sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

[opinião] Haja humildade no ministério da educação!


Foram recentemente divulgados os resultados de estudos internacionais que revelam as tendências no ensino da Matemática e das Ciências (TIMSS) e os progressos de Leitura e Literacia (PIRLS) e neles se refletem os resultados e a evolução em cerca de 50 países, entre os quais Portugal, a nível do 4º ano de escolaridade.
Portugal tinha participado no TIMSS em 1995 e década e meia depois, em 2011, fica bem patente a evolução do seu desempenho.
Quer no domínio da matemática, quer no domínio das ciências, Portugal ficou em lugares fica em posições muito positivas (15º e 19º, respetivamente), entre os 50 países participantes, sendo mesmo o país em que a progressão positiva dos resultados, relativamente a 1995, mais se acentuou.
E se nos centrarmos só no universo de países da União Europeia, então Portugal fica em 7º e 12. Lugar.
A nível do PIRLS, que incide na competência de leitura, foi a primeira vez que Portugal participou e ficou em 19.º lugar entre 45 países participantes, e em 8.º se tomarmos em conta os países da União Europeia.
Ou seja, há duas coisas, pelo menos, que estes resultados mostram: i) que Portugal fez um trajeto verdadeiramente notável ao longo destes 15 anos, subindo da cauda das comparações internacionais para o pelotão dos países que partilham a mesma modernidade política, cultural e económica e que olham para a educação como instrumento de cidadania e prosperidade; ii) que a introdução do exame no 4º ano, levada a cabo por este governo, estava longe de ser uma necessidade pedagógica como se vê pelos resultados.
Se a estes dois estudos internacionais adicionarmos o estudo PISA verificamos que Portugal estava a fazer um caminho seguro e com políticas corretas na educação. E podemos mesmo acrescentar que países, apontados pelo atual governo como inspiradores das suas políticas, como a Alemanha e a Suécia, ficam atrás de Portugal o que não deixa de ser um indicador curioso.
O que se esperava era que no ministério da educação se soubessem ler estes resultados com orgulho para Portugal e não com uma ponta de “inveja”, como aconteceu com a nota emitida pelo gabinete de Nuno Crato, onde se desvalorizavam os resultados.
Não fica bem esta sobranceria política por parte de um ministério que, ainda por cima, tem um cientista investido nas funções de ministro.
NOTA: Aproveito esta oportunidade para desejar a todos um FELIZ NATAL.
Acácio Pinto
Notícias de Viseu | Jornal do Douro

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