sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Política educativa: nunca foi tão extremista e fundamentalista

foto: Público
Aqui deixo alguns excertos, sobretudo na área da educação, da entrevista que hoje, dia 31 de outubro, Sampaio da Nóvoa dá ao "Jornal de Negócios" (AQUI), trazendo para título: "Parece-me óbvio que o governo já devia ter sido demitido".
"Creio que Portugal precisa de abrir um tempo novo na sua história."
"Nunca tivemos uma política educativa tão extremista e tão fundamentalista como tivemos desta vez. Desde a década de 60, talvez desde a década de 50, quando o Leite Pinto foi ministro da educação nacional nunca tínhamos tido uma marca ideológica tão fundamentalista e tão extremista como tivemos neste governo. A política educativa de Nuno Crato é decalcada, vírgula a vírgula, ponto a ponto, da política educativa de George W. Bush, no princípio do séc. XXI."
"O que interessa é a excelência. Nenhum de nós tem nada contra a excelência. O probelma é que atrás da excelência está a discriminação, está: "os melhores que se safem". Conversas nestes meios: os professores não servem para nada, porque os bons alunos não precisam de professores e aos maus alunos não há nada a fazer. É uma maneira de ridicularizar o trabalho dos professores"
"A competição, a seleção, os exames... uma coisa são os exames, outra é a obsessão dos exames. A seleção, o cortar as pernas, o afastar as pessoas, é empurrar precocemente para vias profissionais. Isso é uma linha clara desta política. A segunda linha é o famoso "back to basics". É o voltar ao famoso "ler, escrever e contar" do salazarismo."
"A educação foi de longe o setor onde houve mais cortes orçamentais ao longo destes últimos três anos. Houve cortes muito superiores aos que estavam propostos no memorando da troika.

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