terça-feira, 6 de julho de 2010

PSD quer neoliberalismo na Constituição

Terminaram hoje, à hora de almoço, as Jornadas Parlamentares do PS. Os deputados do PS, eleitos por Viseu, participaram e puderam, hoje, apreciar as intervenções de Paulo Pedroso, Augusto Santos Silva, Francisco Assis e de José Sócrates.
Aqui deixo o texto que o GPPS publicou no seu site sobre a intervenção do Primeiro-Ministro, no encerramento das Jornadas:
"O Primeiro-Ministro criticou hoje as ideias de revisão constitucional do PSD, acusando-o de pretender um ajuste de contas com a história da democracia portuguesa, atentando contra o Estado Social.
Na sua intervenção de encerramento das Jornadas Parlamentares, José Sócrates deixou o aviso: “ Não contem comigo nem com o PS para pôr o neoliberalismo na Constituição. Nenhum líder deste partido nunca pretendeu aumentar a carga ideológica na Constituição, mas não podemos aceitar que agora haja uma insistência para colocar uma carga ideológica a favor de um bloco político contra o outro, porque isso seria errado e negativo para o país”.
Para o Primeiro-Ministro, as propostas de revisão constitucional do PSD tem por trás uma visão de quem acredita que a existência de um estado providência é o factor que diminui as condições para o sucesso económico. Citando um recente artigo do líder do PSD, Sócrates comentou com ironia que “nunca houve tanta clareza ideológica”.
Para o Primeiro-Ministro, “o Estado Social em Portugal foi o instrumento mais importante para elevar as condições de vida dos portugueses nos últimos 30 anos”, criticando a ideia do PSD de ser “co-pagamento na educação e na saúde e nada de universalidade, porque é preciso desenvolver o sector privado”.
A esta ideia contrapôs outra tese: “A ideia de um sistema público de educação é uma questão absolutamente central para o desenvolvimento de Portugal e condição essencial para a igualdade de oportunidades. Não quero que exista no nosso país condições diferentes para aqueles que têm muito e para aqueles que têm pouco”, defendeu, aplicando o mesmo princípio à universalidade do Serviço Nacional de Saúde."

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