra da Estrela à Chef poderia realizar-se num outro qualquer concelho da CIM Viseu Dão Lafões, com certeza que podia, mas não seria a mesma coisa”.
Foi com esta palavras que Francisco Carvalho o presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, o concelho anfitrião desta iniciativa quis expressar aos presentes a circunstância de “a sua terra” reunir um conjunto de características que tornam este evento verdadeiramente singular, como sejam o queijo Serra da Estrela, o vinho Dão de Penalva e a o hotel de charme Casa da Ínsua.
Esta iniciativa, promovida pela CIM Viseu Dão Lafões, com o apoio da Casa da Ínsua, do Crédito Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, a que se juntam o Turismo Centro de Portugal, vai na sua quarta edição e começa a constituir-se como uma das mais importantes marcas na promoção territorial da região pela associação que efetua entre elementos social e economicamente fortes no âmbito territorial.
Desta feita, no dia 17 de março, depois de uma visita à Casa da Ínsua e de um worshop sobre a “A sustentabilidade do Queijo Serra da Estrela”, seis chefs mostraram e demonstraram a inesgotabilidade gastronómica do queijo Serra da Estrela, ao apresentarem mais um vasto leque de possibilidades de combinação criativa entre queijo e lagostim, ou joelho de porco, ou bacalhau, ou codorniz, ou nas misturas agridoces de uma sobremesa que acorda todos os sensores do sabor.
O olhar, esse ficou, igualmente prenhe ante uma combinação perfeita entre a louça da Vista Alegre, concebida para o evento, desta vez não era branca mas multicolor, e os elementos gastronómicos nele inseridos, com elementos coloridos naturais, fossem pedaços de tomate, de ervas aromáticas ou de flores comestíveis.
Os artistas deste menu, chefs de cozinha conceituados, dois deles já estrelas Michelin, explicaram ao vivo o modo e a forma como foi confecionado cada um dos pratos. Tratou-se de Joachim Koerper, João Oliveira (ambos estrelas Michelin), Justa Nobre, Luís Gaspar, Paulo Cardoso e Américo dos Santos.
Uma outra vertente do evento que esteve, igualmente, no centro de todas as atemções foram os vinhos (tinto, branco e rosé) e espumantes do Dão que estiveram à disposição de todos para que cada um, em regime de self-service, pudesse escolher o vinho que iria acompanhar cada um pratos, depois de devidamente "explicados" pelo escanção de serviço, Manuel Moreira.
Se Francisco Carvalho enalteceu o evento e puxou pelos galões do seu concelho, Rogério Abrantes, presidente de Carregal do Sal e CIM Viseu Dão Lafões, enfatizou a importância do evento para o território, no que foi secundado por Pedro Machado, presidente do Turismo Centro Portugal.

sábado, 17 de março de 2018

José Clemente venceu as eleições mais disputadas de sempre na Adega de Penalva do Castelo


A lista A, liderada por José de Frias Clemente ganhou as eleições para a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo que tiveram lugar no dia 14 de março.
Nas eleições mais concorridas de sempre para a Adega de Penalva, José de Frias Clemente, que era candidato a presidente do conselho de administração pela lista A, cargo que ocupa desde 1999, levou de vencida Vítor Pires que era o candidato da lista B ao mesmo órgão.
A lista A obteve 215 votos (57,5%) e a lista B obteve 159 (42,5%) segundo Dão e Demo apurou.
De referir que para além de José Clemente, de Lisei, como presidente, a lista A tinha como secretário José Fortunato Albuquerque, de Soito Ruivo, e como tesoureiro Alberto Gonçalves, da Encoberta, sendo a Assembleia Geral liderada por Luís Manuel Magalhães Cabral, de Rio de Moinhos e o Conselho Fiscal por João Hugo O’Neill, da Quinta do Jadão.
Já a lista B apresentava para a administração, para além de Vítor Pires, Carlos Santos, de Pindo, e Luís Albuquerque, de Sezures, sendo a assembleia geral liderada por Leonídio Monteiro, de Penalva do Castelo e o conselho Fiscal por João José Almeida Albuquerque, de Rio de Moinhos.
Quanto ao futuro, José Clemente referiu-nos que irá “continuar a trabalhar, como até agora, na defesa dos associados e da cooperativa”.

sábado, 10 de março de 2018

Nos corredores!



in: DÃO E DEMO
Por: Acácio Pinto
Eufémia, Asdrúbal, Inocência, Manuel e tantos outros. Precipuamente nomes dos anos 30 do século XX. Nomes debitados minuto a minuto num ritmo maquinal por quem, neste fim de linha, tem de dar resposta a um mar de problemas que não encontra solução a montante.
Por entre manobras de macas, que se atropelam em corredores congestionados por pulseiras amarelas e laranjas, sobram gemidos, silêncios, dores e gritos de quem procura um soro miraculoso ou um comprimido do além.
Em espaços desafogados, as secretárias anchas são, quantas vezes, inspiradoras de sestas e de renovados bocejos em cada dia que passa. As mesas redondas junto à janela casam, na perfeição, com a importância das reuniões ‘faz-de-conta’ que, quadrienalmente, acontecem para se apresentar, mais uma vez, aquela proposta de obras para ampliação da urgência ou para a construção da radioterapia (que tarda e muito!).
Por entre corredores e salões recobertos por madeiras nobres e tapeçarias flamengas sobram créditos de decisões tantas vezes ‘maltomadas’ por pareceres sustentados, que nos dizem ser, em análises estatísticas fatoriais e multivariadas.
Os exames prescritos são ditados para o digital de um sistema que funciona por gavetas que se abrem e fecham ao ritmo do clique de um raio x ou de um pipipi de um eletrocardiograma.
As batas amarelas ou azuis são tantas vezes suplicadas por olhos baços, que, em desespero, só querem ir ao WC, após horas sem fim naquele ‘IP3’ apertado e perigoso. As outras, as batas brancas, essas, são perseguidas pelo olhar ansioso de acompanhantes impotentes na esperança de que será agora.
Os intermediários, quais “intérpretes do povo”, por entre sápidos cocktails sociais, lá vão encontrando uns espaços para uns dribles e simulações que originem uns “spins” nas rádios e nos jornais com as consequentes partilhas pelos apaniguados nas redes sociais para nos convencerem de que a resolução está iminente.
Depois de sete horas, já com as gavetas cheias de linguagem de programação ditada pelos chips da tecnologia, surge uma bata branca a despedir-se de uns e a abrir novas gavetas para tantos outros que entretanto entraram para os corredores deste sem fim de uma vida sempre a acontecer.

“Trinta e Cinco”, um novo conceito de sapataria e roupa para criança | Já abriu em Viseu


“Trinta e Cinco – concept store” é a designação da nova sapataria, com calçado para homem senhora e criança, com calçado desportivo e ainda roupa para criança, que hoje, dia 9 de março, ao final da tarde, abriu portas ao público em Viseu, na rua Alexandre Lobo, no rés do chão do nº35.
Num estilo sóbrio e elegante, esta nova loja comercial que em muito vem acrescentar qualidade a esta já de si muito comercial rua de Viseu, pertence à sociedade comercial com a mesma designação da loja, “Trinta e Cinco – concept store”, que é detida por Ângela Santos, advogada, com escritório em Viseu, no mesmo prédio da loja, e por Hugo Duarte, empresário com várias lojas comerciais, em Viseu e na região, na área do vestuário.
Esta novel store viseense, que radica a sua beleza na simplicidade decorativa, vai comercializar calçado para homem, senhora e criança, com a coleção de calçado desportivo a integrar as principais marcas do mercado mundial. Comercializará, igualmente, carteiras de senhora. Para além disso, irá ter, nos seus cerca de 200 metros quadrados de espaço expositivo da loja, uma secção de vestuário para crianças, dos 2 aos 14 anos.
O horário de funcionamento será entre as 10h e as 19h30m, sem interrupção para almoço.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Francisco Carvalho abriu as portas da biblioteca de Penalva do Castelo para a apresentação do livro “Horas incertas”

Notícia DÃO E DEMO
O livro de poesia de Joaquim Rodrigues, “Horas incertas”, foi apresentado este domingo, dia 28 de janeiro na Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo, ante um auditório cheio de pessoas de Penalva e de Tarouca.
Francisco Carvalho, o presidente da câmara, que fez questão de estar presentes, a abrir a sessão referiu que era um grande prazer abrir a biblioteca para a apresentação de livros e de eventos culturais, nesse caso com redobrada alegria pois Joaquim Rodrigues, o autor, é um filho do concelho, natural da freguesia de Esmolfe, atualmente radicada em Tarouca. Aliás, Francisco Carvalho considerou mesmo o autor como “um embaixador itinerante de Penalva do Castelo e um penalvense genuíno”.
Quem também interveio foi Acácio Pinto, também ele autor de livros na área da poesia e ficção, natural e residente em Sátão, e que em palavras de circunstância falou sobre o autor dizendo que se “trata de uma pessoa simples, afável e genuína”. Uma pessoa que “deixa brotar, de dentro de si, aquilo que de mais transparente e cristalino pode brotar de um ser humano”. Igualmente elogiou a Câmara Municipal de Penalva do Castelo pelo apoio que dá aos autores com raízes no concelho e pelo dinamismo que imprime à biblioteca municipal.
A César Carvalho, professor, também ele com obra publicada, residente em Tarouca, coube a tarefa da apresentação do livro, coube-lhe a missão de traçar uma análise sobre a obra que Joaquim Rodrigues deu à estampa. E fê-lo com sapiência, com erudição e com o brilhantismo de um homem da cultura e de cultura, há muito ligado à escrita e às manifestações culturais. César Luís Carvalho designou Joaquim Rodrigues como o “poeta dos horizontes”, de todos os horizontes.
A encerrar a sessão Joaquim Rodrigues, que se designa de “poeta dos infinitos”, agradeceu a presença de todos e de forma especial ao presidente da câmara o facto de o ter recebido na sua terra, “onde fui menino, permitindo-me sair daqui mais rejuvenescido”, referiu o autor, visivelmente comovido. Mas Joaquim Rodrigues para além de se referir a esta sua obra quis ainda deixar uma nota, ainda que breve, sobre as suas anteriores quatro publicações, permitindo-se ler um pequeno trecho de cada uma delas, destacando, a encerrar, a sua “humildade perante a vida e a sua ingenuidade perante o amor”.

Registe-se que esta obra, com 96 páginas, é uma edição do autor, com revisão de César Luís Carvalho e com paginação, impressão e acabamentos da Tipografia Exemplo, Artes Gráficas, de Tarouca.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Feira do queijo de Penalva do Castelo será a 3 e 4 de fevereiro

Câmara Municipal em primeiro plano e torres da Igreja da Misericórdia.
Já tem data marcada a edição de 2018 da Feira do Pastor e do Queijo de Penalva do Castelo, um dos eventos mais marcantes do concelho de Penalva e de toda a região, que vai este ano assinalar os 27 anos de existência.
Será no primeiro fim de semana de fevereiro, dias 3 e 4, sábado e domingo. Para além da presença dos produtores e comerciantes de queijo, de muitos penalvenses e forasteiros, Penalva do Castelo vai ser uma montra viva para toda uma vasta gama de produtos endógenos e artesanato do concelho, desde vinhos, pão, doçaria, enchidos, latoaria, esculturas, licores, mel e diversas exposições.
Cardo, a planta utilizada para coalhar o leite.
Quem vai marcar presença para levar esta iniciativa a todo o país e aos penalvenses espalhados por Portugal e pelo mundo (principalmente Europa e Américas) será a RTP1 com o programa “Aqui Portugal”, na tarde de sábado dia 3 de fevereiro, entre as 14 e as 20 horas. Já no domingo a festa será animada pelo artista Gabriell.
A organização, à semelhança dos anteriores eventos, estará por conta do município de Penalva do Castelo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Queijo de ovelha Flor da Beira: de Carregal do Sal para Portugal e para o mundo

O queijo de ovelha com a chancela Flor da Beira é produzido há 22 anos, desde 1995, em Carregal do Sal.
O responsável e gerente desta moderna queijaria tem cinquenta anos de idade e uma vida empresarial dedicada de forma intensa, principalmente, à área dos laticínios.
Falamos de Victor Pedro Pinto, natural e residente em Vila Longa, concelho de Sátão, onde desempenhou as funções de presidente da junta de freguesia durante duas décadas, freguesia agora integrada na União de Freguesias de Romãs, Decermilo e Vila Longa.
“TEMOS 25 TRABALHADORES E UMA PRODUÇÃO ANUAL DE 250 TONELADAS DE QUEIJO DE OVELHA”
Com 25 trabalhadores a Queijaria Flor da Beira produz 250 toneladas de queijo de ovelha por ano e tem uma faturação aproximada de dois milhões de euros, conforme referiu ao Dão e Demo, Victor Pinto.
Na conversa que mantivemos com este empresário, com negócios diversificados pela construção civil, distribuição de queijos e produtos alimentares, percebemos desde logo o grande prazer que tem em estar ligado a este setor de atividade e o seu grande orgulho em todo o passado familiar.
“Somos uma família que sempre esteve ligada aos produtos lácteos”, confessou-nos, acrescentando que “foi com a empresa António Pedro Pinto Lda. que tudo começou, inicialmente com a distribuição de queijo de ovelha no litoral, região de Aveiro, Espinho, Porto, onde ainda hoje estão implantados, tendo um grande armazém de distribuição em Espinho e depois com a produção de queijo em várias empresas de laticínios, das quais a primeira foi a Lacti Pedros, em Aguiar da Beira”.
“PRIMEIRA EMPRESA DE QUEIJO DE OVELHA A SER CERTIFICADA COM O ISO 9001 E 22.000”
Sobre a Flor da Beira, aquela que corresponde ao seu local de trabalho diário, Victor Pinto, é um empresário orgulhoso, ao referir-nos que “foi a primeira empresa de laticínios do país, a produzir queijo de ovelha, a ser certificada com o ISO 9001 e o 22.000”.
E acrescentou que estiveram “sempre na vanguarda da tecnologia, utilizando na produção os mais elevados padrões de controlo de qualidade e de automatização”, tendo sido a primeira empresa a automatizar toda a fase inicial da produção, desde a entrada do leite no sistema produtivo até à salga dos queijos.
“EFETUAMOS A RECOLHA DE LEITE, COM UM SISTEMA DE RECOLHA PRÓPRIO, A PARTIR DE 120 PRODUTORES QUE TEMOS NA REGIÃO”
Quanto à origem do leite, sendo laborados 8.000 litros diariamente, Victor Pinto, referiu-nos que têm recolha própria a partir de “quatro camiões de recolha que diariamente vão buscar o leite, das ovelhas bordaleiras e churras mondegueiras, aos cerca de 120 produtores da região, desde Mangualde, Penalva do Castelo, Tondela, Santa Comba Dão, Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua”, referindo ainda que também efetua recolha de leite de ovelha de produtores de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida e Pinhel.
A qualidade do queijo de ovelha que produzimos, essa, “está à vista”, referiu-nos. “Os prémios a nível nacional falam por si”“Obtivemos o prémio de melhor queijo de ovelha em 2014, medalha de ouro em 2015 e medalha de prata em 2016”.
“VENDEMOS O QUEIJO NO MERCADO TRADICIONAL E NO MERCADO GOURMET; NÃO ESTAMOS NAS GRANDES SUPERFÍCIES COMERCIAIS E 20% DA NOSSA PRODUÇÃO JÁ É PARA EXPORTAÇÃO”
E aqui chegados quisemos saber quais os mercados do queijo Flor da Beira.
“Da nossa produção, 20% são já para exportação, para os mercados do Brasil, Estados Unidos e Canadá, mas também da Europa”.
“Quanto a Portugal o queijo Flor da Beira é comercializado no mercado tradicional e no mercado gourmet, não estando disponível nas grandes superfícies comerciais”.
De referir que à data da nossa reportagem não havia nenhum queijo para entrega, uma vez que “a quadra natalícia esgotou todo o stock”, como nos referiu Victor Pinto.
E o preço?
“Anda pelos 12,5 euros o quilo”.
Quanto às tipologias de queijos produzidos, elas são o “queijo de ovelha curado amanteigado, o requeijão de ovelha pasteurizado, queijo Flor da Beira tradição e o queijo de ovelha cura prolongada”, todos com a mesma estratégia de comercialização.
Os ingredientes são os tradicionais “leite de ovelha cru, sal e cardo”.

“PORQUÊ CARREGAL DO SAL? PORQUE TINHA TERRENO INFRAESTRUTURADO A PREÇO CONVIDATIVO E ESTAVA NA REGIÃO DEMARCADA SERRA DA ESTRELA”
Quanto ao motivo de ter sediado esta empresa, em 1995, em Carregal do Sal, Victor Pinto, elencou dois principais motivos, “o primeiro foi o facto de existir terreno infraestruturado a um preço convidativo e em segundo lugar o facto de Carregal do Sal ser um concelho integrado na região demarcada Serra da Estrela”, motivos que levaram a um investimento, nesta unidade empresarial, que se traduz, neste momento, num montante global de aproximadamente 5 milhões de euros.
O investimento distribui-se por um edifício multifuncional com uma área de 1500 m2, dividido por uma sala de recepção de leite, sala de fabrico de queijo, sala de fabrico de requeijão, sala de salmoura, laboratório, sala de lavagem e desinfecção de utensílios, vestiários/ sanitários femininos e masculinos, câmaras de maturação, sala de lavagem de queijo, zonas de embalagem de requeijão e queijo, câmaras de refrigeração de armazenagem dos produtos acabados e zona de expedição. Para além disso o edifício tem ainda as áreas administrativas, áreas de reuniões e formação, recepção aos clientes e sala de convívio. Já no exterior das instalações, dispõe duma Estação de tratamento de resíduos industriais (ETAR), de uma Estação de Tratamento de Água e ainda de um Armazém de materiais de embalagem.
Reportagem: Acácio Pinto | Fotos: Dão e Demo & Flor da Beira

sábado, 30 de dezembro de 2017

É de Sátão o novo presidente da Administração Central do Sistema de Saúde

A ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), que tem como missão assegurar a gestão dos recursos financeiros e humanos do Ministério da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde, vai ter como presidente do Conselho Diretivo a partir de 1 de janeiro de 2018, José Carlos Ferreira Caiado, natural de Forles, concelho de Sátão.
José Carlos Caiado foi nomeado presidente da ACSS pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 203/2017 publicada nesta quinta feira, dia 28 de dezembro, no Diário da República n.º 248/2017, Série I. Para vice-presidente foi nomeada Carla Gonçalo Catarino e para vogais executivos Pedro Ventura Alexandre e Ricardo Seleiro Mestre. Segundo o comunicado do Conselho de Ministros estas nomeações foram feitas “atendendo à cessação do mandato anterior”, que era presidido por Marta Temido.
José Carlos Ferreira Caiado é licenciado em Gestão de empresas pelo Instituto Superior de Gestão e doutorando em Gestão de Informação na NOVA IMS, Universidade Nova de Lisboa. Realizou o PADIS – Programa de Alta Direção de Instituições de Saúde na AESE – Business School.
Foi ainda diretor financeiro na Fernave, S. A., adjunto da Unidade de Missão dos Hospitais, S. A., vogal executivo do IGIF, vogal executivo da ACSS, vogal do Conselho de Administração do Hospital Professor Fernando Fonseca, E. P. E., vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, E. P. E., integrou o grupo de trabalho para a Reforma Hospitalar e, atualmente, é vogal da Comissão Executiva do SAMS – SBSI. É Professor Auxiliar convidado na NOVA IMS, Universidade Nova de Lisboa.
Foto: Facebook de José Carlos Caiado

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Sátão: Preço dos míscaros variou entre os 15 e os 30 euros

Numa tarde soalheira, mas fria, o grupo Sons do Minho, aqueceu a plateia que se juntou no largo de São Bernardo, em Sátão, em mais uma edição da feira do míscaro. Antes, tinha sido o Grupo de concertinas de São Miguel de Vila Boa a animar o certame e a dar os primeiros acordes da tarde.
Mas o centro dos acontecimentos foram os míscaros e esses começaram desde manhã a ser comercializados em vários stands a preços que variavam entre os 15 e os 30 euros, dependendo de ser mais ou menos abertos e já arranjados ou ainda com a terra por tirar. Depois era o normal, os compradores e os vendedores iam regateando até chegarem ao preço de venda.
Mas para além dos míscaros muitos outros produtos poderiam ser adquiridos nos inúmeros stands disponibilizados pela câmara municipal de Sátão, a promotora do evento. Desde o pão, ao bolo de azeite, filhós e sonhos, enchido, feijão, compotas, licores diversos, queijo, figos secos, artesanato, arranjos de Natal e tantos outros.
A prova dos míscaros foi também um dos momentos mais aguardados por todos e o magusto foi o epílogo de um dia que se iniciou a partir das dez horas com uma visita do presidente, Paulo Santos, e demais autarcas aos stands.

sábado, 4 de novembro de 2017

Quim Barreiros vai animar o V certame do míscaro de Aguiar da Beira a 25 e 26 de novembro

Se o cabeça de cartaz musical é Quim Barreiros que atuará no dia 25 de novembro, às 21h30m, muito mais acontecerá em Aguiar da Beira nesse fim de semana de 25 e 26 de novembro, todo ele dedicado ao míscaro e aos produtos regionais.
Trata-se do V Certame do míscaro que se iniciará com um passeio micológico a partir das 9 horas do dia 25, estando a abertura oficial do certame prevista para as 12 horas com visita aos stands, do mercadinho agrícola e do espaço gastronómico.
Mas a tarde deste primeiro dia vai ainda ter muita gastronomia e workshops associados aos míscaros e aos produtos locais – cozinha inclusiva, pão de castanha, live cooking com chef Batista e concurso gastronómico do míscaro. Tudo isto será enriquecido com a animação de grupos locais.
Já no dia 26 haverá logo de manhã o trail do míscaro e à tarde é a vez do folclore animar os visitantes, de acontecer mais um live cooking entre o desafio de sabores da cozinha tradicional e da cozinha moderna e a encerrar será efetuado um magusto comunitário e festival de sopas.
Na sua página do facebook o município de Aguiar da Beira refere: “A Câmara Municipal de Aguiar da Beira vai realizar a V edição do Certame Gastronómico do Míscaro nos dias 25 e 26 de novembro no Pavilhão Gimnodesportivo.
Para além do espaço gastronómico, o mercadinho agrícola disponibilizará cogumelos selecionados e outros produtos da época, doçarias e artesanato.

Atividades, como o passeio micológico, exposições, live cookings, workshops, concursos e provas gastronómicas, festivais, trail do míscaro e magusto comunitário proporcionarão dois dias repletos de atividades e muita animação.”

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Fátima Fonseca: cantora e compositora de São Paulo, com coração de Sátão

ENTREVISTA: DÃO E DEMO

Assume-se na sua página oficial como “cantora e compositora, dona de um timbre vocal grave e aveludado”.

É natural de São Paulo, onde reside. Porém nas suas veias corre sangue luso, sangue do lado de cá do Atlântico. Sangue português, como em tantos milhões de brasileiros, cujas origens são daqui, deste retângulo ocidental da Europa, deste território de tantas chegadas, mas sobretudo desta terra de tantas partidas em busca de novos mundos.

Falamos de Fátima Fonseca. De uma cantora que conhecemos há um ano atrás, aquando de um concerto que deu em Sátão, durante as festas do concelho.

E foi precisamente com ela, com Fátima Fonseca, que falámos, para a levarmos até si, até aos nossos leitores.

Para falarmos das suas origens, da sua paixão pela música, dos seus trabalhos musicais, do seu trajeto, das suas influências musicais e de tantas outras coisas…


“Sou uma cantora e compositora luso brasileira com raízes em Rio de Moinhos”

Sobre si e sobre as suas origens, disse-nos ser “uma cantora e compositora luso brasileira com raízes em Rio de Moinhos, no concelho de Sátão, donde sua mãe é natural, e em Cimbres, no concelho de Armamar, por via paterna”.

Ah, e sobre a sua idade a Fátima disse-nos “já passei os quarenta” tendo descoberto o “talento para a música no início da década de 90”, quando residiu em Londres, acrescentando mesmo que “a música sempre fez parte da minha vida, mas tornou-se ainda mais importante” no período em que residiu no Reino Unido, após o final dos seus estudos universitários.


“Os meus estilos musicais preferidos são jazz, blues, bossa e fado”

Quanto a ídolos, lá foi se afirmando como uma apaixonada por grupos do último quartel do século XX, “The Police, Elton John, Rod Stewart e Tina Turner, além da MPB [música popular brasileira] e do Fado” e no que concerne às suas influências musicais, Fátima Fonseca, referiu-nos que elas “passaram por Adriana Calcanhoto e Lulu Santos, Diana Krall, Madeleine Peyroux, Norah Jones e divas do fado”, apresentando como “estilos musicais preferidos jazz, blues, bossa e fado”.

Estando radicada em São Paulo, nessa grande metrópole brasileira, Fátima Fonseca tem-se apresentado “nos últimos anos em casas de shows como All of Jazz, Tonton Jazz, Café Piu Piu, Alfama dos Marinheiros e Pateo Lisboa, entre outros, além de realizar grandes shows a convite de várias secretarias municipais de cultura no Brasil”, e o seu reportório inclui “diversos projetos musicais” que vão do “Pop ao Jazz contemporâneo, com momentos românticos e dançantes, mas também o Fado”, essa canção tão portuguesa que se tornou património imaterial da humanidade.

Mas nem só o Brasil tem sido o seu espaço de afirmação. Fátima Fonseca tem vindo à Europa e é ela mesmo que nos revela que “teve grande sucesso nos shows de fado e MPB realizados na Europa nos últimos anos”.

Aliás, refiram-se as suas atuações em Portugal, destacando-se aqui os seus concertos nas terras Dão e Demo, em Sátão e em Penalva do Castelo.

Questionada sobre as suas atuações e sobre a utilização de músicos ao vivo, a nossa convidada referiu-nos que faz “atuações com música ao vivo”, não descartando, porém, em absoluto “o uso do playback”.


“O fado está a ganhar destaque no meu reportório”

Depois de muitos anos dedicada, em paralelo, “à música e às atividades de executiva de um banco estrangeiro com sede em Estocolmo, na Suécia”, Fátima Fonseca disse-nos “decidi dar foco aos meus projetos musicais e iniciei a gravação dos temas que compõe o CD O Espelho”, CD este “cujo lançamento ocorreu em fevereiro de 2017 no Café Piu Piu em São Paulo”, mas cuja apresentação havia sido efetuada “primeiramente em Portugal, junto com show de fados no concelho de Sátão”.

Sobre este seu trabalho a nossa entrevista quis detalhar que “no repertório do disco há desde a confessional ‘Como um imã’, que versa ‘Se me olhas, me perturbas/estremeço, me torturas/a razão me abandona/sensatez evapora’, até uma homenagem aos imigrantes portugueses na canção ‘Rio de Moinhos’, gravada com participação do fadista alentejano Mário Moita, fazendo-se assim uma ponte Brasil – Portugal”.

Quanto aos autores, Fátima Fonseca referiu-nos que “em ambas as músicas as letras são de Fátima Fonseca e a música de David Pasqua”, já quanto aos seus “orientadores vocais”, esses foram “os talentosos Lyba Serra e Fernanda Gianesella, a última falecida recentemente”.

Quanto ao futuro, Fátima Fonseca, referiu-nos que o fado está a ganhar destaque no seu “repertório considerando o êxito alcançado pelo fado canção Rio de Moinhos não só em terras portuguesas e brasileiras, mas também canadianas e chinesas” tendo a previsão de levar, no próximo ano, em 2018, estes temas, o fado, a MPB e novos lançamentos, que tem em carteira, a outros continentes.

Os interessados em contactar com a artista Fátima Fonseca podem faze-lo através da sua página eletrónica ou através da sua página no Facebook.

Entrevista: Dão e Demo

sábado, 7 de outubro de 2017

Livro de José Carlos Rocha vai ser apresentado a 14 de outubro

Notícia DÃO E DEMO
Vai ser lançado no próximo dia 14 de outubro o livro “O Encantador de Pássaros”, da autoria de José Carlos Rocha, vencedor do Prémio Literário 2016 “Cónego Albano Martins de Sousa”.
A apresentação, que contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Sátão, decorrerá na Casa da Cultura de Sátão às 16 horas, tendo o livro a chancela da Chiado Editora.
Recorde-se que José Carlos Rocha, o vencedor do prémio literário de 2016, em prosa, instituído pela Câmara Municipal de Sátão, é natural de Avelal sendo professor no Agrupamento de Escolas de Sátão.
Para além do conto vencedor o livro integra ainda ilustrações do autor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Fotógrafo de Sátão convidado pela Nikon para digressão mundial

José Raposo, fotógrafo com estúdio em Sátão, foi um dos fotógrafos convidados, pela Nikon internacional, para efetuar uma digressão mundial para promover a nova NIKON D850.
É neste contexto que José Raposo convida todos os seus clientes e amigos, que residam nas cidades por onde vai passar em 2018, nessa digressão internacional, para o visitarem ou para participarem nas atividades relacionadas com a promoção desse equipamento, a nova NIKON D850.
A digressão, José Raposo Workshop Tour 2018, passará por:
9 January – Sidney (Australia)
12 January – Melbourne (Australia)
14 January -Brisbane (Australia )
17 January – Auckland ( New Zeland)
24 January – Koln ( Germany)
26 January – Amsterdam ( Netherlands)
28 January – Barcelona (Spain)
8 February – New York ( USA)
Foto: José Raposo

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sátão: Vídeo DÃO E DEMO alusivo ao centenário do nascimento do Padre Albano


Damos hoje à estampa um vídeo resumo sobre o sarau cultural que teve lugar no dia 1 de julho na igreja de Santa Maria, em Sátão, alusivo ao centenário do nascimento do Padre Albano, e que foi promovido por uma comissão de amigos e ex-alunos e que contou com a presença de muitos satenses (perdão, satuenses, como dizia o padre Albano) que encheram a igreja.
Este vídeo foi efetuado por José Pedro Pinto (filmagem e edição) e está disponível no canal Dão e Demo do youtube.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Secretário de Estado inaugurou obras do quartel dos bombeiros de Penalva do Castelo

DÃO E DEMO
As obras de requalificação, remodelação e ampliação, do quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo foram inauguradas este domingo, dia 9 de julho, pelo Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
Depois da revista aos bombeiros em parada, em frente do quartel o governante procedeu ao descerramento de um painel em azulejo, pintado à mão, onde fica perpetuado este momento marcante para os bombeiros locais e para a comunidade de Penalva do Castelo. No painel para além do símbolo dos bombeiros e da data e objeto da inauguração constam os nomes do Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes e do Presidente da Direção dos Bombeiros, José Albuquerque.
Fotografias: Facebook de Jorge Gomes

domingo, 21 de maio de 2017

Notícia DÃO E DEMO
No âmbito do dia internacional dos museus, a diretora do Museu Nacional Grão Vasco de Viseu, Paula Cardoso, esteve na RTP, no telejornal da RTP3, no dia 19 de maio, e no programa Sociedade Civil, da RTP2, a comentar o facto de este museu ter sido aquele que em 2016 teve maior número de visitantes dentre os museus fora de Lisboa.
No telejornal da RTP 3 (entre 24’50” e 27’20”) foi devidamente enfatizado o facto de o Museu Grão Vasco ter tido em 2016, no ano das comemorações do centenário, 114 568 visitantes, apresentando um aumento de 40% no número de visitantes nos últimos cinco anos. Para além disso Paula Cardoso referiu-se ao espólio do museu, nomeadamente às pinturas de Vasco Fernandes.
no programa sociedade civil da RTP2 (entre 42’45” e 46’10”) a diretora do Museu esteve em direto via skype, numa comunicação que não tinha as melhoras condições técnicas, e aí Paula Cardoso foi dando falou dos tesouros nacionais que integram a exposição permanente do museu e, igualmente, da abertura do museu aos mais variados públicos e às mais variadas faixas etárias.