sexta-feira, 22 de maio de 2015

Comissão política do PS aprovou por unanimidade projeto de programa eleitoral

A Comissão Política aprovou por unanimidade o projeto de Programa Eleitoral do PS, anunciou o coordenador do programa eleitoral e do Gabinete de Estudos do partido, João Tiago Silveira.

Salientando a abertura do PS neste processo de discussão política, João Tiago Silveira sublinhou que o Partido Socialista deu agora mais “um passo importante”.
“O PS já fez isso nas eleições primárias, com a participação de não militantes no ato eleitoral que escolheu o nosso candidato a primeiro-ministro, e agora abriu a preparação do programa eleitoral a todos os cidadãos portugueses, incluindo até pessoas de outros partidos que pretendam dar contributos”, referiu.
Confrontado com algumas dúvidas suscitadas em torno das propostas sobre a Taxa Social Única (TSU) e o contrato único de trabalho, o dirigente socialista fez questão de salientar que o debate serviu para "analisar todas as questões".
"Essas são questões desafiantes, das quais pode depender a oportunidade de o PS ter uma política diferente”, considerou, acrescentando que o partido “tem de saber exatamente como as pode concretizar”.
“Mas uma coisa é certa: Já está provado que podemos ter uma política diferente face à do atual Governo”, concluiu João Tiago Silveira.

Desemprego é o maior inimigo do sistema de proteção social
Também a propósito da intenção do partido reduzir a TSU de trabalhadores e empregadores, o vice-presidente da bancada do PS, Vieira da Silva, frisou que “o maior inimigo da sustentabilidade do sistema de pensões é a destruição de emprego”.
De acordo com o dirigente socialista, “nada pôs tão em causa o sistema de proteção social, em particular o sistema de pensões, como a brutal destruição de emprego que Portugal sofreu nos últimos anos”.
E por isso, destacou, “a grande prioridade do PS é promover o mais rapidamente possível a recuperação da economia”.
Sustentando que o sistema de pensões não se defende apenas no domínio da legislação, Vieira da Silva fez questão de evidenciar que “os dados da destruição de emprego em Portugal são ainda perigosamente acrescentados pelo fenómeno da emigração".
(acção socialista)

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