quinta-feira, 5 de junho de 2014

[opinião] ANTÓNIO COSTA

O PS é um grande partido político, um partido em que a liberdade é a sua matriz fundacional.
E se digo isto para começar, é para que todos percebamos que no PS, todos e cada um, somos cidadãos livres.
Tenho, pois, muito orgulho em ser militante do PS, de um partido com uma história rica na diversidade, rica na defesa das causas primeiras que enformam o nosso estado de direito democrático e o nosso estado social.
É por isso que os líderes, todos, desde Mário Soares a António José Seguro me merecem o maior dos apreços. Todos, cada um com as suas idiossincrasias, serviram o PS, serviram Portugal.
Nunca, na nossa história, houve nenhum momento, nenhum motivo, em que nos tenhamos desagregado, em que tenham sido colocados em causa os princípios maiores que nos unem e em que acreditamos, os princípios e os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade.
E se no passado sempre soubemos ultrapassar os problemas internos com que nos confrontámos, também hoje seremos capazes de o fazer, à semelhança de ontem, com elevação, com nobreza, com respeito.
E nas sociedades modernas, nos partidos políticos, não há duas formas de resolver a linha política e as lideranças, só há uma, que é a devolução da palavra aos militantes, que é ouvir os socialistas.
E eu creio, inequivocamente, que um congresso eletivo é o melhor espaço e o mais célere para escutar os militantes. Porém, nada tenho a opor às eleições primárias que, aliás, defendi quando apoiei Francisco Assis, há três anos, e ainda bem me lembro da bateria de argumentos contra, dos que agora a elas se renderam.
Em síntese, seja o que for que façamos, sejamos céleres, o país impõe-nos rapidez.
Quanto às opções, António José Seguro ou António Costa, sejamos também claros. Estamos perante dois grandes socialistas. Dois militantes de primeira linha que merecerão de cada militante, de cada um de nós um olhar atento. E cada um, em liberdade, em consciência, deverá responder a uma questão: qual dos dois se encontra em melhores condições para responder aos desafios que se colocam ao PS e a Portugal?
A minha resposta é António Costa. Entendo que António Costa, no atual contexto político, dará mais densidade à proposta política do PS, dará mais força a um projeto de esperança para Portugal.
E esta minha opção não é contra ninguém, é uma opção pelo PS, é uma opção por Portugal. Uma opção livre, dentro de um partido livre.
Acácio Pinto
Diário de Viseu

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