quinta-feira, 24 de março de 2011

Comunicado da Federação do PS: Oposição lançou Portugal numa grave crise política

«A Federação de Viseu do PS na sequência da votação que ontem ocorreu na Assembleia da República – o chumbo do PEC – não pode deixar de dizer aos viseenses e aos portugueses que a oposição, nomeadamente, o PSD, revelaram uma completa irresponsabilidade e insensibilidade pelos interesses de Portugal ao abrirem esta crise política.
E o mais grave de tudo isto é que o maior partido da oposição abriu esta crise votando contra o PEC sem apresentar qualquer medida alternativa, sem apresentar uma proposta que fosse no Parlamento.
Limitou-se a votar não, porque sim.
Mas a máscara já caiu. Menos de 24 horas após ter votado contra o PEC, sem ter apresentado uma proposta que fosse, eis que Pedro Passos Coelho e o PSD assumiram uma medida alternativa ao Programa de Estabilidade e Crescimento: aumentar o IVA para 24 ou 25%.
Veja-se bem o nível de frieza político da liderança do PSD. Optar pelo imposto mais cego que existe, pelo imposto que penaliza todos os consumidores, quer os que têm mais, como os que têm menos rendimentos.
Aguardamos para ver o que mais há escondido nas gavetas mais profundas da actual mentalidade neoliberal de Passos Coelho e deste PSD que, como já se percebeu, pela sua proposta de revisão constitucional, andarão em torno do desmantelamento do SNS, privatização da Escola Pública e despedimentos sem justa causa, também na função pública.
Quanto à crise política em que colocaram Portugal, ela é já bem visível: nos juros que aumentaram, de imediato, para níveis nunca antes atingidos; nas declarações de dirigentes internacionais a considerarem agora a inevitabilidade da entrada no nosso país de instituições internacionais, com as consequências negativas para Portugal; na desconfiança dos agentes económicos.
Em suma, o PSD e Passos Coelho não se assumiram como um partido responsável e com uma liderança madura, mas como um partido irresponsável e com uma liderança que cede à primeira tentação sem qualquer preocupação com a defesa de Portugal e dos portugueses.»

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