quarta-feira, 25 de março de 2015

Deputados do PS questionaram Pires de Lima sobre contradições do governo relativas à estratégia ferroviária para a região

«Em janeiro deste ano o senhor secretário de estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou em Viseu que “a Refer está a analisar a proposta da Plataforma A 25(leia-se, câmaras PSD de Aveiro, Viseu e Guarda)que preconiza a ligação Aveiro-Salamanca”, acrescentando ainda “tenho muita confiança que sejamos capazes de chegar a bom porto nesta negociação”.
Referiu o mesmo governante, já depois do Governo ter candidatado esta linha ao mecanismo Connecting Europe Facility (CEF) e ao fundo de coesão, que “acredita num entendimento entre os autarcas e que consistirá num corredor novo entre Aveiro e Mangualde e, depois, a melhoria da atual linha da Beira-Alta... “se houver dinheiro.”
Neste mesmo início de ano, dois meses depois desta afirmação, em março, o mesmo membro do governo revelou à imprensa “que a (eventual) nova ligação entre Aveiro e Salamanca será decidida depois das Legislativas” e sem uma palavra para a linha da Beira Alta.
Já o edil de Viseu, Almeida Henriques, em reação às declarações de Sérgio Monteiro, disse que “as últimas semanas trouxeram-nos notícias contraditórias que espero possam ser ultrapassadas (…) depois de sabermos que o Governo candidatou a fundos europeus a conceção da linha Aveiro, Viseu, Vilar Formoso, viemos a saber que, provavelmente, a decisão da sua execução será tomada apenas pelo próximo governo”.
Ora estes arrufos entre um governante, Sérgio Monteiro, e um ex-governante e presidente da câmara de Viseu, Almeida Henriques, dizem bem das ilusões que ambos criaram à região e, sobretudo, espelham a confusão e falta de clareza do governo PSD/CDS.
Neste contexto, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados eleitos pelo círculo de Viseu preguntam ao senhor ministro da Economia o seguinte:
1.    Se o Governo candidatou o corredor ferroviário Aveiro-Vilar Formoso ao Connecting Europe Facility (CEF) e ao fundo de coesão é porque já teria decidido fazer esta infraestrutura. Assim, por que motivo o Governo afirma que não há nenhuma decisão e que esta só deverá ser assumida pelo próximo Executivo?
2.    Qual o objeto exato da candidatura efetuada pelo Governo ao CEF?
3.    Tem ou não o Governo a certeza de que o Estado possui os recursos financeiros necessários para assegurar esta obra, bem como a intervenção na linha da Beira Alta?
4.    Tendo a linha da Beira Alta, entre a Guarda e Pampilhosa, fortes constrangimentos na sua estrutura (comboios a 10kms/hora) e horários feridos por paragens desorganizadas, pergunta-se: está ou não o Governo decidido a fazer, no imediato, o investimento necessário para repor a normalidade de circulação? Está ou não disponível para reorganizar os horários de modo a reduzir, por exemplo, em 30 m, o tempo entre Mangualde e Lisboa?
5.    Finalmente, qual o papel/solução para Viseu na estratégia ferroviária do Governo?
Palácio de são Bento, 25 de março de 2015
José Junqueiro | Acácio Pinto | Elza Pais»

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