terça-feira, 4 de novembro de 2014

[opinião] É urgente uma “viragem” de Governo!

A comunicação social, como lhe competia, deu eco a frases lapidares de Passos Coelho e dos partidos da maioria relativamente à “viragem” da situação económica do nosso país. Desde 2012 que tal é anunciado e desde 2012 que tal constitui um logro para os portugueses.
E para que se não pense que é uma conspiração de um mesmo órgão de comunicação social deixo os títulos relativos à anunciada viragem de quatro diferentes órgãos de comunicação social, para quatro diferentes anos: “Passos aponta 2012 como ano de viragem económica” (DN), “Passos: 2013 será ano de viragem” (TVI 24), “PSD e CDS acreditam que 2014 será ano de viragem” (Jornal de Negócios) e “Passos Coelho anuncia que 2015 será o ano da viragem” (Visão).
Passos Coelho tem-se, portanto, e como se vê, vindo a constituir como um charlatão da política portuguesa. Debaixo daquela capa que ele tenta exibir de grande sobriedade e de grande serenidade  tem brindado os portugueses com autênticas pérolas atrás de um populismo barato. Aliás, já como candidato, em 2011, ele utilizou a mesma técnica. Fez todas as promessas e todos os anúncios possíveis e depois no governo fez o oposto. Ainda todos nos lembramos do cortar os subsídios de natal e de férias que era um disparate ou do aumento de impostos!
Mas não satisfeito com a sua performance durante o debate na generalidade do orçamento de estado lá veio com mais uma das suas viragens. Disse que em 2016 seriam repostos os vencimentos da função pública na totalidade para a seguir dizer que só seriam repostos 20% dos cortes.
É por estas e tantas outras malfeitorias, sentidas pelos portugueses na pele, que se impõe uma mudança, ou uma “viragem”, na condução da governação em Portugal, mudança que os estudos de opinião, todos, começam a ser deixar como inequívoca quando tributam ao PS e a António Costa a responsabilidade dessa alternativa.
É que, ainda agora, durante o debate do orçamento de estado para 2015, ficou bem evidenciada a incapacidade do governo para encetar qualquer política credível, para apresentar qualquer projeto galvanizador para os portugueses.
A fiscalidade verde, afinal, mais não é do que uma via verde para o aumento de impostos; o teto das prestações sociais mais não é do que um novo ataque aos mais desfavorecidos; os cortes na educação e na saúde mais não são do que mais despedimentos a somar aos mais de 33.000 potos de trabalho que estes dois ministérios perderam nestes últimos três anos.
Estamos, de facto, ante um governo esgotado e sem soluções. Um governo fora do prazo de validade!

E quando assim é, é urgente uma “viragem” de governo!
Acácio Pinto
Diário de Viseu

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