quinta-feira, 23 de maio de 2013

Jardins efémeros 2013 apresentados ao grupo VISEU EM LISBOA


Todos têm ligações a Viseu. À região de Viseu. E o que os move é recordar. Trazer à memória a sua cidade natal, a sua terra adotiva, os sabores, os sons de outrora, as torres da Misericórdia, o Vouga ou o Caramulo, o Dão ou a Estrela, o Montemuro ou o Douro mais acima, Grão Vasco ou a Senhora da Beira... enfim, tudo quanto lhes faça adormecer este hoje e viajar até ao outro que também se quis e quer compartilhar.
É como um retorno, um chamamento a espaços que quando estimulados se ilimitam na memória dos símbolos.
São estes e são assim os membros do grupo "Viseu em Lisboa".
O zambeze, restaurante para os lados da mouraria, ali ao lado do castelo de s. Jorge, em Lisboa, foi o palco por onde desfilaram os paladares da beira, dessas terras que, embora do demo batizadas, Aquilino sabia e sentia generosas com as suas generosas e rijas gentes.
Pois bem, uma surpresa para fim de degustação, mantida em segredo pelo "tubarão" Eduardo Pinto, um dos grandes obreiros destes encontros: a Sandra Oliveira a apresentar-se e a apresentar os JARDINS EFÉMEROS 2013.
Ela própria, na primeira pessoa, a deambular por ideias sonhadas, maturadas e, de novo, projetadas para a nossa perene cidade, para finais de julho.
É mais um filho que vai nascer, com fermento forte, da convergência de diálogos surdos, ásperos, tantas vezes crípticos para os atores efémeros do quotidiano; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho ávido por se dar à comunidade, por se esgotar em cada recanto e em cada canto sombrio de cada praça e de cada rua; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho que pela intensidade do efémero se eternizará na mente dos homens|mulheres como ideal de busca coletiva.
Mais uma vez os deputados do PS, José Junqueiro e Acácio Pinto, estiveram presentes e desta vez também se juntaram ao grupo alguns viseenses mais novos, no caso o Fernando Gonçalves e o Raul Junqueiro.

2 comentários:

  1. Dr. Acácio Pinto, não sei o que move os participantes nos encontros de Viseu em Lisboa, mas a mim não é recordar. É pensar em Viseu, a minha terra natal, a minha terra de ontem, de hoje e de sempre. Pensar em Viseu é uma actividade agradavelmente desenvolvida entre Viseenses e aqueles que adoptaram Viseu como seu ou sua. «Viseu em Lisboa» ( https://www.facebook.com/Viseu.em.Lisboa ) é uma comunidade de «Naturais e amigos de Viseu que se reúnem em Lisboa». O que cita, desde os sabores, até Grão Vasco, é o património cultural imaterial ou intangível que temos em comum. É o que nos une. Mais forte do que as diferenças que nos separam. Para quem mora na Grande Lisboa, uma deslocação a Viseu é demorada e dispendiosa. Por isso, me reúno, longe da terra, mas unido por ela aos demais. Não para «adormecer este hoje e viajar até ao outro que também se quis e quer compartilhar.» Muito pelo contrário, para manter acordado este hoje e, sem viajar, não abrir mão do outro, de cuja propriedade ninguém me pode espoliar, porque a terra também é minha. O passado ninguém pode apagar, ainda que possa ser recordado por todos e cada um à sua maneira. O futuro é que está todo por escrever. Que outra razão poderia haver para me interessar tanto pelos Jardins Efémeros de 2013, que só vão ter lugar de 22 a 28 de Julho próximo? A diáspora Viseense não é de menosprezar. O meu afastamento foi meramente circunstancial, não foi um voltar de costas. Em mim não diminuíram os laços que me unem a esse património de que fisicamente me separei. Se pela união da minha vontade com a de outros me puder manifestar, saberei reconquistar o direito inalienável de intervir nos destinos da terra que deixei, mas que nunca deixou, nem deixará de ser a minha.

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    1. Meu caro Virgílio Machado, aceito as suas observações, porém, as mesmas não colidem, em nada, com o texto que escrevi. A leitura das minhas palavras deve ir muito para além da sua literalidade.
      Recordar, pensar, viver... Adormecer... sim, adormecer poético, meu caro Vírgílio, é manter-se acordado, bem vivo na partilha, bem intenso na interação...
      Continuemos a promover a nossa Viseu, que é de todos (dos que a adotaram e dos naturais) e da qual ninguém nos espoliará, nunca!
      Cumprimentos e obrigado pelo comentário.
      Acácio Pinto

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