terça-feira, 7 de maio de 2013

Tomada de posição do conselho geral do politécnico de Viseu | CCISP em audiência na comissão de educação

Audiência do CCISP na comissão de educação, dia 07.05.2013

À mesma hora que o CCISP estava em audiência na comissão de educação ciência e cultura, na AR, através de uma delegação composta pelos professores Joaquim Mourato (IP Portalegre), Carlos Maia (IP Castelo Branco) e Vicente Ferreira (IP Lisboa), o Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu, presidido por João Cotta, tomou posição, por unanimidade, na mesma linha do CCISP, relativa ao Projeto de Resolução 688/XII, dos grupos parlamentares do PSD e do CDS, que no dia 8 de maio vai ser debatido no plenário da AR.
Esta audiência do CCISP na comissão de educação foi presidida pelo deputado Acácio Pinto e contou igualmente com a presença da deputada Elza Pais.
Do comunicado do conselho geral do IPV, aprovado por unanimidade, destaco o seguinte parágrafo:
«O Conselho Geral regozija-se com as tomadas de posição dos principais partidos políticos e da AIRV a nível regional, no sentido da defesa e reforço das competências do IPV. O Conselho Geral acredita na capacidade dos nossos deputados, na sua atenção permanente à realidade de Viseu e na sua defesa dos interesses da região que os elegeu.»
Sobre esta matéria os deputados do PS Viseu, José Junqueiro, Acácio Pinto e Elza Pais, (AQUI, AQUI e AQUI) sempre deixaram claro que votarão contra tal PJR e tudo farão para que os mestrados e as licenciaturas não sejam retiradas dos politécnicos cujo impacto económico e social no país e sobretudo no interior está bem evidenciado num estudo recentemente publicado.

Para memória futura fica o teor integral do comunicado do conselho geral do IPViseu:
«O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), em reunião extraordinária convocada para o efeito, apreciou o projeto de Resolução 688/XII que irá ser discutido na Assembleia da República no dia 8 de Maio.
O referido documento propõe rever as missões dos Politécnicos e das Universidades. O Conselho Geral concorda com a necessidade de clarificação deste sistema binário. O referido projeto de resolução é, no entanto, demasiado generalista e vago, o que o torna muito vulnerável ao eventual desconhecimento por parte de alguns deputados da realidade dos factos.
O IPV tem feito um trabalho notável de afirmação a nível nacional e regional. Esta evolução aproximou e em alguns casos ultrapassou, o nível qualitativo das Universidades. Senão vejamos alguns factos sobre a atividade do IPV:
  • O IPV hoje oferece 17 Cursos de Especialização Tecnológica (CETs), 38 licenciaturas e 29 mestrados, com uma oferta abrangente, de elevada qualidade, com cursos de referência a nível nacional.
  • Cerca de 6.000 alunos frequentam o IPV, sendo 55% da nossa região e 44% estudantes trabalhadores. Caso não existisse o IPV, 35% dos alunos não poderiam frequentar o ensino superior.
  • O IPV tem hoje 380 docentes dos quais 130 são doutorados (34%) e 162 estão em doutoramento (43%). Desta forma, em breve 77% dos docentes do IPV serão doutorados, um rácio igual ou superior às universidades. Este elevado grau de qualificação permitirá gerar uma capacidade notável de produção de conhecimento, indispensável para atrair talento e para apoiar as empresas.
  • O IPV tem investigação aplicada e produção científica crescentes e relevantes:
    • Possui um centro de investigação, financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia).
    • Tem 10 projetos financiados pela FCT no valor global de 735 500 euros.
    • Tem 5 projetos de investigação aplicada em parceria com empresas, financiados pelo QREN e PRODER no valor de 750 000 euros.
    • Em 2012 produziu 569 publicações científicas (em livros e revistas científicas).
  • No IPV um aluno custa, em média, ao Estado 2.400€ enquanto numa Universidade custa 3.000€. No IPV o peso do custo do pessoal docente nos custos funcionamento é de 77%, inferior à média nacional de 80%.
Em resumo, o IPV tem hoje uma grande capacidade científica, um elevado impacto regional e uma gestão avançadas. O seu futuro tem de passar pela sua evolução para um modelo de Universidade de Ciências Aplicadas e não por qualquer retrocesso.
Por tudo isto, por aquilo que a região necessita do IPV, o Conselho Geral entende que esta instituição não pode perder competências. O reforço das competências do IPV através da requalificação dos CET´s em cursos superiores de curta duração é um caminho positivo mas, em caso algum, se podem perder quaisquer outras competências como os mestrados. Caso tal acontecesse seria o definhar do ensino superior público em Viseu.
O Conselho Geral entende que o IPV tem de continuar o seu caminho rumo à excelência, com base em critérios de mérito, ambição e rigor. O Conselho Geral entende que o ensino superior público em Viseu tem de ser sempre uma prioridade estratégica política. O IPV é a nossa instituição de ensino superior de referência, com a qual todo o nosso futuro educativo terá de ser construído.
O Conselho Geral regozija-se com as tomadas de posição dos principais partidos políticos e da AIRV a nível regional, no sentido da defesa e reforço das competências do IPV. O Conselho Geral acredita na capacidade dos nossos deputados, na sua atenção permanente à realidade de Viseu e na sua defesa dos interesses da região que os elegeu.
A promoção e reforço das competências do IPV é um objetivo estratégico que deve unir todos. O Conselho Geral deseja que os interesses da Região de Viseu sejam defendidos e que os receios manifestados, face a este projeto de resolução, por este órgão e por diversas entidades regionais se venham mostrar infundados.
Esta tomada de posição foi aprovada por unanimidade em reunião do Conselho Geral do dia 07/05/2013.»

Sem comentários:

Enviar um comentário