quinta-feira, 5 de abril de 2012

[opinião] PEC IV elevado ao quadrado


Na vida como na política há um tempo para tudo. Um tempo para nascer e um tempo para morrer, um tempo para descansar e um tempo para trabalhar, um tempo para projetar e um tempo para executar.
E o tempo, este tempo de agora, de hoje, deveria ser o de executar uma ideia que fosse, um projeto que seja, uma qualquer iniciativa. Mas não, o Governo do PSD e do CDS continua apostado em ir para além da troika e obrigar os portugueses não ao PEC IV que chumbaram, mas agora ao PEC IV elevado ao quadrado ou quiçá ao cubo e nada mais faz que isso.
E depois como se comporta o Governo? Sacode a água do capote, tenta passar por entre as pingas da chuva e faz de conta que não está em funções há nove meses.
Mas está e está e por isso seria bom que algumas questões fossem respondidas.
Como se explica que o preço dos combustíveis tenha subido para níveis nunca vistos tornando-os os mais elevados da Europa?
Quais as medidas que foram tomadas, para além da emigração, para combater os 35% de desemprego jovem?
Que apoios estão disponíveis para combater a degradação das condições de funcionamento das empresas e da economia?
As medidas que o Governo tem para a defesa do interior e para a sua dinamização demográfica é a extinção de serviços públicos, como é o exemplo do encerramento dos tribunais e de freguesias?
Que palavra tem o Governo para os cidadãos que se veem confrontados com dificuldades de acesso ao SNS, fruto do aumento das taxas moderadoras?
E a formação e qualificação dos portugueses faz-se com o encerramento de centros novas oportunidades em todo o país?
Quando é que o Governo avança com um programa de requalificação das escolas públicas, uma vez que parou, sem alternativa, o programa da Parque Escolar?
E qual a boa explicação para a venda do BPN por 40 milhões depois de o ter refinanciado com várias centenas de milhões?
Estava na troika o corte aos funcionários públicos dos subsídios de féria e natal para 2012, 2013, 2014, 2015…?
Termino como comecei. Há um tempo para tudo e o tempo, hoje, deveria ser o tempo do Governo e dos partidos que o suportam, não para atacarem o PS e os portugueses, mas para executarem, assumirem e cumprirem uma, que fosse, das suas promessas. Da austeridade estamos todos fartos e está-se a ver no que dá.

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