sexta-feira, 9 de novembro de 2012

[opinião] Morrer não pode ser a solução para a saúde


Os problemas na área da saúde no distrito de Viseu são imensos. Para além dos problemas relacionados com o inadmissível aumento das taxas moderadoras que afetam todos os portugueses que têm que se deslocar a unidades de saúde, os viseenses estão confrontados com graves problemas concretos.
1. A falta de médicos é um problema que atinge todo o distrito mas que atingiu as raias do inadmissível no concelho de Tondela, onde há 15.000 utentes sem médico de família. Pessoas a ir para a porta dos centros de saúde de madrugada é vulgar no concelho e um pouco em todo o distrito. Degradante e indigno. Mas a falta de enfermeiros é também uma evidência.
E não fosse o empenhamento dos profissionais de saúde a questão atingiria as raias do escândalo, uma vez que o planeamento e a coordenação, da ARS centro e do governo, é inexistente.
2. Apesar da questão colocada pelos deputados do PS ao ministro da saúde o que é facto é que ainda não foi obtida resposta sobre o centro de radioterapia a construir no hospital de Viseu, cujo projeto o governo anterior deixou concluído e pronto a avançar.
Já lá vão dezassete meses de governação e o governo através do ministério da saúde não deu qualquer explicação para um problema grave que afeta os doentes oncológicos da região que têm que andar horas e horas, semanalmente, a ser transportados de ambulância para a radioterapia em Coimbra, pese embora a sua frágil situação de saúde.
3. O novo hospital de Lamego já deveria ter entrado em funcionamento há um ano atrás. Era isso que estava previsto no respetivo concurso. Porém, hoje, ainda não se sabe quando tal equipamento será colocado ao serviço das populações e mais, não se sabe o que se passa com as especialidades que para aquele hospital estão previstas. Para além disso as cirurgias têm vindo a ser colocadas em causa e não se conhece nenhuma posição concreta sobre toda a funcionalidade do hospital.
4. Para além de tudo isto são evidentes os problemas existentes a nível da entrada em funcionamento de unidades de saúde familiar, de contratualização com unidades de cuidados continuados já concluídas, afinal de subfinanciamento do serviço nacional de saúde.
O governo deve uma explicação aos portugueses em geral e aos viseenses em particular. Morrer não pode ser a solução para os problemas que afetam a saúde.
Acácio Pinto
Notícias de Viseu | Jornal do Douro

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