sábado, 31 de dezembro de 2016

ZAATAM vai organizar o 19º Encontro de Cantares de Janeiras de Sátão a 7 de janeiro

Notícia DÃO E DEMO.
Vai já nas dezanove edições o “Encontro de Cantares de Janeiras de Sátão”, com organização do ZAATAM - Grupo de Recolha e Divulgação de Música Popular de Sátão.
O local será o de sempre, na Igreja de Santa Maria (Igreja antiga), em Sátão, e a hora será ás 18:00 horas, o dia esse será o dia 7 de janeiro de 2017, sábado.
Para abrilhantar este 19º Encontro, estarão em Sátão, para além do grupo anfitrião, o Zaatam, o Grupo de Danças e Cantares de Perre (Viana do Castelo), a Associação Cultural castro de Pena Alba (Penalva do Castelo) e as Concertinas de São Miguel de Vila Boa (Sátão).
Os apoios são da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Sátão, da Casa do Povo de Sátão, da Gazeta de Sátão, da Rádio Alive FM, da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga e das empresas Aledi, Alfervis e Alphacor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

40 anos do poder local democrático | Entrevista com José Moniz: o primeiro presidente da Câmara de Sátão

Entrevista DÃO E DEMO
Perfazem-se hoje, dia 12 de dezembro de 2016, 40 anos sobre as primeiras eleições autárquicas democráticas em Portugal.
Depois de dois anos em que as câmaras municipais e juntas de freguesia foram geridas por comissões administrativas, nomeadas através dos governos civis, o poder local foi a votos a 12 de dezembro de 1976, em eleições que haviam de ditar os primeiros autarcas legitimados através do voto democrático.
Em Sátão, José Moniz, um jovem advogado, natural de Rio de Moinhos, apresentando-se a sufrágio em 1976 pelo CDS, recolheu a maioria dos votos e tornou-se no primeiro presidente eleito democraticamente da Câmara Municipal de Sátão (mandato 1976-79), dando, assim, sequência ao mandato que foi detido por Narsélio Gouveia e Sousa, este, presidente da comissão administrativa no pós 25 de abril de 1974.
Tendo por base este facto, Dão e Demo, como forma de assinalar e de se associar a esta importante efeméride, a que se aliaram o Presidente da República, o Primeiro-Ministro e a ANMP, foi conversar com José Moniz, hoje com 67 anos de idade e que, entre outras actividades, desempenha as funções de presidente do conselho de administração da Fundação Elísio Ferreira Afonso de Avelal e de presidente da assembleia geral da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga.

“(…) tinha a vontade e alguma esperança de resolver, no terreno, muitas das necessidades e carências de um Concelho - rural, pobre e atrasado! - do interior esquecido do País.”

DÃO E DEMO: Faz hoje 40 anos [12.12.1976 – 12.12.2016] que o, então, jovem José António Morais Sarmento Moniz foi eleito presidente da Câmara Municipal de Sátão, dois anos volvidos sobre o 25 de abril de 1974.
Qual o sentimento que guarda, hoje 40 anos volvidos, dessa vitória nas primeiras eleições autárquicas democráticas, eleito pelo CDS?
JOSÉ MONIZ: É difícil escolher uma palavra (não necessariamente sentimentos), tantas me vêm ao espírito.
Saudade, juventude, atrevimento, ilusão, sonho, esperança …, democracia, liberdade!
Em Dezembro de 1976 eu era um jovem advogado, casado, já com duas filhas, uma com dois anos, outra com poucos meses…
Tinha concorrido à Câmara Municipal, porque, cheio de ilusões, tinha a vontade e alguma esperança de resolver, no terreno, muitas das necessidades e carências de um Concelho - rural, pobre e atrasado! - do interior esquecido do País.
Com entusiasmo, “engenho e arte”, o trabalho e a colaboração entusiasmada (e entusiasmante!) das Juntas de Freguesia e das populações - sem esquecer a dedicação da enorme maioria dos (poucos) funcionários da Câmara Municipal - fez-se um exaustivo levantamento das necessidades, conseguiram-se algumas realizações/obras, lançaram-se sementes e radicaram-se raízes que deram “frutos” nos mandatos posteriores…
A propósito, convirá lembrar que não havia dinheiro (só aderimos à Europa em meados dos anos 80) e os mandatos tinham uma duração de apenas três anos…
DD: Quais os principais problemas com que se debateu e a que teve meter mãos, na Câmara de Sátão, o jovem licenciado em direito, José Moniz, durante esse mandato 1976-79?
JM: As questões mais prementes - tal como na generalidade dos Concelhos rurais - eram os, maus, ou inexistentes, acessos, a falta, ou incipiente, distribuição de energia elétrica, água e saneamento, a rutura do Ensino Básico … e as enormes dificuldades financeiras em desesperantes orçamentos sem receitas.
DD: Quais os cinco membros que integraram esse primeiro executivo, da maioria e da oposição? E quem foi presidente da Assembleia Municipal?
JM: Um Presidente e quatro Senhores Vereadores, a saber: eu, Manuel Correia Carvalho, Arlindo Ferreira (CDS), Manuel António Magalhães (depois substituído por António Fernandes Silva) e Alfredo Frias.
O Presidente da Assembleia Municipal: Júlio Saraiva Marinho.
DD: Ainda se recorda, qual a remuneração que auferia, como presidente?
JM: Confesso que não me lembro, mas penso que rondaria os 2.000/3.000 escudos por mês.

“E aproveito a ocasião para perguntar: para quando a justa homenagem a um homem [Manuel Carvalho] que tanto deu (e ainda dá) pelo Sátão?”

DD: Nesse mandato havia pelouros distribuídos pelos vereadores, ou só presidente estava a tempo inteiro e as decisões eram todas assumidas nas reuniões de câmara?
JM: Não havia ainda legislação autárquica (e muito menos autonomia financeira) sistematizada, regia o “velho” Código Administrativo do Estado Novo e alguns Decretos-Leis avulsos - só nos anos oitenta se começou a legislar com conta, peso e medida.
Logo … não havia vereadores a tempo inteiro, ou a meio tempo, pelo que toda as decisões/ações cabiam ao Presidente e, por norma, eram posteriormente ratificadas nas reuniões camarárias.
No caso, especial, do Sátão dava-se a feliz circunstância de o Senhor Manuel Carvalho dispor de total disponibilidade de tempo (e dinheiro), um entusiasmo transbordante pelo seu Concelho e uma vontade enorme de também resolver os problemas que surgiam.
Sempre decidimos os dois.
Fizemos uma belíssima dupla, que felizmente ainda hoje se mantém noutras áreas de atuação…apesar de, juntos, já ultrapassarmos os cento e cinquenta anos!
E aproveito a ocasião para perguntar: para quando a justa homenagem a um homem que tanto deu (e ainda dá) pelo Sátão?
DD: Quais as principais obras que executou no seu mandato?
JM: É muito redutor pretender enumerar obras que se executaram, até porque algumas “importantes” seriam esquecidas e poderíamos valorizar algumas “insignificantes” …
Mas, a título de exemplo e de forma não exaustivo, referira-se:
- abertura ou melhoria de acessos: todo o Vale da Ribeira, estrada municipal Águas Boas/Forles, ligação ao Carvalhal das Romãs, abertura Aldeia Nova/Madalena, lançamento do Concurso da Estrada Sátão/Rio de Moinhos, para além de calcetamentos de arruamentos novos, ou já existentes, nas variadas Freguesias.
- eletrificação de inúmeras aldeias e lançamentos de projetos para muitas mais…
Saber-se-á, porventura, que em muitos “lugares” da freguesia do Sátão, ou de São Miguel de Vila Boa, ou das Romãs, ou de Ferreira de Aves, ou de … não havia, em 1976!, eletricidade e ainda se vivia “á luz do petróleo, ou da lareira”?
- elaboração de projetos de água e saneamento, lançamento de concursos e começo da sua execução, como por exemplo nas Freguesias de Sátão, Ferreira de Aves, Silvã, Romãs ou São Miguel de Vila Boa…
- negociação, muito complicada, com o Ministério da Educação para a construção da Escola Secundária (que obrigou, nomeadamente, a alterações, em tempo record, do então Ante Plano de Urbanização da Vila e a morosas negociações com os proprietários dos terrenos) e lançamento da respetiva obra ou a construção, aumentos ou reabilitações de edifícios do Ensino Primário.
E etc., etc., etc….
DD: A luta política, em termos ideológicos e partidários, nesse tempo era bastante acesa. Lembra-se de alguns episódios da luta partidária que tivessem tido ecos na gestão municipal?
JM: Que me recorde … apenas pequenas quezílias partidárias, sem particular importância.
Não nos esqueçamos que os autarcas estavam sobre continuado exame dos “povos e das gentes”, pelo que, no geral, todos se orientavam e trabalhavam pelo bem comum e, logo, os interesses puramente partidários eram muitas vezes desconsiderados…
A este propósito … curioso é relembrar - até porque poucas pessoas disso se recordam!!! - que o Concelho do Sátão foi o único em todo o País em que, nas Eleições Autárquicas subsequentes (em 1979), o PPD/PSD não apresentou listas autónomas às Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal!
E estávamos em tempos do Dr. Sá Carneiro!!!
Perdoem a imodéstia, mas não terá sido este facto, a ausência do PPD/PSD nas eleições de 1979, o melhor reconhecimento da bondade do nosso mandato???

“nunca pretendi depender da Política para viver e sempre entendi que devia ter um respaldo económico/financeiro que não me condicionasse”

DD: Qual o motivo que o levou a não se recandidatar em 1979 a um novo mandato?
JM: Uma única, e ponderosa, razão: nunca pretendi depender da Política para viver e sempre entendi que devia ter um respaldo económico/financeiro que não me condicionasse; isto é, sempre quis ter independência financeira para me sentir livre e “bater com a porta” quando não concordasse ou pura e simplesmente me apetecesse!
Por esta simples razão comecei a advogar a sério em 1980 (curiosamente no escritório que tinha aberto em dezembro de 1976, mas que, por ter sido eleito, pouco “frequentei”…) e passei a dedicar-me à Política - que abandonei de todo em 1992 - em funções não executivas (Assembleia Municipal do Sátão e de Viseu, Vereador, sem pelouro distribuído, da Câmara Municipal de Viseu, Deputado, em regime de não exclusividade, de 1983/85), a outras atividades mais sociais ou cooperativas (Caixa de Crédito Agrícola, Fundação Elísio Ferreira Afonso ou Santa Casa da Misericórdia de Viseu e à Família!
Mas sempre a advogar e com o seu respaldo…
DD: Quarenta anos volvidos, qual o olhar que o cidadão José Moniz tem sobre o poder local?
JM: Tirando o que é vulgarmente referido (a Democracia e a Liberdade), não tenho dúvidas nenhumas que o Poder Autárquico foi a maior conquista do 25 de Abril!
Apesar de algumas pechas e de alguns maus exemplos de autarcas …
Mas,
Quem mais que o Poder Autárquico respondeu, e deve responder, às necessidades básicas das populações???
Quem mais que o Poder Autárquico está mais próximo das pessoas?
Quem mais que o Poder Autárquico é tão escrutinado?
Aliás, quem conhecer um pouco da História de Portugal, saberá que o Municipalismo sempre foi, fosse em que época fosse, o verdadeiro defensor dos povos mais desfavorecidos e, a mais das vezes, os mais esquecidos.
DD: Muito obrigado e felicidades.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ATINGIMOS 1 MILHÃO E MEIO DE VISUALIZAÇÕES!

Nado em janeiro de 2010, de seu nome LETRAS E CONTEÚDOS, este blog atingiu no final de novembro 1.500.000 de visualizações.
Relevante ou não, é uma marca como tantas outras. E se aqui damos nota de que este "número redondo" foi atingido, como se pode ver na foto que publicamos, tal deve-se ao facto de querermos continuar a privilegiar esta relação transparente com todos os seguidores e leitores, pois foram eles a razão da sua criação e continuam a ser eles a razão para a sua continuidade.
Se até outubro de 2015 este blog serviu para divulgar, sobretudo, as atividades partidárias que desenvolvi enquanto deputado à Assembleia da República eleito pelo círculo de Viseu nas listas do PS, de então para cá, aqui tenho continuado a deixar opiniões pessoais sobre temas da atualidade nacional, mas também sobre assuntos relacionados com a região em partilha, muitas vezes, de notícias do jornal digital DÃO E DEMO.
Obrigado a todos quantos nos têm privilegiado com visualizações da página.
Acácio Pinto
2016.12.02

domingo, 27 de novembro de 2016

Queijo à chef: A arte andou à solta na Casa da Ínsua

Notícia DÃO E DEMO
A arte andou à solta na Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo. Falamos da arte de bem cozinhar queijo Serra da Estrela, por chefes de cozinha consagrados. Da arte de bem servir, em pratos Vista Alegre. Da arte de bem aconselhar os vinhos do Dão para acompanhar os pratos em degustação. Da arte de bem organizar um evento de referência na promoção de produtos da nossa região. Da arte de bem receber, tão característica dos penalvenses.
Tratou-se de mais uma organização do evento “Queijo Serra da Estrela à Chef”, uma iniciativa da CIM Viseu Dão Lafões, em parceria com a Câmara de Penalva do Castelo e com a Visabeira e que contou com o apoio do Crédito Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga e que se realizou neste sábado, dia 26 de novembro.
Os sabores foram os mais diversificados, sempre com a presença do queijo Serra da Estrela. Um “amuse-bouche” proposto pelo chef Paulo Cardoso, a abrir, composto por um dueto de maçã e presunto em esfera, areia de azeitona e queijo Serra da Estrela Casa da Ínsua; uma entrada proposta pelo chef Vítor Matos (Estrela Michelin), composta por ravioli queijo Serra da Estrela com manteiga das marinhas e salva, trombetas da morte, folhas de capuchinha e flores; uma sopa proposta pelo chef Fernando Agrasar (Estrela Michelin), composta de peixe assado com nhoques de queijo Serra da Estrela; um marisco proposto pelo chef Rui Silvestre (Estrela Michelin) composta de ostra do moinho dos Ilhéus, agrião e queijo Serra da Estrela; um prato de peixe proposto pela chef Marlene Vieira, composto de bacalhau frito, consommé de cebola, couve de bruxelas e soufflé com queijo Serra da Estrela; um prato de carne proposto pelo chef André Silva (Estrela Michelin) composto por vitela com queijo Serra da Estrela, raiz de cerefólio, alcachofras, foi egras e cogumelos; uma sobremesa proposta pelo chef Luca Arguelles, composta por finger de alperce, queijo Serra da Estrela e sopa de eucalipto; e um petit four igualmente proposto pelo Luca Arguelles, composto de mini tarte de castanhas, queijo Serra da Estrela e aguardente velha.
Para acompanhar esta diversidade de sabores e saberes só um excelente sommelier, Sérgio Pereira, para ir caso a caso sugerindo os vinhos que poderiam acompanhar cada um dos pratos.
Os brancos eram da Casa da Ínsua, Vinícola de Nelas, Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, Julia Kemper, Quinta dos Monteirinhos, Quinta dos Carvalhais, Quinta do Serrado, Quinta do Perdigão, Pedra Cancela e Casa Mouraz.
Os tintos eram da Casa da Ínsua, Quinta da Falorca, Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, Soito Wines, CM Wines, Adega da Corga, Quinta do Serrado, Morgado de Silgueiros, Adega Cooperativa de Mangualde, Quinta da Fata, Julia Kemper, Quinta de Lemos, Quinta dos Carvalhais, Cabriz, Casa Mouraz e Casa de Santar.
A encerrar intervieram os presidentes da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, Francisco Carvalho e da CIM Viseu Dão Lafões, José Morgado.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje, dia 25 de novembro: Estilhaços*

Crónica DÃO E DEMO
* Texto escrito para a apresentação do livro “Estilhaços” em Alcanena, a 10 de abril de 2015 | autora: Fátima Ferreira | editora: Edições Esgotadas
«Um livro é antes de mais um objeto. Um objeto físico, em si mesmo. Cor, forma, textura. Que se olha e de que se gosta. Ou não!
Num primeiro olhar podemos ser por ele atraídos, mesmo que não o conheçamos.
Pode ser assim como que um amor à primeira vista. Um olhar, uma paixão.
Mas para além desse primeiro olhar, da sua forma, da sua cor, um livro também é o título, o autor e, essencialmente, o conteúdo.
É essencialmente a sua capacidade de nos conquistar pelo conteúdo. Quiçá o fundamental, quando queremos que ele seja mais, muito mais que uma mera exibição na prateleira da nossa biblioteca. Que seja muito mais que um mero troféu que exibimos, mas sem termos tido o trabalho duro, mas de prazer, de o conhecer nas entranhas.
Ora este livro da Fátima Ferreira, posso dizer-vos, conquistou-me, conquista-nos, nas suas mais diversas vertentes.
É um livro bonito, desde logo. Atraente... Também pela lágrima que escorre pela face da mulher, que nos estimula questões… Porquê o choro? Qual a origem do choro? Choro de alegria ou de tristeza?
Depois o título. “Estilhaços”. Um título tão forte e tão metafórico! Tão conotativo! Tão literário!
“Estilhaços”, um título, uma palavra, que podemos apodar de ruidosa.
Mas não são todas as palavras ruidosas? Talvez, mas esta é-o sem qualquer sombra de dúvida.
Mas ruidoso não é só o título. Ruidoso é também o seu conteúdo, desde já se diga.
O título, “estilhaços”, são portas a bater. São gritos. São vidros, são janelas partidas. Rangidos. Portas a chiar.
Tal como o seu conteúdo é ruidoso. Ruído gritado. É que o seu interior fala. A sua massa gramatical e semântica comunica. Comunica intensamente. As suas palavras metralham-nos os ouvidos e martelam-nos a cabeça até antes de um adormecer que se torna difícil depois da leitura. São palavras que se cravam na alma e, qual ferro em brasa, na carne.
Este livro mesmo quando fechado, mesmo depois de lido, emite sons, ruídos, que se propagam, quais ondas sísmicas a nascer permanentemente no seu seio.
Faz lembrar aquela metáfora do imperador chinês, de que fala Gonçalo Tavares, na sua crónica da Visão de ontem. Esse imperador tinha no seu quarto uma pintura com uma cascata e um dia pediu a um pintor que lhe apagasse da pintura a cascata. Que pintasse sobre a cascata um outro elemento pictórico. É que a cascata não o deixava dormir durante a noite. Ele não conseguia dormir com o ruído da água a cair naquela cascata.
Pois bem, este livro da Fátima Ferreira é também um pouco assim. Vereis quando o lerdes. Vereis o ruído imenso que carregareis. E espero que isto vos fascine, vos apaixone. Que não vos afaste. Vos conscientize para os dramas humanos. Para as violências da vida. Do viver. Deste nosso viver pós-moderno ou hipermoderno, como tanto gostamos de colocar na lapela, mas que tantas vezes é medieval nos corredores das casas de família.
Este livro traz-nos, portanto, um ruído, mil ruídos. Ruídos que perturbavam a autora. Ruídos que mais do que serem de cinco mulheres, de cinco vozes, são ruídos de uma única voz. De uma única mulher. Ruídos que se colaram ao corpo, ao corpo dessa mulher. Ruídos que são, no princípio e no fim, afinal, como que um infinito emaranhado de fios gelatinosos de que ela não se desprendia. Fios hermafroditas, com capacidade de autofecundação.
Fios que se auto reproduziam a partir das horas do tempo desfiado da memória. Das vozes dos filhos (deixem-me dizer, das filhas) em aflição, em silêncios amargos. Em choros escondidos. Em preces de solidão. Em busca da metáfora do “perene início”, para usar as palavras poéticas de Herberto Hélder, ou um “porto de partida”, na voz desse também imortal Miguel Torga.
Afinal, “início perene” ou “porto de partida”, mais não são do que o motor, o absoluto radical que tanto alimenta o viver. A vida. Todo o viver. E que em cada chegada nos remete para uma nova partida.
E ai quando assim não for!
Este livro é pois, para a autora, esse partir, esse início, ou esse (re)partir, esse (re)início. Mas é também, para a Fátima Ferreira, um antídoto, que encontra através da narradora, para se libertar. Ou melhor, uma tentativa de antídoto para dissolver aquele emaranhado de fios gelatinosos, aquelas vozes que falavam em silêncios ruidosos e que assustavam, quando entravam no quarto para dormir, a Ana, ou a Noémia, ou a Mariana, ou a Bárbara, ou, ou… Afinal aquela única mulher, ou todas as mulheres ao entrarem no quarto, qual campo de tortura! Por vezes de autotortura de quem nem sempre rompeu com uma amálgama de conceitos e de preconceitos. De açoites oriundos duma infância matriciada por valores, com certeza valores, mas valores que agora não a deixam, não as deixam, ver o mundo todo. Que não a libertam, as libertam, dos amontoados de destroços de terramotos diários e profundos. De uma casa, de casas, de paredes grossas. Opacas. De espaços em que os gritos se engolem a si próprios.
Prisão, afinal, era, é, muito mais do que estabelecimento prisional. É casa, também. É quarto. É sala. É cozinha. É refeição ressalgada com lágrimas escorridas. É muito o sofrimento dos filhos (das filhas) em noites de adivinhado alerta perante gritos no quarto ao lado.
Pois bem, este livro é tudo isto.
São mulheres sofridas. Direi mesmo, é uma mulher sofrida. Ou de outro modo, é um ser humano golpeado por outro ser humano.
Mas cada mulher pode também ser um homem. Cinco homens.
O género aqui não importa. O que importa é a violência bruta que está escondida em cada sorriso público hipócrita e em cada queimadura profunda privada. Venha ela donde vier. De homem ou de mulher.
Este livro é adivinhadamente duro.
É para ler. De um ou mais fôlegos. Mas é para ler.
Para ler também nas fugas encetadas que dele brotam. Nas corridas permanentes pela busca de colo. De carinho. De um peito. De quietude.
Mas é também para ler nos parágrafos do caos. Do abismo. Da quase morte. Dos ensaios de queda no poço negro do fim.
Com certeza que temos, todos, que agir. Que fazer mais. E isso já não é matéria para este livro. Isso já não é literatura. Isso são leis, regulamentos, isso é política.
Espero que este livro seja mais um princípio, um outro princípio, para que o fazer mais aconteça. Para que a sociedade aja.
Nunca conseguiremos o fim último. De banir, de erradicar da sociedade o crime. Esse crime.
O homem, a mulher, estão na sua base e quando assim é, a imperfeição acontece.
Mas atenção, esta consciência não nos deve imobilizar na ação. Pelo contrário deve impelir-nos, a todos, a uma atuação.
Pese embora estas minhas considerações finais e o facto de também a Rosa Monteiro dizer que este livro é um grito político, eu prefiro guardá-lo como uma obra literária que nos interpela através de cinco mulheres, de uma só mulher, de um ser humano, homem ou mulher. Que nos interpela sobre violências. Sobre solidão. Sobre vidas duras, muito duras que tantas vezes se passam ao nosso lado. Se passam por aqui. Por aí.
Parabéns Fátima Ferreira.»
Acácio Pinto | Texto publicado hoje a propósito do “Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres”

domingo, 20 de novembro de 2016

Escola da Quinta da Enterranha, Sátão, já abriu portas | É frequentada por 7 alunos

NOTÍCIA DÃO E DEMO
Depois de concluída a escola, Casa da Aprendizagem para os promotores, trabalho que decorreu durante o verão, como Dão e Demo foi dando conta, as aulas começaram no dia 3 de outubro, para 7 crianças, 2 do primeiro ciclo e 5 do jardim-de-infância.
A modalidade que está a ser desenvolvida nesta escola, pela comunidade educativa local, que vive na Quinta da Enterranha, no concelho de Sátão, é a do ensino doméstico, tendo estes alunos, por referência, o Agrupamento de Escolas de Sátão, onde efetuarão ao longo do seu percurso escolar as avaliações relativas à sua evolução educativa.
Como educadores, estas crianças, têm os seus pais que aplicam com os seus filhos, neste caso com os seus alunos, os métodos pedagógicos, na linha da “educação viva”, inspirados em Maria Montessori, Johann Pestalozzi, Waldorf e José Pacheco, da escola da Ponte, este último um projeto pedagógico que se desenvolve no concelho de Santo Tirso, mas que já tem seguidores em diversos locais do mundo.
De referir que os alunos da Casa da Aprendizagem da Quinta da Enterranha participaram com os seus educadores, na passada sexta-feira, na Festa de São Martinho, que teve lugar na Escola Secundária Frei Rosa Viterbo, em Sátão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa condecorou Fernando Ferreira como comendador da ordem de mérito

NOTÍCIA DÃO E DEMO
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, concedeu, esta quarta-feira, dia 9 de novembro, o título de comendador da ordem de mérito aos atletas portugueses medalhados este ano nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Entre os condecorados está Fernando Ferreira, de Lamas, concelho de Sátão, que foi medalha de bronze na modalidade de boccia.
Para além de Fernando Ferreira foram condecorados mais seis atletas paralímpicos, Luís Gonçalves, Manuel Mendes, António Marques, Cristina Gonçalves, Abílio Valente e José Macedo e ainda Telma Monteiro medalha de bronze nos em judo, no Jogos Olímpicos 2016.
A cerimónia decorreu no antigo picadeiro do Museu dos Coches, em Lisboa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Colóquio "Caminhos da leitura e da escrita" encheu Casa da Cultura de Sátão

NOTÍCIA DÃO E DEMO
Foi um sucesso o colóquio “Caminhos da leitura e da escrita” que esta sexta-feira, dia 28 de outubro, teve lugar na Casa da Cultura de Sátão.
Numa organização conjunta do jornal Dão e Demo e do Agrupamento de Escolas de Sátão e ante uma sala cheia de satenses, os escritores convidados, Elisabete Bárbara, Rosa Quinteiro e Carlos Paixão, interpelados pelo moderador do colóquio, Acácio Pinto, deixaram os seus pontos de vista sobre o ato de escrever e sobre o ato de ler, compartilhando com os presentes muitos aspetos e circunstâncias da sua vida literária.
Falaram dos livros e dos autores que leram, leem e que os apaixonam, dissertaram sobre o efeito que a leitura e escrita tiveram e têm sobre as suas vidas, partilharam alguns aspetos privados e mais intimistas, responderam às perguntas do público e “ofertaram” aos presentes, no final, um inédito que escreveram propositadamente para este evento.
Como todo o colóquio foi filmado, iremos, durante os próximos dias, libertando os vídeos do colóquio.
De referir que o presidente da Câmara, Alexandre Vaz, e a diretora do Agrupamento, Helena Castro, deixaram, a abrir, palavras de incentivo e de congratulação pela iniciativa.
Os parceiros deste colóquio foram: Câmara Municipal de Sátão, Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão e do Alto Vouga, rádio Alive FM e jornais Caminho e Gazeta de Sátão.
VÍDEOS DO COLÓQUIO:
Vídeo 1 - Intervenções iniciais de Alexandre Vaz e Helena Castro.
Vídeo 2 - Questões do moderador aos autores convidados.
Vídeo 3 - Questões do moderador aos autores convidados.
Vídeo 4 - Questões do público presente.

domingo, 23 de outubro de 2016

Dão e Demo: Um ano de vida - 23.10.2015 | 23.10.2016

Jornal DÃO E DEMO: um ano de vida | 23.10.2015 - 23.10.2016

Notícia DÃO E DEMO
A notícia mais lida teve mais de 120.000 leituras. Foi publicada a 2 de março de 2016.
Passado um ano de vida (23.10.2015 – 23.10.2016) tivemos momentos de maior e de menor relevância, artigos com muitas visualizações e outros em que os nossos textos não foram muito além de valores residuais.
Para memória futura aqui ficam os números de visualizações no site Dão e Demo dos artigos mais lidos:
1. Muito importante: Formação não é obrigatória para uso não profissional de produtos fitofarmacêuticos – 121.912 visualizações.
2. Hospital da CUF Viseu continua a recrutar pessoal – 35.349 visualizações.
3. Espumante ‘Terras do Demo’ conquista medalha de ouro em concurso mundial de vinhos – 34.510 visualizações.
4. Deputados eleitos por Viseu votaram todos pela continuidade das portagens na A24 e A25 – 34.234 visualizações.
5. Crédito Agrícola no top 3 dos bancos mais sólidos – 32.187 visualizações.

Número de publicações efetuadas neste ano:
Artigos – 1791
Opinião/crónicas – 248
Álbuns de fotos / vídeos – 72
Inquéritos – 28

Em que países fomos mais lidos neste último ano:
1. Portugal - 83,68%
2. France - 5,08%
3. Switzerland - 5,03%
4. United Kingdom - 1,13%
5. Germany - 0,85%
6. Brazil - 0,82%
7. United States - 0,77%
8. Spain - 0,42%
9. Luxembourg - 0,36%
10. Belgium - 0,36%

Em que cidades fomos mais lidos neste ano:
1. (not set) - 21,91%
2. Viseu - 21,73%
3. Lisbon - 15,68%
4. Porto - 8,67%
5. Coimbra - 2,02%
6. Paris - 1,43%
7. Zurich - 1,28%
8. Aveiro - 1,03%
9. Braga - 0,92%
10. Guarda - 0,87%
Nota: Os dados são do Google Analytics

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Colóquios Dão e Demo vão entrar numa nova fase

Editorial DÃO E DEMO
Depois de três edições realizadas, em fevereiro, em abril e em julho, os colóquios Dão e Demo vão entrar agora numa nova fase da sua existência, com alterações a nível das entidades promotoras e dos colaboradores.
Se até agora a organização era exclusivamente do jornal digital Dão e Demo, doravante a organização vai ser partilhada com o Agrupamento de Escolas de Sátão, através da colaboração do professor Carlos Paixão, mantendo-se inalterável a colaboração das anteriores instituições, respetivamente, da Câmara Municipal de Sátão, da rádio Alive FM e da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, mas acrescentando-se, a estas, os jornais Caminho e Gazeta de Sátão.
Ou seja, a partir de agora, e o próximo colóquio já está marcado para o dia 28 de outubro, o formato terá o envolvimento das instituições/entidades referenciadas.
O tema – depois do colóquio sobre os “40 anos de democracia na Câmara de Sátão”, em que juntámos os presidentes da Câmara de Sátão desde o 25 de abril de 1974, depois do debate sobre a guerra colonial que batizámos de “Viagens à minha guerra” e depois de um debate sobre “O futuro da região Viseu Dão Lafões” – vai andar em torno de autores do concelho de Sátão e da importância da escrita para a valorização dos territórios a partir, precisamente, do olhar, particular, que cada autor tem sobre as circunstâncias que o rodeiam.
O local será o mesmo dos anteriores colóquios, a Casa da Cultura de Sátão, e o horário será o de sempre, 21:00.
Brevemente divulgaremos os pormenores relativos a este próximo colóquio, contando, obviamente, com a presença de todos, que desde já convidamos, para o dia 28 de outubro.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sátão: Festival da abóbora da Quinta da Tapada, em Ferreira de Aves, foi um êxito

Notícia DÃO E DEMO
Teve lugar durante a tarde deste domingo, dia 2 de outubro, a VII Festival da abóbora da Quinta da Tapada, em Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, sendo o evento uma iniciativa da Tapada Cultural.
Com a abóbora como pretexto, o que é facto é que durante a tarde de domingo foi grande a afluência de pessoas da freguesia e do concelho que se quiseram associar a esta iniciativa em que estiveram presentes diversas instituições da freguesia e muitos stands a venderam os seus produtos artesanais e endógenos.
Em concurso, como Dão e Demo havia noticiado, estiveram as abóboras mais pesadas, mais originais e maiores, mas também as melhores esculturas em abóboras Halloween. Igualmente houve confeção de doce de abóbora, bolos, pão e tantas iguarias regionais.
A música esteve por conta do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Ferreira de Aves.

domingo, 18 de setembro de 2016

Jorge Coelho apresentou, em Sernancelhe, a reedição da obra Cinco Réis de Gente

Notícia DÃO E DEMO
Aí está a reedição do livro Cinco Réis de Gente, uma iniciativa da Bertrand Editora e da Câmara Municipal de Sernancelhe.
A apresentação decorreu neste sábado, dia 17 de setembro, no Carregal, freguesia do concelho de Sernancelhe, no pátio fronteiro à c
asa onde nasceu, em 13 de setembro de 1885, o autor da obra, Aquilino Gomes Ribeiro.
Foi um evento que contou com uma vastíssima plateia de aquilinianos vindos de toda a região e que coalharam o pátio Aquilino Ribeiro, engalanado e transformado em auditório.
Paulo Neto, o impulsionador da obra, nas palavras do editor, abriu as hostilidades enquadrando o evento e apresentando os oradores que se lhe seguiriam: Eduardo Boavida, responsável editorial da Bertrand, Aquilino Machado, neto do autor, Jorge Coelho, autor da nota introdutória e apresentador da obra e, a finalizar, Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe.
Na apresentação, Jorge Coelho, partilhou com a plateia diversos aspetos da obra, uma obra autobiográfica dos tempos de escola, com o intuito de “abrir o apetite” àqueles que ainda a não leram, exemplificando com um excerto relacionado com as “promessas eleitorais”. Jorge Coelho terminou com uma referência à “liberdade” na obra de Aquilino Ribeiro, o valor que era considerado por mestre Aquilino como o elemento central da vida do homem.
A intercalar as intervenções que se iam sucedendo atuou o Rancho Folclórico de Sernancelhe interpretando e coreografando temas alusivos a atividades rurais das terras do demo.
No final, o autor da capa, o artista Pedro Albuquerque, ofertou uma obra sua a todos os oradores, seguindo-se o descerramento, pelos autarcas das terras do demo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva, de uma placa para assinalar a reedição e apresentação desta obra.
Registe-se que o prefácio é de Luísa Costa Gomes.

















sábado, 17 de setembro de 2016

Vinhos de Penalva do Castelo distinguidos em Itália

Notícia DÃO E DEMO
No decorrer da III edição da Feira do vinho “Dão de Penalva”, o município de Penalva do Castelo entregou um certificado – Prémio Produto de Excelência 2016 – aos produtores/engarrafadores que obtiveram um galardão nacional/internacional, no caso à Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, Adega da Corga, Casa da Ínsua e Tavfer Vinhos.
Igualmente foram entregues, pelo presidente da autarquia, Francisco Carvalho, os prémios que os produtores do concelho obtiveram no CONCURSO INTERNACIONAL DE VINHOS “LA SELEZIONE DEL SINDACO”, que este ano teve lugar na cidade de L´Aquila, entre os dias 26 e 28 de maio de 2016.
Foram premiados com Medalha de Ouro os Vinhos – Adega de Penalva e Penalva 50 (Adega Cooperativa de Penalva do Castelo); Medalha de Prata – Casa da Ínsua Reserva (Casa da Ínsua) e Adega da Corga – Grande Reserva 2013 (Adega da Corga).
Na sua intervenção, o presidente da Câmara, Francisco Carvalho agradeceu a presença dos produtores/engarrafadores de vinho, referiu os vários programas aos quais os agricultores se poderão candidatar no âmbito do Portugal 2020 e realçou a importância que o vinho tem na economia dos penalvenses.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sátão: Fernando Ferreira ganhou medalha de bronze coletiva nos jogos paralímpicos em boccia (BC1-BC2)

Notícia DÃO E DEMO
Portugal acabou de ganhar hoje, dia 12 de setembro, a medalha de bronze, por equipas, em boccia nos jogos paralímpicos do Rio 2016, em BC1-BC2.
Recorde-se que a equipa de Portugal foi integrada por Fernando Ferreira atleta paralímpico do concelho de Sátão, de Lamas de Ferreira de Aves. Recorde-se, aliás, que este atleta já ganhou diversas medalhas individuais e coletivas em diversos jogos paralímpicos.
Fernando Ferreira é um dos 5 atletas do distrito de Viseu que integram a comitiva paralímpica que se encontra no Rio nesta edição de 2016 dos jogos.
Foto: Comité Paralímpico Portugal

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Livro sobre a Grande Guerra irá ser apresentado em São Pedro do Sul | O autor é António Ferreira Gomes

Notícia DÃO E DEMO
Vai ser apresentado no próximo dia 10 de setembro o livro “A Grande Guerra: O legado de São Pedro do Sul”, uma edição da editora Exclamação, ocorrendo a apresentação no auditório do balneário rainha dona Amélia, nas Termas de São Pedro do Sul, a partir das 17:00 horas.
Esta obra, de 252 páginas, capa dura, é da autoria de António Ferreira Gomes, licenciado em Geografia, professor do ensino secundário e ex-vereador da Câmara Municipal de São Pedro do Sul.
Sobre a obra o autor na sua página do Facebook refere que se trata de um “documento histórico, não só de interesse nacional, mas, também, de interesse local, onde se contam variadas ‘histórias’ de grande parte dos nossos 241 combatentes, oriundos de 19 das 20 freguesias de então.”
E Ferreira Gomes ainda acrescenta que “este trabalho, de cariz multidisciplinar” que na sua perspetiva irá “interessar às classes docentes do ponto de vista didático-pedagógico”.

domingo, 4 de setembro de 2016

Ciclismo: um dos mais fortes elementos da festa e feira anual de Avelal

Opinião DÃO E DEMO
1. O ciclismo é, quiçá, dos deportos que mais multidões arrasta para as estradas. Sobretudo para as estradas de montanha, sinuosas e íngremes, em que o esforço do homem, do ciclista, mais é submetido aos limites do absoluto. Em que a valentia tem que se transcender e em que cada quilómetro é, quantas vezes, feito sob o rilhar rijo de dentes à beira do precipício do estertor.
E como se não bastasse, como se não fosse já de si hercúleo esse ato de bravura estreme que é o ciclismo, ainda se acrescenta a torridez estival de julho, agosto e setembro, à competição, como suprema forma de diferenciar, de distinguir aqueles, poucos, predestinados para se digladiarem de igual para igual, curva acima, onde a lei é ditada, não pela manha ou artimanha, mas sim pela robustez e pelo vigor dos atletas em presença.
Conquistar o cume mais alto, a montanha mais íngreme, é sempre o ponto, o cerne, o âmago que faz com que cada ciclista se supere e suplante todas as adversidades.
É por isso que existiram homens, quais mitos, que se alimentaram do suor que lhes caía das têmperas e do sangue que tantas vezes lhes jorrava dos braços e das pernas após uma curva mal projetada.
Foi assim com todos esses, afinal, que ontem se tornaram lendas para hoje e assim será com estes, de hoje, que serão os heróis de um tão próximo amanhã.
Quem, da minha geração, não recorda Agostinho, esse gigante português que silenciou a Europa, no Alpe d’Huez, em França, ou em Cangas de Oniz, nos Picos da Europa, em Espanha? Quem não se lembra do belga Eddy Merckx, o ciclista “canibal”, tal o número de vitórias conseguidas? Ou de Pantani, Indurain, Hinault?...
2. Vem o que precede, a propósito da prova de ciclismo de Avelal que neste sábado, dia 3 de setembro, percorreu as estradas do concelho de Sátão e que vai na sua 35ª edição. E manter esta modalidade, teimosamente (e ainda bem, dizemos nós), no cartaz da festa e feira anual revela bem a abnegação e o espirito lutador destas gentes de Avelal, quando toca a dar dimensão e grandeza à sua terra e a prosseguir os ideais dos que os antecederam.
Habituei-me a ir à festa e à feira anual de Avelal, desde miúdo, a pé, eu que vivia em Rãs, e desse hábito antigo guardo o ciclismo, nas suas várias configurações da prova, como uma das marcas mais identitárias deste evento que acontece anualmente no primeiro fim de semana de setembro.
Parabéns ao Avelal!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

GNR de Sátão já está nas suas novas instalações

Notícia DÃO E DEMO
A partir do dia 30 de agosto, o posto territorial de Sátão da GNR passou a ocupar as novas instalações situadas junto ao quartel dos bombeiros e à igreja nova de Sátão.
Uma vez que o quartel estava pronto desde há algum tempo, este é o epílogo de um processo que se desenrola há alguns anos depois de um protocolo entre a DGIE e a Câmara de Sátão, no montante de 928.015,80 euros, ter sido autorizado por uma portaria do MAI e do MF em novembro de 2013 e que veio viabilizar a construção deste novo quartel da GNR nas antigas instalações do centro de saúde de Sátão.
As instalações antigas da GNR, situadas junto à biblioteca municipal e à igreja de santa Maria, que a partir de agora ficam devolutas, serão transformadas em loja do cidadão de Sátão depois de obras de adaptação que irão ser efetuadas pela autarquia satense.
As novas instalações da GNR em Sátão passarão, assim, a situar-se na Rua Augusto Xavier de Sá, 3560-227 – Sátão (Lat:40.44.5961N; Long:007.44.0564W), mantendo-se os mesmos contatos de telefone e de fax.
A inauguração das instalações ainda não está prevista, sabendo Dão e Demo que já terá havido diligências para tal por parte da autarquia mas que não foram conclusivas.

domingo, 28 de agosto de 2016

Câmara vai promover a III edição da Feira do Vinho 'Dão de Penalva' | este domingo - 28 de agosto

Notícia DÃO E DEMO
Terá lugar, este domingo, dia 28 de agosto, no largo do Pelourinho, em frente ao edifício dos antigos paços do concelho de Penalva do Castelo, a III edição da Feira do Vinho “Dão de Penalva”.
O certame realiza-se a partir das 16:00 e contará com a presença dos produtores e engarrafadores do concelho, que aproveitarão o evento para dar a provar e comercializar os vinhos que produzem.
À semelhança do ano passado, acoplado à feira do vinho decorrerá a segunda edição do Mercado Rural, onde os produtores do concelho, nomeadamente os pequenos produtores poderão escoar os seus excedentes agrícolas.
Nesse mesmo dia à noite será a vez de animação prosseguir no palco das festas com a atuação da Tuna Realense, Grupo Musical Lua Cheia e as BOMBOCAS.
Fotos: Feira do vinho 2015

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

‘Mexer os cordelinhos’: Em exibição num cinema perto de si!

Opinião DÃO E DEMO
Quem não conhece a expressão popular “mexer os cordelinhos”? Quem nunca a escutou? Quem não conhece alguém que já tenha usufruído ou sido prejudicado pelos cordelinhos que alguém manobrou?
“Mexer os cordelinhos” tem, aliás, o mesmo efeito prático que a mais que celebrizada locução “meter uma cunha”.
E não se pense que este fenómeno está em regressão. Que tem os dias contados. Ele é tão antigo quanto o homem e tem vindo a consolidar-se e a sofisticar-se nestes tempos da hipermodernidade.
É assim como que uma atividade secundária para uns, mas a tempo inteiro para tantos outros.
Mas é sempre uma atividade que funciona no meio de duas vontades. De quem mexe os ditos ou mete a cunha, como se queira, e de quem deixa que lhe peguem na mão. De quem aceita subjugar-se. Servilizar-se, servindo-se.
São tráficos de influência. Corrupção. Peculato.
Nuns casos para receberem umas pequenas benesses. Para ganharem uns pechisbeques. Para fazerem um estágio em que têm que devolver a “massa” ao “magnífico” patrão. Outros não. Outros é mesmo para “traficarem” á séria. Para ganharem “diafanamente”, de preferência, aqueles negócios que verdadeiramente contam. Para ficarem com os diamantes da jangada de pedra.
Estamos perante um modo de vida. Diário. De tantos cidadãos. Uns mais nossos conhecidos do que outros. Uns mais “regulares” cumpridores dos ensinamentos bíblicos e sociais e outros verdadeiramente despudorados. Uns “trabalhando” lá longe. Bem além da cordilheira central. Outros aqui mesmo ao lado. Nas beiras da nossa vida.
Uns atuando mais em fundos estruturantes e estruturais, outros nos dinheiros da nação. Uns indo aos bolos regionais, outros abastecendo-se nas contas municipais.
E assim sendo, está-se mesmo a ver que uns atuam no paço. Outros alimentam-se nos paços. Uns nos politburos. Outros nos gabinetes da administração. Uns em sofás à volta de mesas de centro. Outros em cadeirões à volta das mesas em pé de galo.
E pronto, como tanto gostamos de dizer, são todas “boas pessoas”, porém as pessoas boas, essas, levam sempre com a porta na cara!
É este o fado tão português em exibição permanente num cinema próximo de si.

domingo, 21 de agosto de 2016

Sátão: Está inaugurado o monumento de homenagem aos combatentes

Notícia DÃO E DEMO
Foi inaugurado este sábado, dia 20 de agosto, pelas 11:00 h, em Sátão, dia do feriado municipal, o monumento de homenagem aos combatentes da guerra do ultramar, de que tínhamos dado conta.
A cerimónia teve lugar na rotunda das ruas 20 de setembro, dr. Hilário Almeida Pereira e estrada do Cardal, onde se encontra o monumento de homenagem aos combatentes e que consiste numa estrutura em placas de granito encimadas por um soldado em continência, voltado para o Sátão.
Esta cerimónia que contou com a presença de muitos satenses que se associaram ao evento e homenagearam os que combateram entre 1961 e 1974 nas colónias africanas portuguesas, teve intervenções, depois da bênção pelo padre José Cardoso, de Carlos Gil, ex-combatente, que já tinha sido um dos oradores do colóquio Dão e Demo sobre a guerra colonial, de José Tomás, presidente do núcleo de Viseu da Liga e também orador no colóquio, e de Alexandre Vaz, presidente da Câmara Municipal de Sátão.
No final foi efetuada uma cerimónia militar protagonizada por militares do Regimento de Infantaria 14 de Viseu e foi depositada uma coroa de flores junto ao monumento.
A encerrar todos os ex-combatentes presentes tiraram uma fotografia junto ao monumento e que aqui reproduzimos.
DÃO E DEMO

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Colóquio Dão e Demo sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões: Intervenção do público (2)

Notícia DÃO E DEMO
Apresentamos hoje o vídeo com a segunda parte das intervenções do público em que constam as três últimas intervenções do público presente no Colóquio Dão e Demo sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões e as respostas dos nossos convidados, José Junqueiro e Fernando Ruas.
Deste vídeo, que está disponível no canal Dão e Demo do Youtube, constam as perguntas e considerações efetuadas por Paulo Soares, Fernando Morais e Carlos Rodrigues.
Paulo Soares teceu considerações em torno da demografia e introduziu a acessibilidade aérea no debate e falou da solidariedade ou falta dela entre municípios. Já Fernando Morais centrou-se nas questões nas questões do planeamento, no PNPOT, nas políticas do território e como é que se pode inverter este processo da administração central que tem prejudicado o interior. Finalmente Carlos Rodrigues trouxe para o debate questões concretas da região como sejam alguns investimentos projetados, casos da barragem da Maeira e a central termoelétrica para a região de Viseu.
Vale a pena ouvir as perguntas e as respostas, pela relevância das perguntas e pela importância das respostas dadas pelos nos convidados, Fernando Ruas e José Junqueiro.
No outono voltaremos com os colóquios Dão e Demo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Diretor geral artístico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos é natural do concelho de Sátão

Notícia DÃO E DEMO
Tem raízes no concelho de Sátão, mais concretamente em Rãs, aquele que foi o diretor geral artístico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e que também vai ser o responsável da cerimónia de encerramento, bem como das cerimónias dos Paralímpicos.
Trata-se de Abel Gomes, “cenógrafo atuando há mais de 35 anos na direção de grandes espetáculos” segundo pode ler-se na página Cerimónias Cariocas 2016, uma parceria entre a Filmmaster e a SRCOM, empresas responsáveis pelo evento.
Abel Gomes na sua condição de diretor geral artístico da cerimônia de abertura foi o responsável por constituir uma equipa de criativos, o que fez, com  Andrucha Waddinton, Daniela Thomas e Fernando Meirelles, para participar no projeto.
Segundo Teresa Levin, da meio&mensagem, Abel Gomes “através de sua empresa, SRCOM, ele ganhou a concorrência para desenvolver as cerimônias das Olimpíadas e das Paralimpíadas ao se unir à italiana Filmmaster Group na Cerimônias Cariocas e vencer a concorrência mundial para ficar à frente do projeto nos dois eventos mundiais. Com uma carreira de 30 anos na área de criação e direção de grandes espetáculos, ele traz em seu currículo as oito últimas edições do Reveillon de Copacabana, a Jornada Mundial da Juventude no Rio, especiais de Roberto Carlos, além de projetos cenográficos e de direção da visita do Papa João Paulo II ao Brasil (1982/1997), a Árvore de Natal da Bradesco Seguros (1996 a 2010) e Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, entre outros projetos marcantes.”
A cerimónia de abertura dos jogos teve lugar na noite de 5 de agosto, na passada sexta-feira, e o paradigma da cerimónia foi alterado, deixando de ser baseado no “high-tech” e na “dependência de grandes efeitos eletrónicos” para ter por base a “inventividade analógica” em que houve muita utilização da “riqueza da cultura popular brasileira e da garra e paixão de milhares de voluntários” segundo a equipa responsável pela cerimónia que contou com um décimo do orçamento dos jogos de Londres 2012.
Quem alertou Dão e Demo para este facto foi Ernesto Júlio Lopes, também ele com dupla nacionalidade e tal como Abel Gomes com ligação à aldeia de Rãs, concelho de Sátão. Ernesto Júlio escreveu, na sua página do Facebook, que Abel Gomes “é filho de portugueses, sendo que os seus pais nasceram numa aldeia chamada Rãs (…) e o próprio Abel também é português e nasceu nesse local, vindo para o Brasil acompanhando os seus pais e irmãos ainda criança e agora como todos nós portugueses que vieram para o Brasil quando criança também tem dupla cidadania.”
SOBRE A ATIVIDADE DE ABEL GOMES
“Cenógrafo atuando a mais de 35 anos na direção de grandes espetáculos. Fundador e diretor da P&G Cenografia e sócio CCO da SRCOM. Assinou a concepção e cenografia de diversos shows na TV Globo. Participou dos projetos cenográficos e direção artística da Jornada Mundial da Juventude em 2013; das Cerimônias dos Jogos Mundiais Militares Rio 2011; Show de 50 Anos da TV Globo; da Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004, Beijing 2008 e Londres 2012; além da concepção de projetos como o Réveillon de Copacabana (desde 2008); o Revezamento da Tocha Olímpica no Rio de Janeiro (2004), entre outros.” –  In: Cerimónias Cariocas 2016.
Foto: Cermónias Cariocas 2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Sátão: Caminhada solidária ‘O QUE NOS LIGA’, a realizar a 21 de agosto

Notícia DÃO E DEMO
No dia 21 de agosto, domingo, a partir das 8h30 irá realizar-se a Caminhada Solidária “O que nos LIGA”, uma organização do Grupo de Voluntariado Comunitário de Sátão do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), com o apoio do Município de Satão e da Junta de Freguesia de Sátão.
Com a realização desta iniciativa pretende-se sensibilizar a população para a adoção de estilos de vida saudáveis, como forma de promoção da saúde e prevenção do cancro, bem como divulgar a LPCC e os serviços de apoio ao doente oncológico e família, e angariar fundos.
A caminhada “O que nos Liga”, que percorrerá as ruas da vila, terá início junto à Câmara Municipal de Sátão, local de concentração dos participantes às 8h30.
A inscrição, no valor de cinco euros, e que reverte na totalidade a favor da Liga, inclui a oferta de um kit que inclui, t-shirt, água e folhetos informativos. Mais informações e inscrições junto dos voluntários do Grupo de Voluntariado Comunitário de Sátão, através dos seguintes contactos: António Silva – 960045684, Rosário Carvalho – 939395376; Isabel Santos – 936655628; Helena Correia – 964346445.
AFS | Foto: +Wedding

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O inferno da EN 229, Sátão – Viseu, está de volta

Notícia DÃO E DEMO
Se uma viagem entre Sátão e Viseu, ou vice-versa, é sempre uma viagem com duração imprevisível, face aos condicionalismos de ultrapassagem da EN 229, resultantes da requalificação do seu pavimento e nova sinalização, obra efetuada há alguns anos pelas Estradas de Portugal, então agora, nestes meses de verão, esta viagem pode tornar-se num verdadeiro inferno.
E pode sê-lo não só nas horas de maior fluxo, de manhã e ao final da tarde, mas durante todo o dia, pois os veículos em circulação aumentam substancialmente, face à elevada presença de turistas e de emigrantes na nossa região em julho e agosto, como Dão e Demo já constatou esta semana, sobretudo nos locais onde há sinais luminosos, com o principal constrangimento a acontecer junto de Cavernães quer no acesso quer na saída de Viseu.
Para além disso há a referir que a própria via apresenta já sinais evidentes de degradação e começa a exigir uma atenção especial, de requalificação do pavimento, por parte das Infraestruturas de Portugal (IP).
Recorde-se que durante vários anos esteve prevista a construção de uma variante à EN 229, uma estrada nova, entre o Pereiro (Sátão) e o IP5, a passar a sul do atual traçado, atravessando São Pedro de France, Cavernães, Mundão e Rio de Loba, que, inclusivamente, foi alvo de estudo de impacto ambiental. Porém, o anterior governo, decidiu suspender essa via e avançar para uma requalificação da atual estrada com a criação de faixas de lentos em alguns locais e a variante à EN 229 a deixar de ser entre o Pereiro e o IP 5 e passar a ser entre o parque empresarial do Mundão e o IP5, uma variante de escassos 5 km a ser executada exclusivamente no concelho de Viseu.
Esta última decisão, “apadrinhada” por Passos Coelho, numa sessão efetuada na Câmara de Viseu, estaria para avançar durante o ano de 2016, segundo ali foi anunciado em julho de 2015, porém até ao momento nada se conhece acerca do cronograma desses trabalhos que, como se vê, são urgentes.
Dão e Demo continuará a acompanhar esta situação.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Intervenções do público no colóquio Viseu Dão Lafões: Ricardo Santos, José Tomás e José Moniz

Notícia DÃO E DEMO
Apresentamos hoje as primeiras três intervenções do público presente no Colóquio Dão e Demo sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões e as respostas dos nossos convidados, José Junqueiro e Fernando Ruas.
Deste vídeo, que está disponível no canal Dão e Demo do Youtube, constam as perguntas e considerações efetuadas por Ricardo Santos, José Tomás e José Moniz.
Foram questões objetivas, que se centraram nos autarcas do século XXI, nas questões da economia social e sobre quais os projetos objetivos que existem para a região.
Vale a pena ouvir as perguntas e as respostas. Por exemplo Fernando Ruas aos 27’ do vídeo enumera algumas obras que foram feitas no “seu” território durante o seu tempo de presidente, novo hospital, instituto da juventude, várias escolas, loja do cidadão, autoestradas, acessos à cidade… e não deixou de enviar mais uma farpa para Viseu ao dizer que não sabe “se em dois anos é possível fazer mais do que isto”.

sábado, 30 de julho de 2016

Sátão: II Meeting Dão Lafões, de orientação, vai passar pelo Nosso Senhor dos Caminhos

Notícia DÃO E DEMO
Será no próximo mês de outubro, nos dias 8 e 9, sábado e domingo, que a orientação, uma modalidade em franco crescimento, vai regressar ao concelho de Sátão, mais concretamente ao Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, em Rãs, num espaço onde já decorreu em 20 de fevereiro de 2012 uma prova internacional, Portugal O Meeting, que juntou 1800 participantes, dos quais 1100 eram estrangeiros.
Desta feita trata-se do II Meeting Dão Lafões em orientação pedestre e as provas decorrerão no dia 8 de outubro às 11:00 h uma prova de “Distância média” e às 21:00 h terá lugar a prova de “Mass Start Noturno”. Já no dia 9 de outubro, domingo, às 10:00 h, irá para o terreno a prova de “Distância longa”.
A organização estará por conta do Clube de Orientação de Viseu, da Federação Portuguesa de Orientação e da Câmara Municipal de Sátão.
Entre outros apoiam este II Meeting a União das Freguesias de Romãs, Decermilo e Vila Longa, a freguesia de Avelal, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Sátão e o Regimento de Infantaria 14 de Viseu.

domingo, 24 de julho de 2016

Fernando Ruas em Sátão, no colóquio Dão e Demo, com farpas para Viseu

Notícia DÃO E DEMO
Apresentamos hoje o segundo vídeo do colóquio Dão e Demo sobre o futuro da região Viseu Dão Lafões, este com a intervenção de Fernando Ruas, que acabámos de disponibilizar no nosso canal do youtube. O colóquio, como se sabe, realizou-se no dia 8 de julho na Casa da Cultura de Sátão e nele também participou José Junqueiro.

“Tanta gente que gostava que eu não falasse, mas aqui no Sátão dão-me essa oportunidade”
Fernando Ruas, como se pode certificar no vídeo, abriu com um agradecimento pelo convite, mas acrescentou uma farpa dizendo que há “tanta gente que gostava que eu não aparecesse e não falasse e aqui no Sátão dão-me essa oportunidade e eu agradeço por isso”.
E entrando no tema do colóquio apontou, desde logo, o dedo dizendo que “quem tem falhado é a administração centra”, pois “as autarquias têm feito o seu trabalho” exemplificando com a infraestruturação geral dos territórios. E a falha da administração central tem gerado um país litoralizado e “isso não é bom para um país desenvolvido”.
E o eurodeputado aproveitou para dizer que devemos utilizar “cá dentro”, em Portugal, o mesmo discurso que utilizamos com a UE. Quando os governos dizem que não pode haver países “altamente desenvolvidos e países menos desenvolvidos” na UE, então comecemos por dar o exemplo em Portugal a nível dos concelhos. Exemplificou com o caso de Lisboa que disse ter “catorze vezes e meia o poder de compra do concelho de Penedono”, acrescentando que “isto não é possível, esta assimetria não pode continuar”. Mas, igualmente, disse que não pode continuar a assimetria dentro da região. Não pode Viseu Dão Lafões “contribuir com 12% para a produção de riqueza da região Centro mas, neste momento, dos fundos comunitários nós temos não chega a 1% da região. É preciso que alguém levante a voz para dizer calma lá, não estamos a ser tratados convenientemente.”


“se virem um político a falar muito e arranjar excelentes assessores e muita imagem é para tratar do futuro dele, se ele quiser tratar do futuro da população faz obras.”
E é nesta fase da sua apresentação que Fernando Ruas utiliza a ironia e lança mais uma farpa dirigida a Viseu, para criticar aqueles políticos que contratam muitos assessores de comunicação e de imagem, ao dizer que “quem tinha razão era o padre António Vieira quando dizia que para falar ao vento eram só precisas palavras, mas para falar ao coração são precisas obras”, concluindo que “se virem um político a falar muito e arranjar excelentes assessores e muita imagem é para tratar do futuro dele, se ele quiser tratar do futuro da população faz obras.”
Mas regressando às questões concretas da região, Fernando Ruas destacou as acessibilidades regionais, falando sobre a ligação Viseu-Coimbra, que agora se chama “Via dos Duques”, para dizer que até o próprio nome é incompreensível fazendo uma analogia com o jogo das cartas em que “o duque é aquela carta mais baixa do baralho”, quando já havia um corredor de “ligação a Coimbra que todos conhecíamos”. “Andamos sempre a mudar, alguém a reverte, para ficar bem na fotografia”, concluiu.
Mas Fernando Ruas não deixou, igualmente, de criticar a solução ferroviária que designou “em escada”. E concretizou dizendo que saímos do porto de Aveiro até à linha do Norte, descemos até à linha da Beira Alta e depois subimos, por esta, para a Europa, acentuando que “uma ligação em escada também se pode fazer mas normalmente as pessoas caem”.
E Fernando Ruas concluiu a sua intervenção com uma imagem, a do jogo de ténis, para dizer que estamos a ver passar as bolas entre Lisboa e Porto. As verbas e os equipamentos “vão de Lisboa para o Porto e do Porto para Lisboa e nós só apanhamos uma ou outra bola que caia na rede. “esta postura não pode ser consentida; devemos fazer a exigência necessária para que se altere esta distribuição dos meios” no futuro.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Praia Fluvial do Trabulo: Do sucesso da praia aos problemas nos acessos

Notícia DÃO E DEMO
A Praia Fluvial do Trabulo, no rio Vouga, concelho de Sátão, desde que ficou concluída, na segunda quinzena de junho, tem vindo a acumular enchentes, quase diárias, de veraneantes, como se pode constatar pelas fotos que publicamos, tiradas esta quarta-feira, dia 20 de julho. E nos fins de semana o problema ainda é maior. Aos sábados e domingos chegar à praia e estacionar o carro é um verdadeiro quebra-cabeças e depois disputar um metro quadrado de relva para estender a toalha é, verdadeiramente, mais difícil do que caçar os pokémon’s mais raros.
Pode-se dizer que o problema está na origem, que deveria, em simultâneo com a praia, ser alargada e retificada a estrada de acesso a partir do Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, de Rãs, e da EM Decermilo-Vila Boa. Mas o que é facto é que tal não foi efetuado e a Câmara de Sátão para tentar obviar a este constrangimento, em resultado de tal número de frequentadores vindos de toda a região, resolveu condicionar os acessos, optando por criar um sentido único entre o Santuário do Senhor dos Caminhos e a Quinta do Trabulo.
Ora esta situação, do sentido único, mereceu desde logo muitos reparos e fortes críticas por parte de diversos utilizadores da praia por nós contactados, mas sobretudo por parte de moradores que ali residem e têm terrenos que se viram, de um momento para o outro, impedidos de aceder às suas propriedades agrícolas e florestais, tendo, em alguns casos que fazer mais de 5 km, para não incumprir com a nova sinalização, para um trajeto de escassas centenas de metros.
Mas a onda de protestos não se tem ficado só por palavras e os sinais colocados já foram alvo vandalismo, através de pinturas, o que tem obrigado a Câmara a intervenções quase diárias para repor a situação.
Face a toda esta problemática são muitas as vozes a alvitrar outras soluções sendo que aquela que mais convergência gera por parte de moradores na Quinta do Trabule e em Rãs, ao que Dão e Demo apurou, é a da proibição do estacionamento entre a Quinta do Trabulo e o Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, podendo os frequentadores da praia, depois de esgotar os escassos lugares de parque de estacionamento da praia, utilizar os parques do Santuário e deslocarem-se cerca de 300 metros a pé até à praia.
Dão e Demo apurou que esta opção poderá vir mesmo a ser a opção a tomar pela Câmara a curto prazo.