segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

[Cinema] Os melhores filmes de 2016


Por: José Pedro Pinto

          Listas de melhores filmes são daquelas coisas meio idiotas que sempre me deram algum prazer, por limitarem o imenso universo de filmes aos que provavelmente valerão mais a pena ver. Como é evidente, nenhuma lista individual deve ser levada muito a sério, mas ler várias acaba sempre por levar a algumas conclusões nesse sentido. Regra geral, o valor delas está também no recordar ou dar a conhecer filmes que possam não ter recebido a atenção que merecem, mas como é exigida ao crítico total honestidade, alguns filmes óbvios lá têm que aparecer.
          Devo esclarecer que, realmente, é costume estas listas aparecerem no final do ano, mas eu prefiro esperar que estreiem por cá os supostos melhores filmes de 2016 antes de fazer a lista dos melhores filmes de 2016. Devo clarificar também que incluo apenas filmes que tenham tido estreia em sala em Portugal, e que não são incluídos filmes de 2015 na lista dos melhores filmes de 2016, independentemente da sua data de estreia em Portugal – esses estão na lista de 2015. Filmes de 2016 que possam ainda não ter estreado por cá, poderão ser acrescentados a esta lista quando os vir.

          Para terminar, as notas obrigatórias: esta lista é apenas a minha opinião, baseada exclusivamente na minha apreciação dos filmes; Não vi todos os filmes de 2016, mas tentei ver todos os que foram considerados “os melhores” pela crítica e pelo público; É inevitável que me tenham passado ao lado imensos filmes tão bons ou melhores do que os que estão nesta lista, e qualquer sugestão é bem-vinda e agradecida (o meu perfil do facebook). Sem mais a acrescentar, a minha lista (que será sempre provisória):

  1. Hardcore Henry (Ilya Naishuller)
  2. Eu, Daniel Blake (Ken Loach)
  3. O Primeiro Encontro (Denis Villeneuve)
  4. Vaiana (Ron Clements, John Musker)
  5. La La Land (Damien Chazelle)
  6. Manchester by the Sea (Kenneth Lonergan)
  7. Hell or High Water (David Mackenzie)
  8. Deadpool (Tim Miller)
  9. Homenzinhos (Ira Sachs)
  10. Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (David Yates)
Menção honrosa: Eis o Admirável Mundo em Rede (Werner Herzog)

Considerações finais:
          2016 trouxe poucos filmes verdadeiramente bons às nossas salas (menos que 2015), mas pelo menos, graças a Hardcore Henry, quebrou a seca de obras-primas que vinha desde 2013, ano que teve quatro: Gravidade, A Grande BelezaAs Asas do Vento e O Conto da Princesa Kaguya. Achei os outros seis dos sete lugares cimeiros da minha lista filmes excelentes, mas mais nenhum deles se me impôs como algo de verdadeiramente extraordinário.
          Vale a pena notar que a minha lista é de pendor bastante comercial – todos os filmes são muito conhecidos, e apenas dois não são produções de orçamento moderado a grande (Eu, Daniel Blake e Homenzinhos– mas nem seria de esperar outra coisa, visto que só estou a incluir nela filmes que tenham tido estreia nas salas portuguesas. Quem sabe as pérolas que não haverá pelo mundo fora que ainda não chegaram cá, ou que nunca chegarão. Afinal, basta olhar para as tais quatro obras-primas de 2013 que mencionei acima: duas delas só estrearam cá em 2015.

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