quinta-feira, 14 de outubro de 2010

(Opinião) A deriva do PSD; a Maçã do Bravo de Esmolfe

1. O PSD, através de Passos Coelho, de Ângelo Correia, de Miguel Relvas, entre outros, prossegue na sua deriva de grande leviandade política, ameaçando em cada esquina com uma crise. Vejam-se os ultimatos, as ameaças, as chantagens e até, agora, a moção de censura que Passos Coelho diz não propor devido à proximidade de eleições presidenciais.
Afinal, Passos Coelho o que quer com esta estratégia é esconder a falta de projectos para o país e ainda evitar o debate sobre a sua inoportuna proposta de Revisão Constitucional que mais não visa do que combater o Estado Social, numa época em que as atenções do país se deviam concentrar noutros objectivos bem mais evidentes.
Mas o que transparece é que Passos Coelho se revela politicamente pouco escrupuloso e que se move por meras lógicas de aparelho partidário em resultado das últimas eleições internas que o elegeram como líder.
É que, por exemplo, ao dizer que não quer o aumento de impostos, e ameaçando com o chumbo do Orçamento, ele bem sabe que está, objectivamente, a contribuir para que a credibilidade internacional do nosso país seja fortemente abalada e por essa via escancaremos as portas à entrada do FMI.
Face a estes comportamentos só poderemos concluir que estamos perante um líder que está mais preocupado com questões meramente partidárias e com tácticas de poder pessoal e de grupo do que com uma visão responsável e de Estado.
Resta-nos esperar que Cavaco Silva, mais do que ouvido, ainda possa ser escutado para os lados deste PSD que se move, cada vez mais, por estratégias de assalto ao poder, nem que passem por desferir um rude golpe no sentido de estado que caracterizou anteriores lideranças.
2. Os deputados do PS eleitos pelo Círculo Eleitoral de Viseu deslocaram-se no dia 9 de Outubro à freguesia de Esmolfe, concelho de Penalva do Castelo, para se associarem à XV Feira da Maçã do Bravo de Esmolfe.
A rainha desta Feira foi, como está bom de ver, a Maçã do Bravo de Esmolfe. Talvez a mais genuína das maçãs portuguesas e também aquela que apresenta excelente margem de progressão produtiva no Distrito de Viseu, quer na sub-região Dão-Lafões, quer na sub-região do Douro.
E se o Distrito de Viseu é um dos Distritos com as maiores produções de maçã a nível nacional, o que nos apraz enaltecer, com cooperativas e produtores fortes, é fundamental que apostemos cada vez mais naquelas qualidades que, verdadeiramente, nos singularizam e fortalecem a nossa identidade, pois dificilmente outras regiões e países conseguem as mesmas condições edafo-climáticas que nós temos para essas culturas. Ou se as conseguem ficam tecnologicamente mais dispendiosas.
É o caso da maçã do bravo de esmolfe. Uma maçã muito aromática, muito suave, com excelentes características anti-oxidantes e que tem vindo a merecer toda a atenção dos serviços do Ministério da Agricultura, das autarquias e das instituições.
Aliás, essa parceria alargada esteve bem traduzida nesta Feira, que envolveu a Câmara de Penalva do Castelo, a Junta de Freguesia de Esmolfe, as cooperativas e produtores, a Felba e os serviços descentralizados do Estado. A marcar a presença do Governo esteve o Secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, que quis deixar bem vincado o seu empenhamento e o do executivo em apoiar e distinguir os produtos locais de qualidade.

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