domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mangualde: Conferência distrital "NOVO RUMO" contou com presença de António José Seguro

Com sala completamente cheia decorreu em Mangualde, no dia 21 de fevereiro, a conferência do distrito de Viseu "Novo rumo para Portugal", centrada nas questões da economia e do desenvolvimento regional.
Esta iniciativa que contou com a presença de António José Seguro, na sessão de encerramento, teve em Marco Almeida, presidente da concelhia do PS de Mangualde, o seu verdadeiro organizador, conjuntamente com a sua equipa.
O moderador da conferência foi João Azevedo, o presidente da federação de Viseu do PS e presidente da câmara de Mangualde, e os conferencistas foram os professores de economia, Mário Rui Silva e António Amaro, das universidades do Porto e de Coimbra.
O debate contou com diversas intervenções que pretenderam enfatizar alguns pormenores e questionar os conferencistas sobre aspetos concretos da proposta política do partido socialista.
Dentre as várias centenas de presentes de todo o distrito, socialistas e independentes, permito-me destacar a presença dos deputados, dos presidentes de câmara do PS, dos dirigentes das estruturas concelhias, federação, juventude socialista, mulheres socialistas e a presença de um mangualdense e socialista muito especial, o Jorge Coelho.
A encerrar a conferência o secretário geral do PS, António José Seguro, efetuou uma excelente intervenção que a LUSA traduziu nos seguintes termos:
«O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou o Governo de se ter transformado num "comité eleitoral do PSD e do CDS", em vez de dizer aos portugueses como vai resolver os problemas do país.
Ao intervir sexta-feira à noite, em Mangualde, durante o encerramento da convenção "Um novo rumo para Portugal", António José Seguro afirmou que "o Governo desenvolve a maior campanha de propaganda eleitoral de que há memória" na democracia portuguesa.
"O Governo deixou praticamente de governar. Transformou-se num comité eleitoral do PSD e do CDS e especializou-se na oposição ao PS", criticou.
O líder socialista acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ter retomado na sexta-feira "a segunda parte da teoria do oásis", ao dizer que "o país hoje está melhor".
"Não está, porque ele esqueceu-se de olhar para os mais de 880 mil portugueses que estão desempregados, os mais de 200 mil que emigraram, os mais de 310 mil que estando em idade de trabalhar já desistiram de tanto procurar e não encontrar uma oportunidade", afirmou, lembrando ainda os "137 mil jovens, a maior parte licenciados, que não encontraram oportunidade de emprego e também tiveram de emigrar".
Seguro lamentou que, durante quase uma hora, na condição de líder do PSD, Passos Coelho tenha usado "mais de metade do tempo a fazer oposição ao PS" e não tenha apresentado "uma solução, uma proposta, uma visão para resolver os problemas dos portugueses".
Na sua opinião, "não há um país separado das pessoas" e, por isso, não entende que o Governo diga que "a vida das pessoas está pior, mas a vida do país está melhor".
"Para nós, se a vida dos portugueses está pior é o país que está pior e, infelizmente, a vida das pessoas e do país está bem pior do que há 32 meses, quando Pedro Passos Coelho tomou posse como primeiro-ministro", frisou.
António José Seguro considerou que o primeiro-ministro e o Governo "prosseguem na sua campanha eleitoral a enganar os portugueses".
"Nós hoje temos um país mais pobre e mais desigual. Ninguém, a não ser o Governo, que persiste em iludir os portugueses, pode dizer que o país está hoje melhor do que estava há dois anos e meio", realçou.
António José Seguro deixou ainda o recado ao primeiro-ministro de que o PS não aceita "lições de moral" relativamente à consolidação da democracia em Portugal.
"Ninguém nos dá lições, muito menos o primeiro-ministro, da história da democracia que mais afrontou a Constituição da República e que mais vezes criou diplomas feridos de inconstitucionalidade", afirmou.
O líder socialista disse que, ao ouvir Passos Coelho falar na sexta-feira, ficou com uma certeza: "Para este primeiro-ministro vale tudo para se manter no poder, persistir no engano não passa de uma tática para se manter no poder."»

AMF // HB

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