sábado, 23 de novembro de 2013

Direção do grupo parlamentar do PS recebeu CRUP (conselho de reitores das universidades)

Reunião na AR do GPPS com o CRUP
LUSA 21.11.2013 - O PS acusou hoje o Governo de ter violado compromissos estabelecidos com as universidades e considerou existir um "risco grave" de recuo em termos de formação e capacidade de internacionalização das instituições de Ensino Superior.
Alberto Martins, líder da bancada socialista, falava aos jornalistas no final de uma reunião entre a direção do Grupo Parlamentar do PS e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).
Depois de o presidente do CRUP, António Rendas, se ter recusado a prestar declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PS apresentou um quadro preocupante sobre a atual situação da generalidade das universidades portuguesas.
"As universidades estão numa situação extrema, de limiar de condições dignas em termos de funcionamento. Têm um reconhecimento internacional muito significativo, mas as condições criadas quanto à sua autonomia, em termos de contratação pública, contratação de docentes e de meios para o ensino e investigação são extremamente gravosas", apontou Alberto Martins, cuja bancada tem uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2014 para eliminar os cortes propostos pelo Governo em relação às universidades e politécnicos.
O presidente do Grupo Parlamentar afirmou depois estranhar a atuação do Governo em matéria de Ensino Superior, "porque as universidades são o centro fundamental para o desenvolvimento da economia e para novos projetos de afirmação e internacionalização de Portugal".
De acordo com Alberto Martins, o CRUP comunicou ao PS "a existência de riscos graves de as universidades portuguesas terem grandes recuos em termos de ensino, formação, investigação e capacidade para manter os níveis alcançados nos 'rankings' internacionais".
"Os cortes que estão a ser feitos violam os compromissos e contratos programas estabelecidos com as universidades portuguesas. O CRUP considera que as condições de vida digna e eficaz são muito preocupantes. O PS está apreensivo, porque está em causa a formação dos portugueses e a abertura da universidade a setores mais amplos da sociedade portuguesa", sustentou Alberto Martins.
Neste contexto, o líder da bancada socialista recusou a perspetiva de "uma universidade elitista", defendendo em contraponto "uma universidade alargada, de qualidade, com capacidade para contratar os mais qualificados ao nível da difusão do saber".
"Isso está em causa, assim como a própria internacionalização das universidades portuguesas. O Governo fala muito na internacionalização da economia, dos centros de excelência, na capacidade científica, na inovação e na capacidade tecnológica, mas isto está sedeado nas universidades. As universidades são o motor desse desenvolvimento", acrescentou.
PMF // SMA

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